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Originally uploaded by Frank Boisvert.
Muita gente ainda acredita que para colocar pessoas aprendendo e trabalhando juntas na internet, é preciso algum software colaborativo de última geração.
Eles se esquecem que os aspectos sociais de relacionamento e integração entre as pessoas são os verdadeiros fatores que determinam o sucesso ou fracasso de qualquer experiência de aprendizado ou trabalho à distância em grupo.
O sistema humano é muito, mas muito mais importante que o sistema tecnológico.
Ambientes competitivos geram equipes desintegradas. As pessoas não conseguem dar o melhor de si em comunidades onde só os vencedores são reconhecidos.
Todos do grupo devem ter uma atitude de compartilhamento para que um projeto colaborativo possa funcionar, presencialmente ou virtualmente, tanto faz.
Ocorre que os meio digitais são mais transparentes e refletem com clareza a capacidade de comunicação e troca dos indivíduos. Enquanto nas reuniões presenciais é possível participar sem contribuir, nos ambientes digitais isso não acontece. Aqueles que só ouvem, nunca falam, não comentam e nem contribuem, aparecem como o que realmente são: colaboradores ausentes.
O homem vem desenvolvendo técnicas de relacionamento presencial a séculos. No controle destas técnicas é possível “enrolar” nas reuniões, fazendo um teatro até um pouco eficaz. No digital, é bem mais difícil!
Claro que estas afirmações podem parecer um tanto arbitrárias e discutíveis. Pois então, o que você está esperando? Comente, e vamos discutir.

Se inscrevendo na programação
Originally uploaded by Lalgarra.
Bento Andreato, líder metanóico e ativista cultural brasileiro, registra seu tema na grade programação da desconferência que rolou no espço Unimaster. Eu também estive lá, claro.

Discutindo estrutura orgânica!
Originally uploaded by Lalgarra.
Reunidos no espaço Unimaster, quinze metanóicos experimentam um novo formato de troca e construção de conhecimento, a desconferência. Os temas foram propostos pelos participantes, a grade de programação foi montada no início do encontro e todos se inscreveram nos debates de acordo com seus interesses. Um modelo orgânico de composição de pessoas em um fórum auto-gerido pelos próprios participantes. O resultado? Muito bom, na opinião de quem esteve lá.

Dining set
Originally uploaded by Make_Stuff.
Geralmente, quando nos reunimos em grupo para aprender, seguimos o velho modelo educacional “um-fala-e-os-outros-ouvem”. Depois de quase quinze anos sentados em bancos escolares, dificilmente temos inspiração para propor algo muito diferente disso. A desconferência surge como uma alternativa prática e lúcida a este modelo tradicional e ultrapassado de aprendizagem.Apesar de de estar estudando e aplicando uma série de desconferências com grupos corporativos a algum tempo, dificilmente eu chegaria a uma explicação tão bem definidia como a de Kazi em seu blog 1001 Gatos de Schrödinger, onde cita:
Os princípios que guiam uma desconferência são diretamente influenciados pelo trabalho do autor e consultor Harrison Owen, que descreve um método de organizar grupos de interação, chamado Open Space Technology.
Owen em seu artigo “Opening Space for Emerging Order”, explica os Quatro Princípios do Open Space:
1)Seja quem for que veio,é a pessoa certa,
2)O que quer que aconteça, é apenas aquilo que deveria ter acontecido,
3)Quando quer que comece é na hora certa
4)Quando acaba,acabou.
E acompanhando a Lei dos Dois Pés afirmando que, “Se a qualquer momento você encontra-se em qualquer situação onde você não estiver nem aprendendo ou contribuindo – use seus dois pés e dirija-se para um lugar mais ao seu gosto”.
Mais adiante ele define a desconferência como “um fórum auto-organizado” e compara o evento e uma jam session, um encontro de músicos jazzistas onde cada um leva entra com seus conhecimentos em uma ação de improviso coletivo. Vale a pena conferir o post de Kaki sobre desconferências integralmente.
Vale visitar também a versão em português do Open Space World.

Por que as coisas estão separadas? Por que as vemos assim? Veja esta paisagem por exemplo. Se não houvesse a luz do Sol, se não houvesse essa magnifica iluminação, essa árvore não estaria aí e esta não seria uma bela paisagem. Se o não houvesse a grama ou as nuvens, não seria esta mesma paisagem equilibrada. Bati esta foto com o celular enquanto caminhava por um bosque que tem aqui perto de casa. Não é nenhum lugar cinematográfico mas é um lugar que me deu paz.
A natureza é a coisa mais bela que existe pra mim, no entanto, hoje vivo uma angustia por não ver as coisas integradas, por fazer divisões e separações na minha vida. Tenho me questionado, por que não sou como a natureza? Continuar lendo ‘Trabalho, casa, amigos, família, saúde, religiosidade e aprendizado.’

Desblogueando
Originally uploaded by Lalgarra.
Equipe da CEMPRE praticando blog como ferramenta de aprendizado em um encontro da Papagallis. Depois dessa atividade partiram para uma prova de conceito de rede social de aprendizado!

web2.0
Originally uploaded by paradigm4.
A partir de uma nota do Yahoo News e de um post do Jay Cross pude entender que é cada vez maior o número de jovens profissionais que usam assiduamente as ferramentas Web 2.0 em seu cotidiano de trabalho.
As estatísticas vem comprovar que 45% dos profissionais usam blogs, 43% dominam RSS e 35% usam wikis. Com isso os líderes, geralmente executivos um pouco mais velhos, se vêem desafiados a entender e utilizar estes novos conceitos.
Desse modo a nova geração traz um impacto de inovação ao negócio, garantindo a atualização do sistema. Estou falando de colaboração, aprendizado e trabalho em rede social. Simples, não?