Posts tagged ‘conversações’

terça-feira, 4/maio/2010

Diálogos Incertos foram um sucesso!


Como um encontro espontâneo pode ser organizado? Esta foi a pergunta que disparou nossas ações para promovermos os Diálogos Incertos, evento realizado durante todo o dia 16 de abril no Espaço Terra, em Embu das Artes, São Paulo.

O projeto suriu a partir de uma série de conversações que a Papagallis ativou junto à Traveland Viagens e Turismo. Nosso primeiro contato com a equipe de travelanders gerou uma empatia imediata. Encontramos pessoas interessadas em ampliar verdadeiramente os horizontes reflexivos de sua equipe. Ao invés da boa e velha conversa empresarial sobre resultado, otimização de lucros, motivação e satisfação dos clientes, nos deparamos com pessoas inquietas, repletas de perguntas sopbre inovação, novos paradigmas e pensamento sistêmico. Foi amor à primeira vista!

Tanto assim que nem pensamos em estabelecer entre nós e a Traveland algum tipo de relação cliente/comprador. Partimos logo para um projeto em conjunto que seria algo próximo de um espaço para livre conversações orientadas para o bem-estar humano como um fundamento das relações. Nasceram assim os Diálogos Incertos, em evento que foi sendo construído a partir da co-inspiração de todos, com o apoio institucional de parceiros da Traveland (e como eles tem contatos, uau!), e a boa vontade de amigos e especialistas de nossa rede que toparam estar naquele dia apenas pelo prazer dosa fluxos de convivência.

O processo de convite foi propositadamente distribuído. Não formulamos uma lista única, nem consensuamos algum tipo de perfil de convidado. Nos comprometemos, cada pessoa da Papagallis e da Traveland que esteve envolvida de alguma maneira no encontro, a convidar pessoalmente apenas pessoas com quem gostaríamos de estar numa ocasião como esta. Claro que entre estes haviam clientes, fornecedores e parceiros mas de também ali estavam amigos, conhecidos e pessoas que gostaríamos de conhecer melhor. Então montamos um blog para reunir as informações sobre o encontro e, inadvertidamente, esquecemos de escondê-lo do Google, o que permitiu inclusive a presença de pessoas que casualmente encontraram o convite e pediram para vir também.

Para arrematar, nos últimos dias que antecederam o encontro, tivemos a idéia de convidar nosso amigo Ignacio Muñoz Cristi, antropólogo chileno, poeta e docente-pesquisador da Biologia Cultural de Humberto Maturana e Ximena Dávila. Passagens aéreas e hospedagem para Ignacio surgiram no fluxo do encontro e pudemos contar com esta preciosa presença para reforçar nosso encontro. Ignacio estava com a agenda comprometida mas disse: “Para um encontro incerto como este, vou tentar remanejar meu compromisso.” Nerm foi preciso, a outra parte cancelou a atividade e Inacio confirmou presença. Estava feita a festa. E assim foi.

Na foto acima, no final do encontro, os travelanders e os papagaios se reuniram num abraço com Ignacio Muñoz para celebrar o sucesso do encontro. Querem saber sobre o que discutimos? Comece a seguir o blog dos Diálogos Incertos que vai ganhar conteúdo sobre este encontro nos próximos dias. Valeu mesmo!

sábado, 3/outubro/2009

Rede de conversações voluntárias no Itaú Social


A Cristina Yoshida Fernandes, uma das responsáveis pelo Itaú Social, conheceu a Papagallis quando estivemos organizando algumas atividades no encontro presencial da rede Vivo Educa.

Então ela nos convidou a conduzir as conversações dos encontros mensais de voluntariado da rede Itaú Social neste 2009.

A rede Itaú Social é muita extensa e bem organizada. Os funcionários das diversas agências Itaú de todo o Brasil podem se inscrever como voluntários e promover ações sociais com o apoio do Itaú!

Neste caso o evento aconteceu dia 19 de setembro e foi o Voluntários em Questão, iniciativa do Programa Voluntários Itaú Unibanco para promover a troca de experiências, opiniões e idéias dos colaboradores e seus convidados.

Isso nos atraiu bastante porque estamos falando de uma rede onde as pessoas estão inscritas por livre e espontâneo desejo, algo fundamental para a construção de uma rede livre e distribuída.

Então aceitamos o convite da Cristina participando de uma série de reuniões de planejamento e design com sua equipe e diversas lideranças voluntárias do Itaú Social. Encontramos um modelo pré-estabelecido de encontro onde sempre um convidado especial estaria presente trazendo conteúdos estimulantes para os participantes do encontro.

Para nós foi um pouco desafiador porque até então sempre atuamos exclusivamente a partir da inteligência coletiva do grupo onde ninguém teria um papel de destaque. Sempre operamos com a inteligência coletiva e nunca com as competências individuais. Temos grhande dificuldade em organizar encontros onde “especialistas” sobem ao palco e transmitem seus “conhecimentos” a um público de interessados.

Neste caso atuamos com um convidado para dar suporte à discussão. o consultor Fábio Ribas, da Prattein Educação e Desenvolvimento Social. Fábio tem muitas informações sobre o idoso no Brasil e topou participar do encontro como um conversador, e não apenas ocmo palestranate.

Reuniram-se no CEIC cerca de 40 colaboradores e convidados, que trocaram diferentes percepções sobre a relação com idoso, por meio de questões como a convivência entre gerações, respeito à diversidade, mercado de trabalho, integração/espaços de convivência e produtos e serviços disponíveis para este público.

Fábio trouxe diversas dicas e exemplos de projetos que trabalham, na prática, os questionamentos levantados, tirando também dúvidas dos participantes sobre o tema.

Trabalhamos a partir da questão: De que modo podemos seguir convivendo – crianças, jovens, adultos e idosos – para conservar um bem estar que no futuro também nos acolherá em nossa velhice?

Todos refletiram sobre de que modo estamos construindo nossa velhice a partir do espaço relacional em que vivemos em nosso momento presente!

Confiram a colheita do encontro, consolidada pelo Ronaldo Richieri e publicada na íntegra no site da rede social Voluntários Itaú Unibanco.

segunda-feira, 25/maio/2009

No grande encontro do Acessa Escola



Nos dias 16 e 17 a Papagallis teve o privilégio de participar da Capacitação do Acessa Escola, coordenada pelo WebLab / LIDEC / Escola do Futuro – USP, para trazer 2400 jovens monitores das salas de informática de escolas estaduais paulistas para a segunda fase do projeto.

A grande maioria dos jovens já tem alguma experiência no Acessa Escola, eles estão a quase dez meses acompanhando a instalação dos equipamentos (computadores e banda larga) nas salas de internet das escolas. Foram preparados para esta fase através de uma série de recursos educacionais inovadores, inclusive um game, que os suportou enquanto se aclimatavam no Acessa Escola.

Agora chegou a hora dessa moçada começar a falar de Web 2.0, E-Gov e navegação segura, além de irradiar os princípios de uma internet mais democrática, participativa e livre. Para esta fase os coordenadores decidiram usar metodologias de aprendizado sócio-educativas, e a Papagallis foi chamada para contribuir com nossa experiência em organizar conversações para grandes grupos. Foram mais de 1200 jovens no sábado e quase outro tanto desses no domingo.

Chegaram bem cedo, em ônibus fretados que os trouxeram de seus bairros de origem, alguns bem distantes do centro, e logo se organizaram nas salas do quinto andar do prédio da UNIBAN, parceira do encontro que disponibilizou suas instalações.

Durante o período da manhã todos conversaram sobre suas experiências nas salas nestes últimos meses. Contaram casos, compartilharam dificuldades, trocaram idéias e soluções criativas, resignificaram suas relações entre si e com o projeto Acessa Escola. De tempos em tempos uma parte da turma de cada sala era convidada a descer até a biblioteca da UNIBAN onde trezentos computadores os aguardavam para pesquisa e publicação de conteúdos e relatos sobre tudo que estavam conversando.

À tarde seguiram as conversações provocadas por materiais audiovisuais sobre Web 2.0, E-Gov e navegação segura. No fim do dia todos se encontraram no andar térreo da UNIBAN para um worldcafé de 1200 pessoas!

Em primeiro plano Dalton Martins e Mariana de Salles Oliveira arrematam o encontro com uma fala inspiradora para a turma de jovens mosqueteiros! A Papagallis participou com toda a sua rede, Lígia, Algarra, Alblum, Mafeteco e Richieri.

A experiência foi absolutamente gratificante, vamos aguardar o seguimento do projeto, certo?

quinta-feira, 4/dezembro/2008

Nokia Social Media Connections

O Nokia Social Media Connections, encontro de blogueiros, moderadores de comunidades online e fóruns de discussão promovido pela NOKIA em novembro de 2008 gerou esta nuvem de palavras.

As conversações no encontro rolaram em grupos de cinco pessoas, embaladas por música e café! As palavras foram colhidas das anotações nas toalhas de papel e frases consolidadas pelos grupos nas rodadas de compartilhamento.

A pergunta que provocou esta conversação foi: Como os dispositivos móveis podem fazer a diferença no bem estar do viver humano?

A pergunta parece simples mas é profundamente desafiadora e se desdobra em diversas outras questões: De qual bem-estar humano estamos falando? Sentir-se bem é viver no bem-estar? A tecnologia então está se tornando fundamental para nosso bem-estar? Os dispositivos móveis terão tanta influência assim em nosso modo de viver coletivo?

Nesta nuvem de palavras achei muito interessante o equilíbrio entre os termos dos sistemas técnicos e humanos. O grupo construiu uma visão onde tecnologia e cotidiano se harmonizam e se confrontam. A impressão que a nuvem causa em mim é a de que estamos em pleno aprendizado civilizatório sobre o uso incorporado da tecnologia em nosso viver. Vamos seguir descobrindo o significado e aplicação destas novas ferramentas que, com toda certeza, já estão transformando nossas vidas significativamente.

segunda-feira, 1/dezembro/2008

Conversando para nosso bem-estar

Interessante essa questão de que todo ser humano busca o bem-estar. Quando vemos um viciado em heroína, um terrorista-bomba ou um suicida convicto nossa primeira reação é pensar que talvez eles não estejam mantendo seu bem-estar, que são um ponto fora da curva.Ocorre que o bem-estar de que falo tem a ver com a congruência de cada ser humano com o meio em que vive no exato momento de seu viver. Então o terrorista mantém uma explicação de si mesmo a partir de um domínio de conhecimento, de um conjunto de crenças e valores que confirma para ele que morrer explodindo pessoas é viver no bem-estar. O suicida busca alívio ou redenção ou “seja-lá-o que-for” no momento de sua decisão fatal, mantendo sua congruência com o meio no presente em que vive.

Então o bem-estar humano é algo contigencial ao momento presente em que vivemos porque só vivemos no momento presente, certo? Nosso passado e nosso futuro são apenas explicações que formulamos sobre nós mesmos, no momento presente.

Entretanto quando nos encontramos para uma conversação em um ambiente livre, sem exigências, sem pressões nem competições, onde a liberdade plena de expressão é favorecida pelas condições do meio, temos a oportunidade de perceber outras visões, diferentes da nossa, e então nossa visão pode se alterar um pouco, que seja um pouco, para que possamos nos manter em congruência com o meio em que naquele momento estamos.

Não é mágica, ver as pessoas conversarem livremente até construirem por si mesmas opiniões incrementalmente diferentes, mas parece mágica! Isto porque em nosso cotidiano vivemos conversações em espaços controlados quase o tempo todo.

Dizemos o que dizemos a partir do que é esperado que digamos, muitas e muitas vêzes durante o dia. E ouvimos geralmente apenas o que consideramos válido e possível, fora disso apenas escutamos, descartando o que não se harmoniza com nossas idéias!

Essa pobreza de diálogo se repete também nas escolas, nas igrejas e na mídia, e segue preservando costumes, instituições e grupos sociais, conservando a sociedade e sufocando os indivíduos. Isto aqui já estava desde que nasci, estabelecido pela continuidade das sociedades patriarcais/matriarcais que se mantém pela exigência e pela não-validação dos indivíduos.

O que podemos fazer quanto a isso? Bem, que tal apenas sentarmos diante de um café para conversar livremente sobre tudo isso, ou sobre o que mais quisermos a cada momento na conservação de nosso bem-estar?

* Este post surgiu como um comentário para um post de Juliano Spyer (“As sutilezas das metodologias de conversação presencial – cada vez aprendo mais” em seu blog Não-Zero)

Upload da foto feito originalmente por siqui sanchez

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