Arquivo para ‘Reflexões’

quinta-feira, 24/março/2011

Podemos chamar de aprendizagem aquilo que encontramos no Google?



google_logo, upload feito originalmente por keso.

Muita gente diria: “Bem, se depois você se lembrar do que você Googlou, então você aprendeu!”

Jay Cross entende isto de uma outra forma e diz:

“Se você levanta o olhar para o alto e se lembra, recuperando da sua memória aquilo que viu no Google, minha opinião sobre se a aprednizagem ocorreu neste caso é: Tanto faz!

Mudança de comportamento é a principal medida de aprendizagem. Se você não melhorou algo em sua vida a partir do que aprendeu, então o aprendizado é irrelevante.”

Fonte: http://jaycross.posterous.com/is-googling-learning

terça-feira, 26/outubro/2010

Reflexões de metadesign



Reflexões de metadesign

Upload feito originalmente por Papagallis

Nosso encontro sobre “Metadesign de conversações: teoria e prática” foi extremamente interessante. Estivemos reunidos a noite toda em um grupo de quinze pessoas construindo uma espiral reflexiva sobre diversos aspectos do viver humano nas corporações, e de como as conversações surgem como um resgate da matriz relacional primordial, apontando para melhores resultados em um espaço de encontro e bem-estar.

Falamos sobre cibernética, biologia cultural, aprendizagem informal, gestão do conhecimento, projetos sociais, conversações e dinâmicas relacionais. Foi um encontro marcado pela sincronicidade entre o momento de vida de diversas pessoas, os projetos pessoais de outros e os conteúdos que emergiram durante aquela noite.

Profissionais de educação, empresário, consultores, executivos de grandes empresas, especialistas em sustentabilidade e empreendedores formaram o grupo que pretende, em uma oportunidade breve, seguir se encontrando e conversando juntos.

quarta-feira, 8/setembro/2010

Rede de Conversações Informais A partir do que?

Ignacio Muñoz Cristi

(Ignacio Muñoz Cristi (Meta-tradução de Luiz Algarra)
O humano surge, evolutivamente, no conversar e se conserva habitando em redes de conversações que se constituem como um fenômeno cultural. Assim nos fazem os humanos, convivendo com humanos. O humano não é apenas a corporalidade Homo Sapiens, é um modo de vida que se realiza em uma matriz de relações sociais na qual, conversando, pessoas se encontram e se realizam como tal.
As redes de conversações formais são todas aquelas que surgem como espaços relacionais  especificados com algum propósito, orientados a algum resultado, seja político, educativo, religioso, etc. Estes espaços são especificados, estabelecidos, desenhados a partir de critérios determinados. Dependendo de como se vive e convive nestes espaços, surgirão as propriedades da matriz relacional definida no conversar das pessoas que a compõe. Pode-se então seguir na confiança e na colaboração, ou na desconfiança e na obediência, gerando assim derivas completamente distintas, uma social e a outra instrumental.
As redes de conversações informais são todas aquelea que ocorre em espaços sem formato, ou com um meta-formato que simplesmente abstrai e transpõem as coerência básicas do âmbito social. Os que as caracteriza as redes de conversações informais é que não estão orientadas a consolidação de um resultado, e não tem nenhum propósito além do próprio prazer do encontro entre pessoas que querem falar e ser escutadas. Como estas redes estão abertas às possibilidades de coinspirar coordenações de ações conjuntas, sempre poderão gerar resultados, porém num aspecto espontâneo.
Do mesmo modo que as conversações em espaços formais, o que define o rumo seguido pelas conversações informais será o modo das pessoas se relacionarem, seja por meio de conversas de colaboração no sentir da confiança, ou conversas de obediência a partir do controle.
Então, se podemos dizer que os espaços formais ou informais de conversação geram bem-estar ou mal-estar conforme os vivemos ou convivemos, então a convivência humana, historicamente neste presente tem ocorrido e ocorre fundamentalmente em espaços informais de conversação, nos quais tem surgido a maior parte das criações humanas fundamentais, assim mesmo, sem formato, estabelecidas consensualmente no calor da convivência e no prazer de fazermos coisas juntos.
Por outro lado, nossa história nos últimos 10 mil anos tem sido centrada em relações culturais (redes de conversação) de desconfiança, controle, autoridade, obediência, apropriação e competição. A partir disto se tem tentado formalizar insidiosamente os espaços conversacionais das mais diversas maneiras para tornar possível a manipulação de pessoas na a realização de inúmeros objetivos, sejam políticos, ideológicos, econômicos, etc. Assim, isto vem gerando dor e sofrimento, bem como desarmonia ecológica ao se romper a dinâmica indivíduo-sociedade e biosfera-antroposfera.
As redes de conversações informais surgem com o propósito de restaurar o potencial educativo espontâneo dos encontros livres entre pessoas que desejam compartilhar, colaborar e coinspirar em torno da aprendizagem, gerando matrizes relacionais-sociais que aspiram a ampliação da autonomia reflexiva e de ação de pessoas e comunidades, bem como seus espaços de bem-estar psíquico-corpo
sexta-feira, 16/julho/2010

Um relato sobre a Realização Pessoal

Na Escola de Inverno do The Hub realizamos um encontro para REFLEXÕES CONSENSUAIS SOBRE A REALIZAÇÃO PESSOAL EM NOSSA CULTURA, conduzido pelo antropólogo chileno Ignacio Muñoz Cristi. Deste encontro pudemos recolher algumas considerações interessantes.

A noção de realização pessoal nos dias de hoje se tornou um lugar comum, demasiadamente manipulada comercialmente. Cabe portanto perguntar porque tanta gente se interessa por este tema. Porém, ao invés de tentar dar uma resposta a isso, o encontro buscou ser um convite a reflexão a partir da compreensão dos fundamentos biológico culturais do ser humano, conforme desenvolvidos pelo biólogo Humberto Maturana e Ximena Dávila, co-fundadores da Escola Matríztica de Santiago (antigo Instituto Matríztico) onde Ignacio estudou e trabalhou integrando a equipe de ensino e gestão organizacional.

Nas palavras de Ignácio: “Se busca a realização pessoal por que habitamos um conviver cultural centrado na desconfiança. no controle, na apropriação, na competição, na dominação, em uma convivência que gera conflitos e um mal estar generalizado. Também gera especificamente uma frustração pessoal, numa maneira de vivermos enroscados nas queixas e insatisfações permanentes, decorrentes do apego à toda sorte de expectativas e demandas para si mesmo, sobre outros e em relação à vida de modo em geral.

No entanto a condição biológica natural e espontânea dos seres vivos é o bem-estar, que decorre da nossa condição de seres que só podem seguir vivendo se ocorrerem as condições para a preservação da relação de congruência entre cada um e suas circunstâncias em seu meio (acoplamento estrutural). Ou seja, a adaptação não é uma variável, mas sim uma constante.

O bem-estar humano tem um fundamento biológico, mas esta cultura patriarcal-matriarcal que realizamos e conservamos hoje em todo o planeta, vai contra a corrente de nossa natureza biológica, trazendo dor e sofrimento na negação da nossa condição primária de seres amorosos (Biology of Love), espontaneamente seres éticos e abertos para a reflexão.

Assim, aconteceu neste encontro que refletimos juntos sobre a natureza da relação nicho-organismo, sobre a origem do humano, sobre a consciência ética como condição de possibilidade para a conservação da harmonia natural da unidade indivíduo-sociedade, sobre o nosso presente cultural, especificamente sobre a presença que a dor e o sofrimento tem em nossas vidas diárias, e sobre os vários mecanismos através dos quais a isto conservamos.

Também refletimos sobre como habitar no amar, e como manter uma vida que amplia o amar a partir da aceitação da legitimidade de qualquer experiência. É a dinâmica psico-cultural que nos permite sair das armadilhas de frustração pessoal para ir configurando um viver e conviver na harmonia entre nós e nossas circunstâncias.

Foi fundamental nos darmos conta neste encontro que a noção de satisfação pessoal não é parte do fluxo dos processos da vida humana, mas sim um comentário que nós fazemos neste fluxo como observadores. Ou ainda conforme explicam Maturana e Dávila: o que observamos ao distinguirmos alguém realizado é, o habitar de alguém que se conduz sem queixas por não viver o que não tem vivido.

Assim, ao aceitarmos, aceitando nossa situação e aceitando nossas queixas, surge o caminho para descobrirmos nelas (as queixas), a matriz relacional que nos aprisiona, e a saída, para assumirmos a responsabilidade pelo desejo subjacente que nos mostram as ações que nos permitem desarmar armadilhas, e sermos livres através da luz reflexiva que emerge da nossa conversa com nós mesmos.

Um um próximo encontro, poderemos aprofundar a reflexão sobre essa dinâmica, conversando consigo mesmo através de um transe natural e de nossos sonhos, âmbitos de nosso viver consciente, sub-consciente e não-consciente, que podem operar em nosso nome na forma de ferramentas psíquicas e relacionais.

Leiam o original em espanhol: ¿Realización Personal?

segunda-feira, 12/julho/2010

Papagallis no Hub Escola de Inverno

A Papagallis estará presente na Escola de Inverno do The Hub neste mês de julho com duas palestras.

A Escola de Inverno será um intenso período de oficinas organizadas no The Hub entre 12 de Julho e 1o. de Agosto de 2010. Em paralelo ao Hub Summerschool organizado pelo Hub na Holanda, a Escola de Inverno terá oficinas, eventos, desafios coletivos e momentos de reflexão por um período de três semanas.

A idéia da Escola de Inverno é oferecer um Open Space de aprendizado. Através de uma plataforma online, participantes poderão se registrar para eventos e criar os seus próprios. Imaginamos ter em média duas oficinas por dia todos os dias durante a Escola de Inverno. Além das oficinas, haverá um contêiner de aprendizado constante no qual reflexões em grupo e programa de mentoria participante-a-participante realçará a experiência de aprendizado e o processo.

Durante esse período o Hub se transformará numa comunidade de aprendizado e a Papagallis apresentará as seguintes atividades.

REFLEXÕES CONSENSUAIS SOBRE A REALIZAÇÃO PESSOAL EM NOSSA CULTURA

Quais são as condições e possibilidades para a realização pessoal?

Ignacio Muñoz convida neste encontro a refletir sobre esta e outras questões a partir dos fundamentos Biológicos-Culturais (Humberto Maturana), analisando as tendências fundamentais da encruzilhada cultural que estamos atravessando atualmente no mundo.

O evento será em Espanhol e Português, com apoio de co-facilitadores. A atividade vai acontecer com no máximo 25 participantes.

CONVERSAÇÕES CIBERNÉTICAS

Apresentaremos os princípios da cibernética, uma ciência que descreve o funcionamento de mecanismos e sistemas auto-reguláveis e aprendentes que também pode ser aplicada naturalmente na gestão de organizações.

Conversações cibernéticas surgem como uma proposta de um modo não-institucional e não programado das pessoas ampliarem e conservarem suas coordenações livres mesmo em um espaço relacional hierárquico.

O encontro acontecerá com uma apresentação inicial e um mergulho em cases e demandas práticas trazidas pelos participantes.

INSCRIÇÕES

Os encontros não são gratuitos mas custam bem pouco, quase um custo social.

Informações e inscrições no site do Hub Escola de Inverno.

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