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quarta-feira, 27/outubro/2010

Inscreva-se no 2. Encontro de Metadesign para conversações

Amigos, atendendo a diversos pedidos dos participantes de nosso último encontro vamos promover mais um Metadesign de conversações: teoria e prática na próxima quinta-feira, dia 4 de novembro às 19:30 na Papagallis. Desta vez teremos a oportunidade de aprofundar um pouco mais na discussão dos conceitos e fundamentos, no conhecimento de algumas ferramentas de conversação, em cases já realizados e no design de algum projeto experimentalmente. Espero vê-los todos reunidos porque, assim como vocês, já estabeleci um carinho por este grupo. Estarei enviando durante a semana algumas referências, textos e apresentações para os amigos. Por favor confirmem suas inscrições e, aqueles que preferirem pagamentos eletrônicos, escolham nosso PayPal ou PagSeguro.

Quando: 04 de novembro, das 19:30 às 22h
Onde: Papagallis
Endereço: Rua Cubatão, 436, cj 31 – São Paulo/SP
Fone: (011) 2366-3493
Vagas: 20
Inscrições: nesta página
Pagamento: R$ 80,00 por participante

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quinta-feira, 7/outubro/2010

Inscreva-se em nosso próximo Encontro de Aprendizado

Metadesign de conversações, teoria e prática

Nesse encontro teremos oportunidade de conversar sobre alguns aspectos realmente relevantes da teoria e prática das conversações nas empresas e organizações, por exemplo:

  • Aprendizagem Informal (Jay Cross)
  • Cibernética das Conversações (Paul Pangaro, Gordon Pask)
  • Biologia Cultural (Humberto Maturana)

Além de referências teóricas importantes, poderemos explorar respostas para questões como:

  • Interações hierárquicas e livres, como identificá-las, entender seu uso e ajustar suas finalidades?
  • Como é possível ativar, ampliar ou revigorar redes sociais?
  • De que modo uma organização pode aprender continuamente?
  • O que ocorre em uma conversação humana, quais são os princípios e funcionamento?
  • É possível modelarmos conversações sem interferirmos diretamente no processo?
  • Estes conhecimentos sobre conversações pode ser aplicado em qualquer estrutura organizacional?
  • Conversações livres podem incrementar resultados, como?

Estes são gatilhos possíveis para nosso encontro, entretanto pretendo ouvir o que o grupo deseja e ajustar minha apresentação às expectativas dos participantes.
Teremos um grupo mais reduzido de pessoas justamente para podermos ter qualidade nas reflexões.
Caso algumas pessoas do grupo desejem, podemos realizar mais um ou dois encontros sequencialmente, em data a combinar.

Quando: 21 de outubro, das 19:30 às 22h
Onde: Papagallis
Endereço: Rua Cubatão, 436, cj 31 – São Paulo/SP
Fone: (011) 2366-3493
Vagas: 20
Investimento: R$ 80,00 por participante
Inscrições: Nesta página

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terça-feira, 21/setembro/2010

Panaméricas conversações em rede

Jay Cross, Luiz Algarra, Ignacio Muñoz e Paul Pangaro

Upload feito originalmente por Papagallis

Talvez a discussão interna que mais trouxe assunto para o grupo de organizadores deste encontro tenha sido acerca da natureza panamericana deste encontro. Esta oportunidade de reunir pessoas de países diferentes, com visões relativamente complementares e distintas sobre o conversar humano, parecia a todos nós algo digno de uma celebração. Entretanto alguns insistiam em buscar um título que expressasse essa grandeza através da dimensão geopolítica, panamericana, enquanto outros diziam que isto era pura bobagem institucional! Bem, não chegamos a conclusão alguma, ainda bem, e metemos um “panamericano” em letra minúscula antes do título oficial da Rede de Conversações Informais.

Nossa intenção ao realizarmos o encontro foi, em primeiro lugar, aproveitar a oportunidade de poder reunir três especialistas nas teorias e práticas da conversação, que dificilmente estariam juntos presencialmente, para uma conversa sobre o conversar humano.

Ignacio com sua vivência prolongada em círculos reflexivos no Instituto Matriztico de Humberto Maturana e Ximena Dávila. Paul Pangaro com sua experiência em cibernética das conversações derivada de sua estreita convivência com Gordon Pask. E Jay Cross com seus vinte anos de prática e produção textual sobre a aprendizagem informal nas empresas, acelerada pela chegada da internet e suas ferramentas de interação.

Com esta mistura imprevisível buscamos uma deriva de conversação que nos levasse a uma viagem inusitada e reveladora da matriz teórico-prática sobre as conversações humanas em nosso tempo, e creio que foi isto que experimentamos naquela noite.

Cada um deles nos conviou a perceber uma dimensão diferente do processo de conversação humana.

Jay Cross nos falou sobre a importância da liberdade de escolha dos indivíduos sobre o ritmo e conteúdo de seus aprendizados. Quando cada um pode decidir o que deseja aprender e quando, o aprendizado flue na coerência da necessidade e desejo de cada pessoa. O esforço de aprendizado então desaparece e toda nossa energia se focaliza naquilo que estamos aprendendo, melhorando muito nosso resultado de aprendizagem. As ferramentas web 2.0 surgem facilitando nossa relação com o aprendizado independente da hora ou lugar, garantindo que estejamos conectados quando, como e com quem quisermos na maior parte do tempo.

Paul Pangaro trouxe uma visão pragmática sobre como o formato das conversações influencia diretamente seu resultado. Paul usou os princípios da cibernética através dos quais a informação sobre cada ação deve retornar uma nova informação que nos permita calcular e ajustar a próxima ação, sempre na busca de uma meta desejada. Ocorre que na maior parte do tempo não cuidamos deste fluxo conscientemente. Nos esquecemos que uma conversação acontece em um contexto social, mediada por uma linguagem em comum, permitindo trocas recíprocas que podem gerar acordos circuntanciais que garantem transações satisfatórias para todos os envolvidos.

Ignacio Muñoz descreveu os fundamentos das conversações informais a partir da compreensão do viver humano pela Biologia Cultural, revelando nossa matriz relacional mais básica. Para ele as redes de conversações informais são todas aquelas que ocorrem em espaços relacionais sem formato, e sem estarem orientadas a um resultado esperado, sem outro propósito a não ser o de permitir o bem-estar entre pessoas que querem falar, escutar e serem escutadas. Estando desse modo abertas a coinspiração de coordenações de ações conjuntas, sempre poderão gerar bons resultados, porém absolutamentre espontâneos e, justamente po isso, muito potentes!

A partir daí a noite seguiu um fluxo conversacional fantástico! Nas laterais do palco mantivemos duas cadeiras livres para que qualquer um da platéia pudesse interagir com os convidados. Diversas pessoas ocuparam o espaço e tivemos questões que foram do mais puro pragmatismo funcional até a mais intangível e pura reflexão filosófica!

Entre os temas que merecem destaq ue podemos falar sobre a questão da confiança nos espaços de conversação, e de como esta é fundamental para contornarmos o medo que as conversações livres e sem propósito podem nos trazer!

Também falamos das precisões e ambiguidades das conversações, e de como os modelos mais hierárquicos ou paerticipativos surgem oferecendo melhores resultados.

Não houve uma conclusão final, nem este seria o o objetivo do encontro, mas todos saímos do auditório da FGV no campus Berrini, naquela noite de segunda-feira, com a sensação que gostaríamos de continuar conversando, ampliando nossas compreensões e realizando mais e mais possibilidades de ação a partir da força das conversações humanas. Muito especial!

quinta-feira, 2/setembro/2010

Conversações Informais é tema de encontro especial

Clique aqui para ver a transmissão ao vivo do evento

“Como as conversações informais estão transformando o entendimento e as práticas de aprendizagem nas empresas e comunidades?”

Este é o tema a ser explorado por Jay Cross (USA), Paul Pangaro (USA) e Ignacio Muñoz(CHILE), com mediação de Luiz Algarra (BRASIL), no encontro panamericano a Rede de Conversações Informais, que acontece no Auditório Berrini da Fundação Getúlio Vargas, às 19:00h do dia 13 de setembro, com entrada franca.

O evento acontece na agenda paralela do II Seminário A Sociedade em Rede e a Educação, promovido pelo Instituto Vivo entre 14 e 16 de setembro como uma nova e intensa oportunidade de conversar sobre as exigências de uma nova educação para uma nova sociedade (a sociedade em rede).
Todos os palestrantes, Jay, Pangaro e Muñoz, trazem cases de sucesso nos quais grandes grupos humanos passaram a conversar de modo breve e frequente para solução problemas, construindo conhecimento ou produzindo inovação.
A Rede de Conversações Informais surge a partir de pessoas, profissionais, empresas, associações, entidades e coletivos que pesquisam, aplicam e propagam conversações como um modo humano espontâneo e potente para a ampliação dos horizontes de aprendizado, incentivo à formação de redes e estímulo à emergência da inovação.
SOBRE A APRENDIZAGEM INFORMAL
Baseada em conversações livres e recursivas, a aprendizagem informal estimulando o relacionamento entre aprendizes e veteranos, em trocas breves e frequentes para convivência no aprendizado.
“É incrível como as pessoas podem aprender muito do que precisam apenas conversando recursivamente umas com as outras. As empresas estão descobrindo que este é um modo muito mais natural, prático e funcional do que os treinamentos antigos em sala-de-aula, explica Luiz Algarra”
“Treinamentos e capacitações formais respondem por apenas 10% ou 20% do que as pessoas aprendem nas empresas.  O investimento em educação formal, é sempre alto enquanto o aprendizado informal é negligenciado e até mesmo desestimulado, isto é um enorme desperdício de potencial humano, explica Jay Cross”.
“Um dos maiores desafios que temos hoje é integrar os aspectos informas da aprendizagem no desenho de estratégias de capacitação. É uma outra forma de pensar o aprendizado, em que cada pessoa é integrada ao processo a partir dos conhecimentos que já tem e de sua capacidade de compartilhar. A aprendizagem informal resgata aspectos muito simples e naturais da educação, complementa Luciana Annunziata, sócia-diretora da Dobra Aprendizagem”.
SOBRE O ENCONTRO
Realizado a partir da iniciativa da Papagallis, com o apoio do Centro de Cooperação da GV e adesão da Escola de Diálogo, Dobra Aprendizagem e Escola de Inverno do The Hub, este Encontro é um evento sem fins lucrativos, organizado a partir do desejo e empenho de todos os envolvidos.
SOBRE A REDE DE CONVERSAÇÕES INFORMAIS
A Rede de Conversações Informais surge a partir de pessoas, profissionais, empresas, associações, entidades e coletivos que pesquisam, aplicam e propagam conversações como um modo humano espontâneo e potente para a ampliação dos horizontes de aprendizado, incentivo à formação de redes e estímulo à emergência da inovação.


SOBRE JAY CROSS

Jay Cross é um estrategista internacionalmente aclamado, designer de aprendizagem corporativa, criador do termo e-learning em 1998 e principal executivo da Internet Time Alliance. Personalidade de grande influência na comunidade internacional que discute e aplica novos modelos de aprendizagem, Jay Cross é autor dos livros: “Informal Learning: Rediscovering the Natural Pathways” (2006) e “Learnscaping” (2008), nos quais apresenta conceitos e técnicas para empresas e organizações que buscam otimizar seus fluxos de treinamento e aprendizagem.


SOBRE PAUL PANGARO

Paul Pangaro é um renomado ciberneticista e consultor de empresas nos Estado Unidos. Paul obteve Ph.D. com Gordon Pask,  na Brunel University (UK) e trabalhou em pesquisas ao lado de Jerry Lettvin e Nicholas Negroponte. Foi diretor-sênior e estrategista de mercado da Sun Microsystems. Atendeu clientes como o Exército Norte-Americano e o Almirantado Britânico, e atualmente é co-fundador da Cybernetic Life Styles, além de trabalhar com equipes de inovação em organizações como o Citigroup.


SOBRE IGNACIO MUÑOZ

Antropólogo chileno e Consultor Organizacional.  Formado na Escola Nacional de Antropología e História do México e no Centro Ericksoniano do México. Também estudou, pesquisou e trabalhou diretamente no Instituto Matríztico com Dr. Humberto Maturana e Ximena Dávila, onde foi parte do equipe docente e do equipe organizacional no desenvolvimento da Biologia Cultural em empresas, comunidades e escolas.
INFORMAÇÕES:
Local: Auditório Berrini FGV
Capacidade: 100 pessoas
Endereço: Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 1376 – 2º andar
(entrada pela Rua Hans Oersted ou Av. das Nações Unidas, 12495)
Data: 13/09/2010
Horário: 19:00h
terça-feira, 20/julho/2010

Alguém que conversa sobre o nosso trabalho

O mais interessante em nossa relação com Luciana Stein é que até agora tudo aconteceu a partir de conversações. Absolutamente curiosa, e com coragem de investigar qualquer indício de boa novidade, Luciana nos contatou a alguns meses para um café. Começamos conversando no Facebook, seguimos tentando uma agenda entrecortada pelas férias de verão e terminamos por nos conhecer em um encontro da Results On. Luciana queria saber mais. Na verdade acho que ela ainda quer saber mais. Essa é uma dinâmica que ela conserva em seu viver nestes dias de hoje.

Tivemos mais algumas conversas, ela esteve conosco em um encontro com Ignacio Muñoz na Papagallis, nos encontramos no The Hub, eu lhe pedi um conselho, conversamos um bocado e ela enviou uma mensagem pelo Facebook sobre um texto que estaria produzindo. O resultado vocês podem conferir aqui, no site da Trendroom. Luciana mergulhou no tema das conversações e trouxe uma porção de informações que nem nós da Papagallis, supostos especialistas, conhecíamos! Ficamos super contentes, claro. Seres humanos se ficam felizes quando se sentem vistos e ouvidos, e isto não é banal. Somos vistos e ouvidos por aqueles que nos cuidaram, pais, tios, avós e cuidadores afetivos. Estabelecemos coordenações recíproca quando alguém segue nos vendo, recursivamente, dia a dia, e estabelecemos uma dinâmica de conservação de nosso bem estar nestas coordenações de coordenações no fluir de nosso viver. Nos acompanhamos em uma história de troca de sinais, símbolos e significados que se modelam de acordo com nossa frequência de convivência. Andamos juntos, comemos juntos, amamos uns aos outros, nos exigimos e nos afastamos, para depois nos encontrarmos de novo, e de novo, mais uma vez. Alguém duvida que esta é nossa história, nossa trajetória epigenética de co-operação, co-inspiração? Isto é conversar, este é o “dar voltas juntos” que os humanos fazem a tantos milhões de anos e que nos trouxeram até este momento. Como eu disse, citando nosso amigo Ignacio Muñoz, falar não é conversar, e reflexão é ação! Bacan, hein? Foi bom conversar com você, Luciana. Obrigado pela escuta atenta. bjs

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