Arquivo para ‘Conceitos’

segunda-feira, 18/julho/2011

Jay Cross em Oxford. Um debate formal sobre Aprendizagem Informal

Jay e mais alguns peso-pesados da Aprendizagem Informal participaram de um debate na Oxford Union. Afinal, a Aprendizagem Informal tem mais estilo do que consistência? Esta foi a questão desafiadora a ser debatida. Infelizmente não está legendado e não sei se terei tempo para encaminhar esta tradução, mas eles falam pausadamente e ativando o recurso CC de transcrição de áudio em inglês do You Tube dá para ler, ouvir e acompanhar o fluxo. Adorei este vídeo porque o debate acontece dentro da arena acadêmica de uma grande instituição de conhecimento, meus amigos do Informal Learning foram metralhados mas devolveram na mesma moeda. Aos poucos a noção de que o ser humano aprende por si mesmo desde que tenha oportunidade e meios abundantes para interação, começa a fazer sentido para um número cada vez maior de pessoas.

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sexta-feira, 25/março/2011

Um projeto para construir a Escola dos Sonhos


Esta é uma tradução livre de um artigo de John Moravec: Project Dream School

http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649

O projeto Escola dos Sonhos começa com uma pergunta simples:

Se você pudesse criar uma escola de sonho, o que você faria?

Além disso: Como seria o edifício? E os métodos? Os professores? A tecnologia? A missão? … Preciso para ser uma escola, ou deve ser uma plataforma de lançamento para um futuro projeto … para a vida … para o trabalho ideal?

Quinta-feira passada, muitas grandes mentes se reuniram para discutir exatamente isso … e como fazer isso acontecer . Sir Ken Robinson , Jeff Jarvis e John Moravec se juntaram numa discussão através do Skype com Pedro de Visser, Marcel Kampman, Ellen Mashhaupt , Bianca Geerts , Fons van den Berg , Rob van der Ploeg , Bram Verhave, Pedro de Visser , Ton Dohle , Bjorn Eerkes , Maurice Mikkers , Lex Hupe , Arjan Dingsté , Hartger Meihuizen, Roel Fleurke, Koene Kisjes, Christian Paauwe, Bart Hoekstra), Albert Jan Westenbrink  e Annette Stekelenburg .

O projeto terá um site em inglês criado e funcionando em breve no projectdreamschool.org, e também em holandês no: projectdroomschool.org. . Certifiquem-se a seguir os sites do projeto para a sua aceitação sobre a reunião e as suas próximas ações como eles trabalham para transformar seus sonhos em realidade.

Fiquem ligados … em breve!

Postscript : Aqui um relato do sonho de John Moravec (como compartilhado na quinta-feira):

  • A organização abandona a palavra “escola” – reinventa a educação, torna-se um bootcamp para o projeto com jovens e membros da comunidade colaborando para aplicar sua criatividade em ações inovadoras.
  • A sala de aula tradicional é abandonada em favor de espaço que favorece a colaboração multidirecional. Além disso, o prédio que abriga a organização é projetado para ser mais do que apenas uma caixa. Pelo contrário, é projetado para ser facilmente reconfigurado e transformado, tão rapidamente quanto as nossas ideias sobre o ensino e aprendizagem evoluirem e transformarem.
  • Uma infra-estrutura criada para apoiar as tecnologias, mas as tecnologias em si não são profundamente arraigadas (porque provavelmente vão mudar no momento em que seguinte, quando forem institucionalizadas). Os alunos são responsáveis por trazer e apoiar a sua própria tecnologia, talvez, proporcionando-lhes uma bolsa/orçamento de tecnologia.
  • A escola não é apenas uma ferramenta para a juventude, mas é um recurso para toda a comunidade que serve: Fornece trabalho colaborativo e recursos de incubadora para as pessoas com ideias nas quais queremos envolver a juventude. Facilitando a inovação não-formal, informal e “invisível”.
  • Uma nova geração de professores/facilitadores são treinados e recrutados para acabar com a pedagogia de cima para baixo, passando sim servir como curadores de idéias e facilitadores da criatividade e inovação.

Esse é o meu sonho … que é mais fácil dizer do que fazer. Mas, é aquilo que é: Um sonho.

quinta-feira, 3/março/2011

Como avaliar os resultados das iniciativas de aprendizagem?


Foto de jaycross

Tradução livre de Luiz Algarra de um post do Jay Cross Learnstream (Insights para refletir e impulsionar a inteligência colaborativa)

Como você avalia se sua aprendizagem informal, aprendizagem social, aprendizagem contínua e iniciativas de apoio ao desempenho tiveram o impacto desejado ou atingiram os resultados esperados?

Bam, antes de mais nada, porque avaliar apenas a aprednizagem informal? Precisamos de melhores abordagens para avaliar todas as iniciativas de aprendizagem. Pessoas que pensam que o velho 1-2-3 é adequado para avaliar a aprendizagem formal estão se enganando e às vêzes enganando outras pessoas.

O objetivo da aprendizagem é a mudança de comportamento. Antes de mais nada temos de definir quais são comportamento que estamos tentando mudar, porquê e quais serão os indicadores que podem demonstram com credibilidade que um novo comportamento está ocorrendo. Sabendo que algo não foi suficiente, as pessoas podem fazer algo para corrigir. A mudança de comportamento tem que ser expressa nos termos do negócio.

É preciso esperar um pouco antes de fazer a avaliação. Planilhas positivas e resultados simulados não provam nada, porque geralmente eles são capturados e produzidos antes da curva de esquecimento da turma; A razão pela qual apenas 10% ou 15% do que é aprendido aparece no trabalho é que a maioria do que você aprende rapidamente desaparece, a menos que seja reforçada pela reflexão e prática. É por isso que é uma boa idéia de esperar de três a seis meses – para ver o que fica.

Depois deste período, existem várias abordagens para a avaliação. Para coemçar podemos usar os critérios anteriormente aplicados. Isso será muitas vezes insuficiente, porque as iniciativas de aprendizagem nunca são atos isolados. Claro, tivemos o treinamento de vendas do novo produto, mas também tivemos uma campanha publicitária, o produto foi melhor do que o da concorrência, e todos estavam entusiasmados. Como podemos isolar o impacto da aprendizagem? Às vezes não conseguimos, porque a aprendizagem foi realmente um componente de uma solução multifacetada.

No entanto, você pode descobrir muita coisa em uma série de entrevistas com a uma amostragem de muitas pessoas. Pergunte-lhes o que tiveram de aprender para ter sucesso e como eles aprenderam.

Alguém vai dizer que ista não é científico, que você teria que entrevistar todos, mesmo que ninguém nunca tenha tempo para isso. É um falso argumento. Eu costumava trabalhar em pesquisas de opinião pública. É possível generalizar os resultados para o grupo inteiro entrevistando uma pequena amostra de pessoas. Uma fórmula simples pode determinar o que é significativo estatisticamente.

Além disso, perguntando em aberto trazem mais significados do que a informação obtida em caixas de seleção e escalas de avaliação. Perguntas abertas rendem histórias e anedotas que são mais convincentes do que as percentagens.

Seria delicioso se você pudesse clicar em um botão de seu sistema de e-learning e obter uma avaliação imediata. Isso é um sonho. O e-learning mede atividades, interações, e não os resultados.

Além disso, como disse anteriormente, os resultados estão no olhar do cliente. Por isso, nenhum departamento de treinamento pode jamais alegar ter alcançado o nível 4, por exemplo, pois eles ainda não possuem um parâmetro testado pelo qual se mede o Nível 4.

terça-feira, 21/setembro/2010

Panaméricas conversações em rede

Jay Cross, Luiz Algarra, Ignacio Muñoz e Paul Pangaro

Upload feito originalmente por Papagallis

Talvez a discussão interna que mais trouxe assunto para o grupo de organizadores deste encontro tenha sido acerca da natureza panamericana deste encontro. Esta oportunidade de reunir pessoas de países diferentes, com visões relativamente complementares e distintas sobre o conversar humano, parecia a todos nós algo digno de uma celebração. Entretanto alguns insistiam em buscar um título que expressasse essa grandeza através da dimensão geopolítica, panamericana, enquanto outros diziam que isto era pura bobagem institucional! Bem, não chegamos a conclusão alguma, ainda bem, e metemos um “panamericano” em letra minúscula antes do título oficial da Rede de Conversações Informais.

Nossa intenção ao realizarmos o encontro foi, em primeiro lugar, aproveitar a oportunidade de poder reunir três especialistas nas teorias e práticas da conversação, que dificilmente estariam juntos presencialmente, para uma conversa sobre o conversar humano.

Ignacio com sua vivência prolongada em círculos reflexivos no Instituto Matriztico de Humberto Maturana e Ximena Dávila. Paul Pangaro com sua experiência em cibernética das conversações derivada de sua estreita convivência com Gordon Pask. E Jay Cross com seus vinte anos de prática e produção textual sobre a aprendizagem informal nas empresas, acelerada pela chegada da internet e suas ferramentas de interação.

Com esta mistura imprevisível buscamos uma deriva de conversação que nos levasse a uma viagem inusitada e reveladora da matriz teórico-prática sobre as conversações humanas em nosso tempo, e creio que foi isto que experimentamos naquela noite.

Cada um deles nos conviou a perceber uma dimensão diferente do processo de conversação humana.

Jay Cross nos falou sobre a importância da liberdade de escolha dos indivíduos sobre o ritmo e conteúdo de seus aprendizados. Quando cada um pode decidir o que deseja aprender e quando, o aprendizado flue na coerência da necessidade e desejo de cada pessoa. O esforço de aprendizado então desaparece e toda nossa energia se focaliza naquilo que estamos aprendendo, melhorando muito nosso resultado de aprendizagem. As ferramentas web 2.0 surgem facilitando nossa relação com o aprendizado independente da hora ou lugar, garantindo que estejamos conectados quando, como e com quem quisermos na maior parte do tempo.

Paul Pangaro trouxe uma visão pragmática sobre como o formato das conversações influencia diretamente seu resultado. Paul usou os princípios da cibernética através dos quais a informação sobre cada ação deve retornar uma nova informação que nos permita calcular e ajustar a próxima ação, sempre na busca de uma meta desejada. Ocorre que na maior parte do tempo não cuidamos deste fluxo conscientemente. Nos esquecemos que uma conversação acontece em um contexto social, mediada por uma linguagem em comum, permitindo trocas recíprocas que podem gerar acordos circuntanciais que garantem transações satisfatórias para todos os envolvidos.

Ignacio Muñoz descreveu os fundamentos das conversações informais a partir da compreensão do viver humano pela Biologia Cultural, revelando nossa matriz relacional mais básica. Para ele as redes de conversações informais são todas aquelas que ocorrem em espaços relacionais sem formato, e sem estarem orientadas a um resultado esperado, sem outro propósito a não ser o de permitir o bem-estar entre pessoas que querem falar, escutar e serem escutadas. Estando desse modo abertas a coinspiração de coordenações de ações conjuntas, sempre poderão gerar bons resultados, porém absolutamentre espontâneos e, justamente po isso, muito potentes!

A partir daí a noite seguiu um fluxo conversacional fantástico! Nas laterais do palco mantivemos duas cadeiras livres para que qualquer um da platéia pudesse interagir com os convidados. Diversas pessoas ocuparam o espaço e tivemos questões que foram do mais puro pragmatismo funcional até a mais intangível e pura reflexão filosófica!

Entre os temas que merecem destaq ue podemos falar sobre a questão da confiança nos espaços de conversação, e de como esta é fundamental para contornarmos o medo que as conversações livres e sem propósito podem nos trazer!

Também falamos das precisões e ambiguidades das conversações, e de como os modelos mais hierárquicos ou paerticipativos surgem oferecendo melhores resultados.

Não houve uma conclusão final, nem este seria o o objetivo do encontro, mas todos saímos do auditório da FGV no campus Berrini, naquela noite de segunda-feira, com a sensação que gostaríamos de continuar conversando, ampliando nossas compreensões e realizando mais e mais possibilidades de ação a partir da força das conversações humanas. Muito especial!

quinta-feira, 2/setembro/2010

Conversações Informais é tema de encontro especial

Clique aqui para ver a transmissão ao vivo do evento

“Como as conversações informais estão transformando o entendimento e as práticas de aprendizagem nas empresas e comunidades?”

Este é o tema a ser explorado por Jay Cross (USA), Paul Pangaro (USA) e Ignacio Muñoz(CHILE), com mediação de Luiz Algarra (BRASIL), no encontro panamericano a Rede de Conversações Informais, que acontece no Auditório Berrini da Fundação Getúlio Vargas, às 19:00h do dia 13 de setembro, com entrada franca.

O evento acontece na agenda paralela do II Seminário A Sociedade em Rede e a Educação, promovido pelo Instituto Vivo entre 14 e 16 de setembro como uma nova e intensa oportunidade de conversar sobre as exigências de uma nova educação para uma nova sociedade (a sociedade em rede).
Todos os palestrantes, Jay, Pangaro e Muñoz, trazem cases de sucesso nos quais grandes grupos humanos passaram a conversar de modo breve e frequente para solução problemas, construindo conhecimento ou produzindo inovação.
A Rede de Conversações Informais surge a partir de pessoas, profissionais, empresas, associações, entidades e coletivos que pesquisam, aplicam e propagam conversações como um modo humano espontâneo e potente para a ampliação dos horizontes de aprendizado, incentivo à formação de redes e estímulo à emergência da inovação.
SOBRE A APRENDIZAGEM INFORMAL
Baseada em conversações livres e recursivas, a aprendizagem informal estimulando o relacionamento entre aprendizes e veteranos, em trocas breves e frequentes para convivência no aprendizado.
“É incrível como as pessoas podem aprender muito do que precisam apenas conversando recursivamente umas com as outras. As empresas estão descobrindo que este é um modo muito mais natural, prático e funcional do que os treinamentos antigos em sala-de-aula, explica Luiz Algarra”
“Treinamentos e capacitações formais respondem por apenas 10% ou 20% do que as pessoas aprendem nas empresas.  O investimento em educação formal, é sempre alto enquanto o aprendizado informal é negligenciado e até mesmo desestimulado, isto é um enorme desperdício de potencial humano, explica Jay Cross”.
“Um dos maiores desafios que temos hoje é integrar os aspectos informas da aprendizagem no desenho de estratégias de capacitação. É uma outra forma de pensar o aprendizado, em que cada pessoa é integrada ao processo a partir dos conhecimentos que já tem e de sua capacidade de compartilhar. A aprendizagem informal resgata aspectos muito simples e naturais da educação, complementa Luciana Annunziata, sócia-diretora da Dobra Aprendizagem”.
SOBRE O ENCONTRO
Realizado a partir da iniciativa da Papagallis, com o apoio do Centro de Cooperação da GV e adesão da Escola de Diálogo, Dobra Aprendizagem e Escola de Inverno do The Hub, este Encontro é um evento sem fins lucrativos, organizado a partir do desejo e empenho de todos os envolvidos.
SOBRE A REDE DE CONVERSAÇÕES INFORMAIS
A Rede de Conversações Informais surge a partir de pessoas, profissionais, empresas, associações, entidades e coletivos que pesquisam, aplicam e propagam conversações como um modo humano espontâneo e potente para a ampliação dos horizontes de aprendizado, incentivo à formação de redes e estímulo à emergência da inovação.


SOBRE JAY CROSS

Jay Cross é um estrategista internacionalmente aclamado, designer de aprendizagem corporativa, criador do termo e-learning em 1998 e principal executivo da Internet Time Alliance. Personalidade de grande influência na comunidade internacional que discute e aplica novos modelos de aprendizagem, Jay Cross é autor dos livros: “Informal Learning: Rediscovering the Natural Pathways” (2006) e “Learnscaping” (2008), nos quais apresenta conceitos e técnicas para empresas e organizações que buscam otimizar seus fluxos de treinamento e aprendizagem.


SOBRE PAUL PANGARO

Paul Pangaro é um renomado ciberneticista e consultor de empresas nos Estado Unidos. Paul obteve Ph.D. com Gordon Pask,  na Brunel University (UK) e trabalhou em pesquisas ao lado de Jerry Lettvin e Nicholas Negroponte. Foi diretor-sênior e estrategista de mercado da Sun Microsystems. Atendeu clientes como o Exército Norte-Americano e o Almirantado Britânico, e atualmente é co-fundador da Cybernetic Life Styles, além de trabalhar com equipes de inovação em organizações como o Citigroup.


SOBRE IGNACIO MUÑOZ

Antropólogo chileno e Consultor Organizacional.  Formado na Escola Nacional de Antropología e História do México e no Centro Ericksoniano do México. Também estudou, pesquisou e trabalhou diretamente no Instituto Matríztico com Dr. Humberto Maturana e Ximena Dávila, onde foi parte do equipe docente e do equipe organizacional no desenvolvimento da Biologia Cultural em empresas, comunidades e escolas.
INFORMAÇÕES:
Local: Auditório Berrini FGV
Capacidade: 100 pessoas
Endereço: Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 1376 – 2º andar
(entrada pela Rua Hans Oersted ou Av. das Nações Unidas, 12495)
Data: 13/09/2010
Horário: 19:00h
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