Arquivo para ‘Projetos’

quinta-feira, 3/fevereiro/2011

Começando o ano com a SBCG

Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento

Na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento a Papagallis conduziu um fluxo de conversações para o início da construção de uma série de iniciativas, ações e projetos importantes para a entidade neste 2011, foi o Encontro com Associados Corporativos

Aconteceu no Sebrae-SP, com as empresas associadas: ADVB, BioLab, CCEE, EletroBras – UNISE, Fundep, Petrobras, PricewatherhouseCoopers, Schincariol, Sebrae-MG, SERPRO, Suzano Papel e Celulose para uma investigação apreciativa, comandada pelo facilitador Luiz Algarra. A ideia foi descobrir, sonhar e desenhar o futuro que todos desejam para a entidade.

Associados de diversas partes do Brasil, membros da diretoria, consultores, parceiros e colaboradores voluntários estiveram juntos durante uma manhã inteira compartilhando histórias, sonhos e desejos.

Uma série de indicadores interessantes emergiram no encontro que, pelo entusiasmo dos presentes, não vai parar por aí. Creio que termos novidades interessantes para compartilhar por aqui. Foi nosso primeiro trabalho na SBCG (Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento) e o saldo foi muito aprendizado e uma porção de novos amigos!

quinta-feira, 3/fevereiro/2011

Papagallis na Campus Party 2011

No CUBO da Campus Party 2011

No espaço da Telefônica/Vivo na Área Expo, a única seção aberta ao público visitante estavam presentes Claudemir Viana (Rede Social Minha Terra/Fundação Telefônica) e Samantha Shiraishi (jornalista e blogueira – @samegui) conversando sobre como os meios tecnológicos estão influenciando o modo das pessoas buscarem e compartilharem conhecimento.

Tivemos bastante tempo, uma hora e meia, e a conversa foi muito produtiva. O CUBO estava lotado de público interessado e começamos com uma conversação de aquecimento de vinte minutos. As pessoas em duplas ou trios compartilharam suas histórias sobre aprendizagem e redes sociais. Sempre é muito agradável acompanhar o fluxo de interações das pessoas conversando livremente. Os olhares de atenção, a emoção na fala, os gestos largos e os sorrios preencheram o CUBO com relatos muito especiais. Em seguida abrimos o microfone para que as duplas compartilhassem um pouco do que rolou e daí a conversação rolou solta, com a interação precisa da Sam e do Claudemir.

Campus Party 2011

Também fomos convidados pelo Interney para participar do Campus Party 2011, na Área de Social Media, para um debate Redes sociais na Educação. Luiz Algarra como mediador de uma conversa entre Fernando ‘Tucano’ Russel (Prof. da Univ. Católica de Santos, Jovem Nerd), Sam Shiraishi (Mãe Com Filhos, Homeschooling), Priscila Gonsales (EducaRede Brasil) e Reinaldo Pamponet (ItsNoon). Para nós o encontro começou alguns dias antes quando nos reunimos para um almoço de confraternização e alinhamento. Ali decidimos que seria muito bom começar o debate com uma oportunidade para que as pessoas pudessem conversar na platéia, trocando suas histórias pessoais sobre aprendizagem e redes sociais.

Uma centena de pessoas mudando a configuração relacional do modelo “platéia” para o modelo “conversa”. Ali não havia um palestrante falando e todos ouvindo, todos falavam e as interações rolavam soltas. As possibilidades de insight, troca, coneções e novos acordos foram multiplicadas exponencialmente. Os palestrantes se misturaram com a platéia e nos transformamos num animado grupo de conversa temática.

terça-feira, 28/setembro/2010

Conduzindo conversações no Results On Week 2010

Semana passada tivemos o prazer de colaborar com o Results On Week deste ano, nos dias 21, 22 e 23 de setembro, no Teatro Vivo. A Papagallis, foi convidada para colaborar com a organização e entendimento das conversações em um evento onde a dinâmica que predomina é a da palestra.

IMG_5580 Propomos então, ao invés de algo muito estruturado, um processo de experimentação motivados pela pergunta “Como podemos abrir espaços para que as pessoas possam conversar sobre o que estão vivendo aqui neste evento?”.

Considerando que habitualmente as conversas não acontecem durante um evento com este, formatado com palestrantres, entendemos que trazer esta prática de uma forma mais leve seria interessante para que as conversações pudessem surgir a partir da espontaneidade de cada um.

Então, nos intervalos, convidavamos as pessoas para que aproveitassem o tempo e conversassem sobre como estavam e o que estavam vivendo durante as palestras.  E pudemos perceber que alguns grupos realmente se formaram, pequenos e informais, mas na intenção de estarem juntos e conversar.
Além disso Luiz Algarra e Ligia Giatti, facilitaram uma atividade chamada “People’s Choice”, que tinha a intenção de fazer com que a platéia escolhesse o tema que gostariam de ouvir naquele momento.

Apoiamos o processo na técnica dos “datagramas”, para que os temas pudessem surgir.

Pedimos para cada pessoa escrever em uma folha branca A4 ( Datagrama) o que gostaria de escutar ou falar naquele momento. Recolhemos, organizamos por categorias e junto com o publico, identificamos um tema comum de interesse de geral:  ”Oportunidades: e tudo mais que elas nos podem trazer”.

Estes tema fora o disparador da conversação, sete pessoas da platéia ocuparam lugares no palco, as conversações se ampliaram e pudemos ter o privilégio de ouvir alguns relatos bem interessantes sobre empreendedorismo, sonhos, dinheiro, planos de carreira, etc.

Foi muito bacana estar com os amigos da Results On mais uma vez nesta ocasião. Acreditamos que o On Week é uma oportunidade de encontro muito importante para quem, como nós, gosta de estar com pessoas e ampliar suas redes de conversação, refletindo sobre temas que dizem respeito a como vivemos o que vivemos dentro de nossos projetos.

A para arrematar, ainda fomos incluídos como apoiadores oficiais do evento, com direito a logotipo e tudo mais!

Valeu, Thomaz e Bob. Conte com a gente na próxima.

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terça-feira, 21/setembro/2010

Panaméricas conversações em rede

Jay Cross, Luiz Algarra, Ignacio Muñoz e Paul Pangaro

Upload feito originalmente por Papagallis

Talvez a discussão interna que mais trouxe assunto para o grupo de organizadores deste encontro tenha sido acerca da natureza panamericana deste encontro. Esta oportunidade de reunir pessoas de países diferentes, com visões relativamente complementares e distintas sobre o conversar humano, parecia a todos nós algo digno de uma celebração. Entretanto alguns insistiam em buscar um título que expressasse essa grandeza através da dimensão geopolítica, panamericana, enquanto outros diziam que isto era pura bobagem institucional! Bem, não chegamos a conclusão alguma, ainda bem, e metemos um “panamericano” em letra minúscula antes do título oficial da Rede de Conversações Informais.

Nossa intenção ao realizarmos o encontro foi, em primeiro lugar, aproveitar a oportunidade de poder reunir três especialistas nas teorias e práticas da conversação, que dificilmente estariam juntos presencialmente, para uma conversa sobre o conversar humano.

Ignacio com sua vivência prolongada em círculos reflexivos no Instituto Matriztico de Humberto Maturana e Ximena Dávila. Paul Pangaro com sua experiência em cibernética das conversações derivada de sua estreita convivência com Gordon Pask. E Jay Cross com seus vinte anos de prática e produção textual sobre a aprendizagem informal nas empresas, acelerada pela chegada da internet e suas ferramentas de interação.

Com esta mistura imprevisível buscamos uma deriva de conversação que nos levasse a uma viagem inusitada e reveladora da matriz teórico-prática sobre as conversações humanas em nosso tempo, e creio que foi isto que experimentamos naquela noite.

Cada um deles nos conviou a perceber uma dimensão diferente do processo de conversação humana.

Jay Cross nos falou sobre a importância da liberdade de escolha dos indivíduos sobre o ritmo e conteúdo de seus aprendizados. Quando cada um pode decidir o que deseja aprender e quando, o aprendizado flue na coerência da necessidade e desejo de cada pessoa. O esforço de aprendizado então desaparece e toda nossa energia se focaliza naquilo que estamos aprendendo, melhorando muito nosso resultado de aprendizagem. As ferramentas web 2.0 surgem facilitando nossa relação com o aprendizado independente da hora ou lugar, garantindo que estejamos conectados quando, como e com quem quisermos na maior parte do tempo.

Paul Pangaro trouxe uma visão pragmática sobre como o formato das conversações influencia diretamente seu resultado. Paul usou os princípios da cibernética através dos quais a informação sobre cada ação deve retornar uma nova informação que nos permita calcular e ajustar a próxima ação, sempre na busca de uma meta desejada. Ocorre que na maior parte do tempo não cuidamos deste fluxo conscientemente. Nos esquecemos que uma conversação acontece em um contexto social, mediada por uma linguagem em comum, permitindo trocas recíprocas que podem gerar acordos circuntanciais que garantem transações satisfatórias para todos os envolvidos.

Ignacio Muñoz descreveu os fundamentos das conversações informais a partir da compreensão do viver humano pela Biologia Cultural, revelando nossa matriz relacional mais básica. Para ele as redes de conversações informais são todas aquelas que ocorrem em espaços relacionais sem formato, e sem estarem orientadas a um resultado esperado, sem outro propósito a não ser o de permitir o bem-estar entre pessoas que querem falar, escutar e serem escutadas. Estando desse modo abertas a coinspiração de coordenações de ações conjuntas, sempre poderão gerar bons resultados, porém absolutamentre espontâneos e, justamente po isso, muito potentes!

A partir daí a noite seguiu um fluxo conversacional fantástico! Nas laterais do palco mantivemos duas cadeiras livres para que qualquer um da platéia pudesse interagir com os convidados. Diversas pessoas ocuparam o espaço e tivemos questões que foram do mais puro pragmatismo funcional até a mais intangível e pura reflexão filosófica!

Entre os temas que merecem destaq ue podemos falar sobre a questão da confiança nos espaços de conversação, e de como esta é fundamental para contornarmos o medo que as conversações livres e sem propósito podem nos trazer!

Também falamos das precisões e ambiguidades das conversações, e de como os modelos mais hierárquicos ou paerticipativos surgem oferecendo melhores resultados.

Não houve uma conclusão final, nem este seria o o objetivo do encontro, mas todos saímos do auditório da FGV no campus Berrini, naquela noite de segunda-feira, com a sensação que gostaríamos de continuar conversando, ampliando nossas compreensões e realizando mais e mais possibilidades de ação a partir da força das conversações humanas. Muito especial!

sexta-feira, 16/julho/2010

Um relato sobre a Realização Pessoal

Na Escola de Inverno do The Hub realizamos um encontro para REFLEXÕES CONSENSUAIS SOBRE A REALIZAÇÃO PESSOAL EM NOSSA CULTURA, conduzido pelo antropólogo chileno Ignacio Muñoz Cristi. Deste encontro pudemos recolher algumas considerações interessantes.

A noção de realização pessoal nos dias de hoje se tornou um lugar comum, demasiadamente manipulada comercialmente. Cabe portanto perguntar porque tanta gente se interessa por este tema. Porém, ao invés de tentar dar uma resposta a isso, o encontro buscou ser um convite a reflexão a partir da compreensão dos fundamentos biológico culturais do ser humano, conforme desenvolvidos pelo biólogo Humberto Maturana e Ximena Dávila, co-fundadores da Escola Matríztica de Santiago (antigo Instituto Matríztico) onde Ignacio estudou e trabalhou integrando a equipe de ensino e gestão organizacional.

Nas palavras de Ignácio: “Se busca a realização pessoal por que habitamos um conviver cultural centrado na desconfiança. no controle, na apropriação, na competição, na dominação, em uma convivência que gera conflitos e um mal estar generalizado. Também gera especificamente uma frustração pessoal, numa maneira de vivermos enroscados nas queixas e insatisfações permanentes, decorrentes do apego à toda sorte de expectativas e demandas para si mesmo, sobre outros e em relação à vida de modo em geral.

No entanto a condição biológica natural e espontânea dos seres vivos é o bem-estar, que decorre da nossa condição de seres que só podem seguir vivendo se ocorrerem as condições para a preservação da relação de congruência entre cada um e suas circunstâncias em seu meio (acoplamento estrutural). Ou seja, a adaptação não é uma variável, mas sim uma constante.

O bem-estar humano tem um fundamento biológico, mas esta cultura patriarcal-matriarcal que realizamos e conservamos hoje em todo o planeta, vai contra a corrente de nossa natureza biológica, trazendo dor e sofrimento na negação da nossa condição primária de seres amorosos (Biology of Love), espontaneamente seres éticos e abertos para a reflexão.

Assim, aconteceu neste encontro que refletimos juntos sobre a natureza da relação nicho-organismo, sobre a origem do humano, sobre a consciência ética como condição de possibilidade para a conservação da harmonia natural da unidade indivíduo-sociedade, sobre o nosso presente cultural, especificamente sobre a presença que a dor e o sofrimento tem em nossas vidas diárias, e sobre os vários mecanismos através dos quais a isto conservamos.

Também refletimos sobre como habitar no amar, e como manter uma vida que amplia o amar a partir da aceitação da legitimidade de qualquer experiência. É a dinâmica psico-cultural que nos permite sair das armadilhas de frustração pessoal para ir configurando um viver e conviver na harmonia entre nós e nossas circunstâncias.

Foi fundamental nos darmos conta neste encontro que a noção de satisfação pessoal não é parte do fluxo dos processos da vida humana, mas sim um comentário que nós fazemos neste fluxo como observadores. Ou ainda conforme explicam Maturana e Dávila: o que observamos ao distinguirmos alguém realizado é, o habitar de alguém que se conduz sem queixas por não viver o que não tem vivido.

Assim, ao aceitarmos, aceitando nossa situação e aceitando nossas queixas, surge o caminho para descobrirmos nelas (as queixas), a matriz relacional que nos aprisiona, e a saída, para assumirmos a responsabilidade pelo desejo subjacente que nos mostram as ações que nos permitem desarmar armadilhas, e sermos livres através da luz reflexiva que emerge da nossa conversa com nós mesmos.

Um um próximo encontro, poderemos aprofundar a reflexão sobre essa dinâmica, conversando consigo mesmo através de um transe natural e de nossos sonhos, âmbitos de nosso viver consciente, sub-consciente e não-consciente, que podem operar em nosso nome na forma de ferramentas psíquicas e relacionais.

Leiam o original em espanhol: ¿Realización Personal?

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