Arquivo para ‘Investigação Apreciativa’

segunda-feira, 23/março/2009

Investigação Apreciativa em um projeto da Vivo

vivo-educa-361

Por Maria Fernanda Teixeira da Costa

Como parte das atividades da Papagallis durante o seminário “A Sociedade em Rede e a Educação” promovido pelo Instituto Vivo no dia 19 de março de 2009, facilitamos uma Investigação Apreciativa relâmpago . Com o tempo de duas horas, nosso convite foi trazer para a prática as idéias que estavam sendo geradas no programa, na parte da manhã e no dia anterior, por meio de um caso real proposto pelo Instituto Vivo. Nas palavras de Vivianne Amaral, participante do processo, “a conversação procurou responder ao seguinte desafio: Baseada nas experiências individuais, qual seria o melhor modelo para desenvolver um projeto educativo envolvendo 13 comunidades na região amazônica utilizando as tecnologias móveis, e num cenário onde alguns alunos ficam durante 15 dias em uma “zona escolar” e outros 15 dias em casa com sua família?” Para isso, contamos com um grupo engajado composto por estudantes, educadores, ecologistas, marketeiros, ativistas sociais, consultores e colaboradores da Vivo. Começamos o processo fazendo uma entrevista em duplas para levantar histórias dos participantes sobre a “liberdade para escolher”. A pergunta foi: “Quando você sentiu que tinha liberdade para escolher e isso foi significativo na sua vida?” Ouvimos histórias de empenho, mudança de caminhos profissionais, assumir riscos e nadar contra a maré que mais tarde na vida foram recompensadas.

sonho grupo 2

Essas histórias mostraram ao grupo o tipo e alcance da energia de transformação ali disponível, colocada generosamente, em seguida, à disposição do projeto. Nos conectamos no futuro daquela comunidade, visualizando um momento quando o melhor que pode acontecer lá já aconteceu. O projeto “deu certo”. A comunidade, as crianças e suas famílas estão integradas em um modelo de educação inovador e dinâmico. A partir destas imagens compartilhadas e divididos em dois grupos, os participantes criaram painéis apresentando suas “nuvens de idéias”, sem a preocupação de convergir em um sonho único. Assim, surgiu o Rio Amazonas como metáfora da rede da vida e pano de fundo para a valorização e respeito à cultura local e às tradições orais, numa “escola que mostre o mundo e ao mesmo tempo se mostre para o mundo” onde afeto e cohecimento fluem juntos. Ao mesmo tempo que se brinca com a tecnologia, fortalece-se a rede local e a formação dos professores. Um barco laboratório com chão de vidro para o estudo do meio, a visão de uma ilha tecnológica, onde o intercâmbio, a gestão e a articulação com outras redes de conhecimento sejam possíveis completaram o cenário.

 

os grupos apresentam na plenária

Os grupos apresentaram seus painéis em plenária e receberam colaborações da platéia, que respondeu às perguntas: Por que gostei dessa idéia? e Como poderia melhorá-la ainda mais? Ao final, ouvimos o comentário poético do Gracio Antonio dos Reis: “Havia duas escolas, a escola e o caminho da escola. Uma tornava a outra mais bela.” Agora que o caminho está iniciado, vamos fazendo e desenvolvendo esse caminhar com os participantes e os novos integrantes da rede.

 

sexta-feira, 13/fevereiro/2009

O que é um fórum de Investigação Apreciativa?

Realmente, é uma reunião de planejamento atípica!

Todo o sistema participa – uma amostra de todos os envolvidos. Ou seja, mais diversidade e menos hierarquia do que normalmente se tem numa reunião de trabalho. Cada pessoa tem a chance de ser ouvida e de aprender outras maneiras de enxergar a tarefa a ser realizada.

Iniciamos com uma Abordagem para a mudança baseada em pontos fortes.
Antes de imaginarmos, juntos, as possibilidades futuras, primeiro nos re-conectamos com nossos principais fatores de sucesso – ou seja, coisas que nos permitem ser bem sucedidos quando estamos no nosso melhor.

As pessoas Auto-gerenciam seu trabalho, e usam Diálogo – e não “resolução de problemas” – como a principal ferramenta de mudança. Isso significa nos ajudarmos mutuamente, a fim de realizarmos as tarefas e assumirmos responsabilidade por nossas percepções e ações.

Pontos comuns e narrativa rica são o referencial – e não gestão de conflito ou negociação. Isto significa reconhecer nossas diferenças, ao invés de termos que reconciliá-las. Buscamos significado e direção em relatos que honrem e nos conectem à nossa “história como uma possibilidade positiva”.

Usamos a Investigação Apreciativa (IA) – apreciar significa valorizar – para entender tudo aquilo que valorizamos, que merece ser valorizado. Investigar significa estudar, fazer perguntas, buscar.
Assim, a IA é uma busca colaborativa para identificarmos e entendermos os pontos fortes da organização, seu potencial, suas maiores oportunidades e as maiores esperanças das pessoas para o futuro.

Ação inspirada em benefício do todo – Porque o sistema como um todo está representado, fica mais fácil tomar decisões mais rápidas e nos comprometermos com a ação, publicamente – abertamente, onde todos podem apoiar e ajudar a fazer acontecer. O movimento para a ação é guiado por inspiração interna, liderança compartilhada e iniciativa voluntária. As pessoas trabalham no que têm mais paixão, no que mais lhes interessa e no que acreditam que fará uma diferença positiva.

quarta-feira, 26/novembro/2008

Em boa companhia


Com Ilma Barros e Ronald Fry, da Case Western Reserve, durante o Global Forum America Latina, Luiz Algarra e Maria Fernanda Teixeira da Costa representaram a Papagallis na co-facilitação durante todo o encontro. E assim vamos aprendendo, sempre fazendo e com quem realmente conhece.

sábado, 6/setembro/2008

Investigação Apreciativa no México



Hoje iniciamos um projeto de Investigação Apreciativa com a Accenture México. Foi um desafio enorme pois, além do idioma toda a cultura e o modo de viver dos mexicanos ainda são uma descoberta para todos nós. Trabalhamos com um grupo inicial de dezesseis pessoas em um local privilegiado da Cidade do México, o Club Piso 51. Estivemos durante toda uma tarde no ponto mais alto da cidade trabalhando descobertas e sonhos da equipe Acenturiana. O primeiro contato com a metodologia foi muito positivo e o time pôde mergulhar com confiança no processo.

Ainda temos diversas etapas para seguir, quase todas elas exclusivas e reservadas, mas não poderíamos deixar de registrar esse vôo mexicano dos Pagapaios.

Mais uma vez, Maria Fernanda Teixeira da Costa supervisionou a aplicação da Investigação Apreciativa com Alberto e Algarra.

A receptividade do grupo à metodologia foi excelente, são uma equipe madura e pronta para a inovação. Na cena da foto, um deles observa a vista da cidade enquanto faz sua reflexão sobre o futuro da Accenture.

sexta-feira, 22/agosto/2008

David Cooperrider e a sustentabilidade


Estivemos com David Cooperrider durante uma tarde inteira na FEBRABAN, em mais um encontro da série Café com Sustentabilidade onde empresários e convidados se reuniram para apreciar uma palestra do professor.

Ele nos falou sobre sustentabilidade na perspectiva das oportunidades de negócios que surgem a cada dificuldade social que encontramos atualmente neste planeta.

Cooperrider é um pesquisador, um ativista das conversações positivas como ferramentas de ativação do potencial humano e um propagador da Investigação Apreciativa, metodologia de construção de inovação em comunidades e empresas. Ele tem um jeito simples e acessível de se apresentar, um olhar franco e voz clara das pessoas que tem convicção daquilo que pensam, falam e fazem.

David entende que esta geração tem um desafio e uma oportunidade incomensuráveis. Vivendo uma crise de recursos planetários os líderes de negócios passam a ter de operar com conceitos de competitividade de longo prazo.

As novas lideranças deverão criar um sistema de forças que tornem as fraquezas irrelevantes, superando os obstáculos a partir das ações positivas e inovadoras.

Aqui David faz um alerta importante, explicando que as gerações anteriores vem aprendendo com erros e acertos mas, a partir de agora, não teremos mais espaço para errar. Estamos em uma situação-limite onde uma tragédia nuclear ou a extinção em massa das espécies não nos trarão nenhum aprendizado, apenas ruína!

Como estratégia para superar este impasse nos falou em aprendizado antecipado, uma capacidade de prever problemas e antecipar soluções através do uso de uma inteligência coletiva que só pode ser acessada por diálogos organizados e inspiradores, como é o caso da Investigação Apreciativa, metodologia criada e disseminada poe ele em todo o mundo.

David nos apresentou diversos casos de sucesso da aplicação da Investigação Apreciativa em empresas norte-americanas de grande porte. De embalagens descartáveis feitas com fibras naturais à produção de areia fertilizante produzida a partir de resíduos de fundição, nos apresentou uma série de inovações geradas em encontros promovidos pela Investigação Apreciativa.

Além do papel central das empresas no processo de tomada de consciência sobre a sustentabilidade do planeta, David também enxerga um protagonismo necessário das intituições de ensino que devem passar a formar desde já pessoas engajadas em conversações positivas que pautem a sustentabilidade como tema organizador das ações e conhecimento humano.

Ele também citou o Brasil como um país de enorme potencial de inovação na busca por soluções sustentáveis. David acredita que a diversidade de nossa natureza e a composição cultural variada de nosso povo, estabelecem condições ideais para que nosso país se destaque como um centro potencial de diálogos de qualidade sobre sustentabilidade.

Concluiu reforçando a importância de trabalharmos nossos pontos fortes, em nossas empresas, intituições e vida pessoal, promovendo as transformações necessárias para nossos desafios de curto, médio e longo prazo, além de destacar que as lideranças tem, mais do que nunca, uma responsabilidade fundamental nos destinos do bem-estar humano no planeta terra.

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