“Vivemos, conversamos, conversamos sobre o que vivemos e vivemos o que conversamos. Neste hélix estamos sendo seres humanos vivos. Qualquer outro processo, finalidade ou resultado, eu deixo para os robôs.”
Luiz Algarra
Ciberneticista conversacional
INTRODUÇÃO
A Helix de Inverno surgiu no cenário! Está emergindo uma nova série de encontros. Conversações Cibernéticas promovidas pela Papagallis. Entrelaçamentos consensuais catalisados em um processo que deste ponto em que estamos não podemos prever.
Podemos seguir juntos numa conversação de mútua aceitação. Uma caminhada no momento presente zero cambiante contínuo. Um caminho recursivamente novo. Um entrelaçamento amoroso de puro diálogo. Todos estão convidados.
A Helix de Inverno já está, e pronto!
O QUE É
Uma série de encontros de conversação, com desenvolvimento de temas e fluxos a serem determinados pelos próprio processo conversacional que os constitui.
QUEM VAI PARTICIPAR
Associados inscritos em uma comunidade de membros que tem o direito de frequentar os encontros, promover atividades integradas e acessar conteúdos e conversações compartilhadas na internet.
A QUEM SE DESTINA
- Pessoas que trabalham pelo bem-estar humano na realização pesssoal-profissional de empresas e organizações.
- Pessoas que lideram, façam gestão ou administrem processos que envolvam outros seres humanos.
- Profissionais com poder de decisão que buscam novos processos de incentivo à formação de redes e alternativas aos modelos de aprendizagem tradicionais.
- Pessoas que pesquisam, por interesse, curiosidade ou necessidade, os processos de conhecimento e aprendizado das pessoas em seus grupos, comunidades e empresas.
- Pessoas determinadas a ampliar seus conhecimentos, que precisam de conexões e incentivo para vivenciar seus aprendizados, despertando para o que a vida tem de melhor.
QUAIS SÃO OS TEMAS DE ATIVAÇÃO?
- Percepção, ilusão e conhecimento
- Dinâmica interna e contexto relacional
- Ninguém está exatamente entendendo ninguém
- Conhecer e fazer nas distinções de nosso viver
- Evolução humana: competição e cooperação
- Nos adaptamos ao meio transformando o meio no qual nos adaptamos
- Seguimos conhecendo o que fazemos fazendo o que conhecemos
- O modo de viver humano como sistemas vivos
- Homens e robôs: como distinguí-los?
- Cibernética: um movimento de aplicação de uma operação sobre o seu próprio resultado
- Objetividade e intersubjetividade
- Explicações que aceitamos ou refutamos
- Certezas como fonte de harmonia ou sofrimento
- Passado, presente e futuro como explicações e paradoxos
COMO FUNCIONA
Nos encontramos, vivemos o encontro, conversamos sobre o que vivemos, voltamos para casa, nos encontramos de novo, conversamos sobre o que vivemos, e seguimos adiante num helix recursivo incremental.
METODOLOGIA
Utilizaremos uma metodologia baseada em princípios cibernéticos e no processo de construção de conhecimento por meio de uma dinâmica das conversações.
Estamos nos baseando no pressuposto de Maturana de que a realidade se constitui nas conversações, usamos essa dinâmica para irmos construindo nosso processo de investigação. Diz ele: “Tudo o que nós, os seres humanos, fazemos como tal, o fazemos nas conversações. E aquilo que não fazemos nas conversações, de fato, não o fazemos como seres humanos” (Maturana, 1999, p. 47).
A conversação é um dos pressupostos básicos da teoria de Humberto Maturana sobre Biologia da Cognição, a qual constitui o núcleo do marco teórico deste trabalho.
O que estamos nos propondo, portanto, é refletir sobre o processo das conversações no grupo, em termos de como constituímos conhecimento e a nós mesmos numa perspectiva autopoiética.
PROCEDIMENTOS
O encontros do grupo maior acontecerão a cada quinzena, são os Encontros Transversais.
Na semana seguinte, organizados em grupos menores, as pessoas poderão promover uma conversação presencial ou à distância, e registrar o relato deste pequeno encontro, são os Encontros Locais.
No próximo encontro do grupo maior as pessoas apresentarão o relato de suas conversações nos Encontros Locais durante a reunião do Encontro Tranversal.
Estes relatos surgirão como co-inspiração e modelagem sobre a deriva de conversação do encontro.
OS FACILITADORES
Cada encontro de grupo contará com uma dupla de facilitadores convidada pela Papagallis para anfitrionar aquele encontro. O facilitador é apenas mais uma pessoa incluída no processo de construção do conhecimento, que tem o entendimento prático de entender seu processo de observar o grupo.
Os facilitadores poderão, a seu critério, apresentar materiais, textos e conceitos próprios ou de autores
nos grandes encontros de grupo. Esse material, entretanto, não constitui “informação” e muito menos conhecimento. A informação somente adquire sentido num processo de conhecimento que, por sua vez, é a própria ação do sujeito cognitivo/ontológico.
PRODUZINDO E CAPTANDO CONHECIMENTO
von Foerster esclarece-nos sobre isso; diz ele: “Informação nenhuma é exterior, ela só se encontra em nós mesmos” (Von Foerster, 1993, p. 203). E elas somente se constituem como tal na medida em que constituem um processo de conhecimento. Esse, por sua vez, é inseparável do processo de ser/viver nas relações.
O sujeito individual é uma abstração. Nós somente existimos na medida em que somos um nó numa rede de conexões. É, pois, no trabalho de discussão dos relatos coletados que construímos o conhecimento em relação aos temas.
A idéia aqui é que não existe realidade pré-dada, independente das ações dos sujeitos em interação. Por isso, vamos constituindo conhecimento e a nós mesmos nessa rede de conversações. Conhecimento, na perspectiva que estamos adotando, é ação efetiva e passa pelo processo de conversações.
HISTÓRIA DA CIBERNÉTICA
Desde o século XIX vem surgindo uma profunda transformação em nossos paradigmas científicos. O sistema cartesiano reducionista foi dando lugar a um sistema complexo baseado na auto-organização. As lógicas tradicionais passaram a não dar conta dos fenômenos complexos que iam desafiando a ciência ao final do século XIX.
O século XX chegou com a Teoria dos Sistemas de Bertalanffy celebrando a transição de um paradigma com referências externas para um auto-organizativo, entendido através da retroalimentação. Era o início da cibernética, tema principal de uma série de discussões nas Conferências Macy, em Nova York, nas quais cientistas de diversos campos do conhecimento se reuniam refletindo sobre uma nova ciência unificada.
PARADIGMAS
O novo paradigma propõe-nos o desafio: se não separamos realidade interna de realidade externa, fica muito difícil sustentarmos um conhecimento objetivo e, por isso, precisamos explicitar para nós mesmas nossos processos de pensamento.
É exatamente por esse motivo que apelamos para os princípios cibernéticos e trabalhamos com conceitos de segunda ordem como o pensar sobre o pensar, aprender como aprendemos e, principalmente, conhecer como conhecemos.
A partir do entendimento da construção de conhecimento num paradigma que considera que a
a realidade é gerada num sistema fechado para informações externas e aberto para a troca de energia.
Trata-se, portanto, de uma realidade complexa que apresenta situações de autonomia e de conectividade ao mesmo tempo. Nessas condições, não há validação externa ou falseabilidade possíveis, mas coerências internas e autovalidações, à maneira de um sistema cibernético que se autocorrige.
OS ENCONTROS
Serão ao todo 6 encontros que ocorrerão quinzenalmente, às quintas-feira com uma duração total de 4 horas.
- 10 de Junho das 14h às 18h
- 24 de Junho das 18h às 22h
- 08 de Julho das 14h às 18h
- 22 de Julho das 18h às 22h
- 12 de Agosto das 14h às 18h
- 26 de Agosto das 18h às 22h
LOCAL
Os encontros ocorreram na sede da Papagallis.
R. Cubatão, nº 436, sala 31.
São Paulo – SP
INSCRIÇÕES
Inscreva-se aqui e aguarde nosso contato.
INVESTMENTO
Cotas de associação para membros:
- R$ 500,00 – Presença em 5 encontros grandes
- R$ 360,00 – Presença em 3 encontros grandes
FORMA DE PAGAMENTO
Entraremos em contato para combinar.


