Arquivo da Categoria 'Reflexões'

As palavras e nossas certezas

elephant talk - Upload feito originalmente por gin_able

O significado de uma palavra se estabelece por uma definição. As definições estabelecem significados para as palavras, estas definições são compostas por outras palavras e portanto é correto afirmar que cada palavra se apresenta a partir de um outro conjunto de palavras, e assim por diante.

Normalmente pensamos que escutamos as palavras e as entendemos. Nossa capacidade de organizar as palavras em unidades maiores nos permite escutar frases. Organizando frases podemos escutar narrativas e histórias. Mas sempre tudo se reduz a nossa compreensão das palavras. Em nossa interpretação tradicional as palavras rotulam, nomeiam e identificam objetos, acontecimentos, conceitos, etc.

Ocorre que não sabemos o que é disparado na emoção e na razão de uma pessoa que escuta uma palavra que dizemos! Quando digo “liberdade”, o que você ouve? E quando você me explica: “Liberdade é um direito de todos”. O que eu ouço? Não sabemos.

Dizemos o que dizemos e os outros escutam o que escutam; falar e escutar são fenômenos diferentes.

Este é um ponto central. Normalmente pressupomos que o que escutamos é aquilo que foi dito, e que o dissemos foi o que as pessoas escutaram. Geralmente sequer nos preocupamos em tentar conferir se aquilo que escutamos corresponde àquilo que alguém está nos dizendo. Continuar lendo ‘As palavras e nossas certezas’

Sobre peixes e homens



Se as coisas na sua empresa não estão acontecendo exatamente como você gostaria, muito provavelmente você está desejando algo que não é possível acontecer com as pessoas que estão ao seu redor.

Você poderia tentar substituir as pessoas, trocando-as por outras mais adequadas ao seus planos operacionais, mas não há como saber exatamente quais pessoas trocar e nem se quem virá será mesmo mais adequado ao processo.

Além disso todo esse movimento poderia comprometer diretamente os negócios de sua empresa que, apesar de não estar acontecendo exatamente como você gostaria, tem te sustentado e a todos, de uma forma ou de outra.

Então vem um certo sentimento de impotência por não ser possível influenciar diretamente uma realidade que te cerca, apesar de toda capacidade racional que você possui. Afinal toda nossa civilização ocidental está baseada na premissa de que podemos alterar nosso realidade, influenciando destinos, conduzindo pessoas e reorganizando processos de produção. Temos feito isso a séculos com resultados medíocres e evidentes. Continuar lendo ‘Sobre peixes e homens’

Nova Nuvem de Palavras…

Pavão Misterioso

Upload feito originalmente por helenabraga

  • tecnologias de convivência
  • desconferência
  • open spaces
  • círculo
  • anfitrião
  • conselho
  • liderança participativa
  • inteligência coletiva
  • conversações
  • aquário
  • facilitação de encontros
  • world café

Estas são as palavras mais usadas pelos papagaios nos últimos trinta dias!

A Papagallis está deixando sua formatação original, baseada em uma lógica do conhecimento e projetada a partir da Aprendizagem Informal. Estamos a partir de agora reforçando as técnicas de construção de grupos, propósitos e conhecimentos a partir conversações livres e participativas.

Este é um momento muito importante em nossa caminhada e será um prazer compartilhar com todos vocês nosso desenvolvimento profissional e pessoal neste sentido!

Redes sociais em comunidades primitivas


http://www.revobild.net/pics/repro/net-pic.jpg
An Abore village in southwestern Ethiopia.
(Just a rough reproduction.)

The pic appeared in the weekend mag of a local paper here (De Morgen, Brussels, 26 May 2007), apparently as a reprint of a series of aereal photographs by Michael Poliza and Stefan Breuer for German mag STERN; regrettably there are no more precise (c) notes, if someone wanted to use it for the cover of a book on networking - for which it’d just.

Prá quem fica sempre me perguntandp: Mas afinal, o que a Papagallis faz?

Dedico essa foto respondendo: “Nada que a humanidade já não estivesse fazendo a cinco mil anos! E que agora temos que reaprender a fazer.”

Qual é a distância entre nossa civilização high-tech e esta tribo de aborígenes? Eu arrisco responder. Uma sociedade industrial no meio do caminho que comprou (barato!) nosso direito de conversar, trocar e tecer caminhos próprios em nossa própria aldeia.

Vamos conversar, gente, que conversando a gente se entende!

Pesquisa comprova preferência brasileira por blogs e redes sociais

FlickrGraphUp-load feito originalmente por libraryman
A agência McCann acaba de divulgar uma pesquisa realizada pela Intel, que comprova que somos 0 5o maior grupo de leitores de blogs, com 10% mais leitores do que a média mundial.

A pesquisa também mostra que dos 170 milhões de blogueiros do mundo, 5,9 milhões são brasileiros

No ranking dos países com o maior número de blogueiros, estimado em 170 milhões de internautas, o Brasil ocupa a terceira posição (5% acima da média mundial, em número absoluto sobre a população com acesso à web), com 5,9 milhões de usuários.

Claro que tem a ver com dois fatores: nosso perfil cultural (altamente aberto a relacionamentos) e as dimensões transcontinentais do país (a internet nos aproxima). E a coisa não para por aí…

A disseminação de conteúdo multimídia também merece destaque. O País é o 4o no mundo em número de upload de fotos, com uma média alta de imagens carregadas (23% acima da média mundial).

Além disso somos o 3o país no mundo que mais assiste vídeos na web e o segundo que mais carrega conteúdo multimídia na internet. Ainda na área multimídia, os brasileiros são o 3o no ranking mundial em download de podcasts.

A pesquisa confirmou que o Brasil, de fato, continua com o maior número de usuários de redes sociais (orkut, youtube), com o México na segunda posição.

Esse é o nosso país! Mesmo com um abismo social que às vêzes parace instransponível e com uma carência enorme de ações de inclusão digital, ainda consegue apresentar níveis de conexão e troca de informação pela internet, nos mesmos níveis dos países mais desenvolvidos. Nosso povo se supera, hein?

Erros na enciclopédia Britânica são corrigidos na Wikipedia.

Vi um post do Siemens, comentando sobre uma série de erros da Britânica que foram corrigidos na Wikipedia. Assim como ele, não pude resistir em levar essa informação adiante:

Ver todos os erros corrigidos

Embora a maioria dos erros sejam de números, fórmulas, etc. como por exemplo a data de nascimento de algum personagem histórico, ou a data de fundação de algum templo, ou mesmo a nacionalidade de Manuel Castells (que é a espanhol e não americano), há também os erros de interpretação, de significados e culturais.

O que particularmente achei mais interessante, foi o caso do Hip-Hop e do RAP.

Segundo a Britânica, o Hip-Hop é a música do Rap ou o fundo musical do RAP, quando na verdade, o Hip-Hop é, também, uma cultura em si, composta pela música, pelo grafite e pela dança (breakdancing).

Há outros exemplos além desse, onde a Britânica tenta “fechar” um significado de determinado conhecimento, tentando “totalizá-lo”. A questão é que conhecimento cultural é cada vez mais passível de vários significados. Qualquer totalização ou fechamento do conhecimento de algo pode se tornar ambíguo, principalmente devido ao dilúvio de informações e percepções que inunda o ciberespaço.

Precisamos lidar com o conhecimento de uma nova maneira, hã?

Comente, e vamos discutir

comet1

Originally uploaded by Frank Boisvert.

Muita gente ainda acredita que para colocar pessoas aprendendo e trabalhando juntas na internet, é preciso algum software colaborativo de última geração.

Eles se esquecem que os aspectos sociais de relacionamento e integração entre as pessoas são os verdadeiros fatores que determinam o sucesso ou fracasso de qualquer experiência de aprendizado ou trabalho à distância em grupo.

O sistema humano é muito, mas muito mais importante que o sistema tecnológico.

Ambientes competitivos geram equipes desintegradas. As pessoas não conseguem dar o melhor de si em comunidades onde só os vencedores são reconhecidos.

Todos do grupo devem ter uma atitude de compartilhamento para que um projeto colaborativo possa funcionar, presencialmente ou virtualmente, tanto faz.

Ocorre que os meio digitais são mais transparentes e refletem com clareza a capacidade de comunicação e troca dos indivíduos. Enquanto nas reuniões presenciais é possível participar sem contribuir, nos ambientes digitais isso não acontece. Aqueles que só ouvem, nunca falam, não comentam e nem contribuem, aparecem como o que realmente são: colaboradores ausentes.

O homem vem desenvolvendo técnicas de relacionamento presencial a séculos. No controle destas técnicas é possível “enrolar” nas reuniões, fazendo um teatro até um pouco eficaz. No digital, é bem mais difícil!

Claro que estas afirmações podem parecer um tanto arbitrárias e discutíveis. Pois então, o que você está esperando? Comente, e vamos discutir.