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Grande Encontro Multiconexão Vivo Sustentável


A Vivo está construindo sua política de sustentabilidade e participando do ISE (Índice de Sustentabilidade das Empresas). Faz parte deste processo construir uma rede de pessoas legitimamente envolvidas com o tema da sustentabilidade, dispostas a irradiar as melhores práticas e reflexões sobre o tema.

Demos início à construção desta rede com uma série de encontros regionais, agora estamos convergindo todo este processo em um encontro de um dia inteiro com a participação de pessoas de todo o Brasil, participantes dos encontros, especialistas, líderes do ISE, parceiros, stakeholders e fornecedores Vivo.

Este Grande Encontro Multiconexão Vivo Sustentável aconteceu dia 12 de novembro e contou com participantes de todos os setores, áreas, departamentos e diretorias internas da Vivo, inclusive Roberto Oliveira Lima, presidente.

Durante um dua inteiro mais de 100 pessoas puderam conversar de modo espontâneo sobre o conteúdo produzido nos encontros de todo o Brasil, com temas distribuídos em diversas dimensões da sustentabilidade como: social, ambiental, econômica, governança, produtos e geral.

Além disso, o ogrupo gerou subsídios para a construção de um projeto de irradiação da sustentabilidade por todos os sites da Vivo no Brasil, seus parceiros e fornecedores.

Agora é afinar todo o material produzido e seguir no processo final de elaboração de uma Política de Sustentabilidade da Vivo, de modo a integrar as operações da empresa, os fazeres das pessoas e a integração com a natureza e sociedade de modo harmônico.

No detalhe, Karinna Bidermann, diretora do Instituto Vivo e inspiradora do projeto, brinca com o pote de peças de plástico (reciclável) que sinaliza o Multiconexão em todas as mesas de reunião da Vivo pelo BeraSIL;

Pensar redes é sair da lineariedade

Poderíamos indicar uma centena de bons textos, livros e artigos de autores e especialistas em redes sociais, pensamento complexo e visão sistêmica. Talvez seja mais fácil todos darem um pulinho na Escola de Redes que mantém uma biblioteca de primeira linha e uma ótima rede de conversações sobre o assunto.

Mas hoje aqui vamos destacar uma singela apresentação de um camarada nosso, o Dalton Martins, um ser humano vivo que pode ser encontrado aqui mesmo em São Paulo, lá na USP, e que publicou no Slideshare uma reflexão sobre o tema. Esperamos que aproveitem como nós aqui da Papagallis aproveitamos:

Para quem quiser um pouco mais de Dalton Martins recomendamos seu blog Cadernos de Tecnologia Social.

Aprendizagem Informal


Esta imagem produzida pela XPlane para o livro Informal Learning de Jay Cross ilustra as pessoas vivendo seus processos de aprendizado de modo livre e espontâneo.

Foi extraída do poster da Aprendizagem Informal que traz os seguintes conceitos:

* DEFINIÇÃO
Aprendizagem informal é um modo não-instititucional,e não programado, das pessoas aprenderema trabalhar.É uma nova maneira de aprender,onde a função de nossa rede pessoalé otimizada para permitirtrocas de conhecimentoe aprendizado.Assim podemos aprender mais,uns com os outros.

* CONVERSAÇÕES
São o estado-da-arte do Aprendizado Informal.Conversando é possível criar e transmitir conhecimento. Conversas livres e frequentes geram inovação.E as pessoas adoram conversar.Conversar nos mantém ativos e estimulados!

* VISUALISANDO
As pessos entendem melhor aquilo que podem ver.Imagens comunicam muito mais que as palavras e são entendidas universalmente, transpondo barreiras culturais, faixas etárias e níveis de escolarização

* A TERRA É PLANA
Hpje a localização não é mais um fator estratégico.Organizações são pontos de conexão que se encontram no horizonte de uma rede mundial de negócios. Continuar lendo ‘Aprendizagem Informal’

Construindo redes como netweavers de segunda ordem


Drosting Hands

Upload feito originalmente por Josh Sommers

Emprestando um conceito da cibernética gostaria de convidar a todos a uma reflexão sobre nossos papéis como netweavers nas redes que incentivamos.

Na década de 80 houve um desenvolvimento no campo da Cibernética que resultou na passagem da Cibernética de Primeira Ordem ou dos Sistemas Observados para a Cibernética de Segunda Ordem ou dos Sistemas Observantes. Melhor explicando: O sistema deixa de ser observado de fora pelo observador que passa para uma postura de co-participação na observação do sistema em pleno funcionamento. Assim novas tendências foram incluídas à prática sistêmica pois era preciso quebrar ou evoluir dos ideais lineares para os circulares.

Bem nesta época diversos profissionais atuavam como “animadores de redes”, principalmente nos ambientes de educação à distância (EAD) visando sobretudo reduzir a taxa de desistência dos cursos online através de interações e provocações motivacionais. Projetos de gestão do conhecimento contratavam monitores, tutores e animadores de rede para ambientes onde deveriam ocorrer o compartilhamento de conhecimento, produção e troca de informações entre os usuários (assim eram chamados) destes ambientes virtuais.

Estes animadores de rede assumiam uma posição de poder neutro, mediando debates, cobrando presença, mensurando resultados e organizando as interações entre os membros do ambiente virtual referido. Obviamente estas estratégias resultavam em alterações do comportamento das pessoas conectadas mas não apresentavam resultados satisfatórios, pelo contrário, a maioria se sentia incomodada e invadida quando tocada por este tipo de recurso.

A principal diferença entre este “animadores de rede” e os netweavers, a partir da evolução da Cibernética de Primeira Ordem para a Cibernética de Segunda Ordem, diz respeito à compreensão do lugar que ocupamos na rede, saido de uma condição de detentores do poder, como mediadores, para uma posição mais igualitária de co-responsabilidade e co-inspiração junto ao integrantes da rede.

Para isso é preciso, antes de mais nada, que cada um de nós se assuma como um ser humano que traz em si a dinâmica de uma história individual repleta de critérios próprios. Cada um de nós, netweavers, trazemos introjetados em nossos valores, uma família e cultura que usamos como parâmetros para nos orientarmos dentro da realidade que distinguimos como válida e na qual acreditamos estarmos inseridos.

Aceitando então que não somos neutros nem imparciais, e nos observando enquanto alguém que vê e ouve tudo de um lugar íntimo pessoal intransferível, não estaremos mais nos mitificado como experts, especialistas em fazer redes ou orientá-las de algum modo, (como se isso fosse possível).

Poderemos então assumir conscientemente a característica de facilitadores do diálogo, utilizando cada um de nós, de seu mundo interno na co-construção de uma realidade co-ordenada entre os membros da rede.

O conceito de auto-reflexividade passa a ocupar uma posição central, significando “um diálogo interno do indivíduo consigo mesmo e a tomada de consciência dos próprios preconceitos e teorias através das quais se vê e compreende o outro e o ambiente circundante” (Boscolo & Bertrando, 1996). Esta é uma importante mudança epistemológica, pois amplia e aprofunda os efeitos da abertura da “caixa preta”, favorecendo a passagem de uma visão reducionista, baseada na descoberta de padrões comportamentais, para uma visão de maior complexidade e abertura, inclusive em direção ao mundo interno do indivíduo, suas histórias, seus significados e suas emoções.

Essa mudança epistemológica permite uma nova compreensão sobre a circularidade, que passa de uma “categoria de observação” para uma “postura de interação”, demandando do netweaver uma sensibilidade em perceber os comportamentos verbais e não-verbais dos membros da rede, assim como as nuanças de suas próprias respostas nesse contexto interacional. É importante que o netweaver esteja atento a todos os recursos disponíveis. Quanto mais astuta ou perspicaz for a observação, mais as perguntas poderão estar refinadas para perceber as respostas da rede, e mais próximos e implicados estaremos do grupo.

É nesse contexto que todos se tornam responsáveis, numa atividade de construção conjunta, pela emergência de hipóteses, questionamentos e novos significados, num encontro que agrupa não só as crenças e relações entre os membros, mas os pressupostos e construções advindos de nossa própria experiência e dos valores sustentados em nossas interações com outros relacionamentos familiares, sociais e culturais. Esta arquitetura lingüística permite a construção de uma ética característica deste um encontro quase mágico entre o netweaver e rede. Ou melhor dizendo, um encontro humano, com tudo de simples e extraordinário que isto evoca em nosso cotidiano neste planeta.

* Este artigo foi originariamente escrito por Luiz Algarra para a Escola de Redes na inspiração do Simpósio em Campos do Jordão entra as conversações dos papagaios (Mafeteco, Alblum, Richieri, Lígia e Munduruca) sobre a terapia familiar sistêmica da Escola de Milão.

“Marcadores” Sociais para iniciantes

A Common Craft Show lançou mais um daqueles filmes legais que nos ajudam a entender as ferramentas da web2.0. Agora foi a vez dos marcadores sociais, como o del.icio.us.

Erros na enciclopédia Britânica são corrigidos na Wikipedia.

Vi um post do Siemens, comentando sobre uma série de erros da Britânica que foram corrigidos na Wikipedia. Assim como ele, não pude resistir em levar essa informação adiante:

Ver todos os erros corrigidos

Embora a maioria dos erros sejam de números, fórmulas, etc. como por exemplo a data de nascimento de algum personagem histórico, ou a data de fundação de algum templo, ou mesmo a nacionalidade de Manuel Castells (que é a espanhol e não americano), há também os erros de interpretação, de significados e culturais.

O que particularmente achei mais interessante, foi o caso do Hip-Hop e do RAP.

Segundo a Britânica, o Hip-Hop é a música do Rap ou o fundo musical do RAP, quando na verdade, o Hip-Hop é, também, uma cultura em si, composta pela música, pelo grafite e pela dança (breakdancing).

Há outros exemplos além desse, onde a Britânica tenta “fechar” um significado de determinado conhecimento, tentando “totalizá-lo”. A questão é que conhecimento cultural é cada vez mais passível de vários significados. Qualquer totalização ou fechamento do conhecimento de algo pode se tornar ambíguo, principalmente devido ao dilúvio de informações e percepções que inunda o ciberespaço.

Precisamos lidar com o conhecimento de uma nova maneira, hã?

Os seis tipos de rede segundo Karen Stephenson

Segundo a antropóloga social Karen Stephenson, em qualquer organização social, seja ela uma empresa, sindicato ou associação, existem seis tipos de redes com características diversas e complementares. Estas redes representam os caminhos “invisíveis” das relações sociais e das informações que tem influência direta no sucesso ou fracasso destas organizações.

A partir de um levantamento estatístico detalhado é possível levantar o véu destas redes e obter uma visão dinâmica da sua evolução e funcionamento que pode apoiar decisões estratégicas para a sobrevivência das organizações.

“No entanto”, destaca Karen Stephenson,”é necessária uma espécie de amor obstinado para convencer as pessoas a lhe contar o que sabem sobre seus hábitos, regras e práticas de relacionamento profissional”, ao falar sobre a dificuldade na realização de uma pesquisa como essa.

Karen Stephenson é antropóloga social com formação em química quântica e artes.
Nos últimos anos tem trabalhado com professora em escolas de gestão e administradora de sua empresa de análise de redes (Netform.com).

A seguir, de forma suscinta, estão apresentadas as seis formas de rede que podem ser encontradas em uma organização segundo o método desenvolvido por ela:

1. A Rede Do Trabalho
(Com quem você troca informação como a parte de suas rotinas diárias de trabalho?)
Os contatos diários e as operações rotineiras representam “o pulso relaxado, habitual, mundano” de uma cultura. “As funções e as disfunções; as trocas de favores e as falhas tornam-se sempre evidentes aqui, “diz a professora Stephenson.

2. A Rede Social
(Com quem você faz contatos “para verificar, dentro e fora do escritório, o que esta acontecendo no trabalho?)
Esta rede é importante primeiramente como um indicador da confiança dentro de uma cultura empresarial. As organizações saudáveis são aquelas cujas redes sociais revelam “coesão social” suficiente para suportar o stress e a incerteza, mas que não exijam muito investimento em tempo e capital social de seus participantes.

3. A Rede Da Inovação
(Com quem você colabora ou contribui em torno das idéias novas?)
Há uma sinceridade e um encantamento infantil nas conversações conduzidas nesta rede, porque as pessoas falam abertamente sobre suas percepções, idéias, e experiências. Por exemplo, “porque nós usamos quatro linhas de produção separadas quando três seriam suficientes?” Ou então, “vamos experimentar e ver o que acontece!” as pessoas-chave nesta rede fazem vista grossa das tradições da empresa e podem colidir com os guardiões corporativos do “expertise” e do saber, menosprezando-os como “relíquias”.

4. A Rede Dos Especialistas
( Quem você procura para obter informação especializada (expertise) ou conselhos?)
Nas organizações existem estas redes nucleares cujos os membros-chave detêm o crítico e estabelecido, e muitas vezes tácito, conhecimento da empresa. Como a fórmula da Coca-Cola, este tipo de conhecimento é mantido freqüentemente como um segredo. As pessoas-chave nesta rede são ameaçadas frequentemente pela inovação; provavelmente entrarão em conflito com os inovadores e os considerarão “indisciplinados”.

5. A rede de orientação de carreira ou de estratégia(A quem você vai pedir conselhos sobre o futuro?)
Se as pessoas tenderem a confiar na opinião de outros, da mesma companhia, na orientação de suas carreira ou como mentores pessoais , isso indicará um nível elevado de confiança.
Esta rede frequentemente influencia diretamente a estratégia corporativa por que as decisões sobre carreiras e os movimentos estratégicos são ambos voltados para o futuro.

6. A Rede De Aprendizagem
(Com quem você trabalha para melhorar processos ou métodos existentes?)
As pessoas-chave nesta rede podem transformar-se em pontes entre as redes de especialistas e as redes de inovação, facilitando o diálogo entre a velha guarda e a vanguarda.
Como a maioria das pessoas são temerosas das mudanças genuínas, esta rede tende a ficar adormecida até que uma mudança qualquer desperte um novo sentimento de confiança.

Extrato do artigo
“Karen Stephenson’s Quantum Theory of Trust – By Art Kleiner” in Strategy Business Review

http://www.strategy-business.com/press/article/20964?pg=all