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“Marcadores” Sociais para iniciantes

A Common Craft Show lançou mais um daqueles filmes legais que nos ajudam a entender as ferramentas da web2.0. Agora foi a vez dos marcadores sociais, como o del.icio.us.

Erros na enciclopédia Britânica são corrigidos na Wikipedia.

Vi um post do Siemens, comentando sobre uma série de erros da Britânica que foram corrigidos na Wikipedia. Assim como ele, não pude resistir em levar essa informação adiante:

Ver todos os erros corrigidos

Embora a maioria dos erros sejam de números, fórmulas, etc. como por exemplo a data de nascimento de algum personagem histórico, ou a data de fundação de algum templo, ou mesmo a nacionalidade de Manuel Castells (que é a espanhol e não americano), há também os erros de interpretação, de significados e culturais.

O que particularmente achei mais interessante, foi o caso do Hip-Hop e do RAP.

Segundo a Britânica, o Hip-Hop é a música do Rap ou o fundo musical do RAP, quando na verdade, o Hip-Hop é, também, uma cultura em si, composta pela música, pelo grafite e pela dança (breakdancing).

Há outros exemplos além desse, onde a Britânica tenta “fechar” um significado de determinado conhecimento, tentando “totalizá-lo”. A questão é que conhecimento cultural é cada vez mais passível de vários significados. Qualquer totalização ou fechamento do conhecimento de algo pode se tornar ambíguo, principalmente devido ao dilúvio de informações e percepções que inunda o ciberespaço.

Precisamos lidar com o conhecimento de uma nova maneira, hã?

Os seis tipos de rede segundo Karen Stephenson

Segundo a antropóloga social Karen Stephenson, em qualquer organização social, seja ela uma empresa, sindicato ou associação, existem seis tipos de redes com características diversas e complementares. Estas redes representam os caminhos “invisíveis” das relações sociais e das informações que tem influência direta no sucesso ou fracasso destas organizações.

A partir de um levantamento estatístico detalhado é possível levantar o véu destas redes e obter uma visão dinâmica da sua evolução e funcionamento que pode apoiar decisões estratégicas para a sobrevivência das organizações.

“No entanto”, destaca Karen Stephenson,”é necessária uma espécie de amor obstinado para convencer as pessoas a lhe contar o que sabem sobre seus hábitos, regras e práticas de relacionamento profissional”, ao falar sobre a dificuldade na realização de uma pesquisa como essa.

Karen Stephenson é antropóloga social com formação em química quântica e artes.
Nos últimos anos tem trabalhado com professora em escolas de gestão e administradora de sua empresa de análise de redes (Netform.com).

A seguir, de forma suscinta, estão apresentadas as seis formas de rede que podem ser encontradas em uma organização segundo o método desenvolvido por ela:

1. A Rede Do Trabalho
(Com quem você troca informação como a parte de suas rotinas diárias de trabalho?)
Os contatos diários e as operações rotineiras representam “o pulso relaxado, habitual, mundano” de uma cultura. “As funções e as disfunções; as trocas de favores e as falhas tornam-se sempre evidentes aqui, “diz a professora Stephenson.

2. A Rede Social
(Com quem você faz contatos “para verificar, dentro e fora do escritório, o que esta acontecendo no trabalho?)
Esta rede é importante primeiramente como um indicador da confiança dentro de uma cultura empresarial. As organizações saudáveis são aquelas cujas redes sociais revelam “coesão social” suficiente para suportar o stress e a incerteza, mas que não exijam muito investimento em tempo e capital social de seus participantes.

3. A Rede Da Inovação
(Com quem você colabora ou contribui em torno das idéias novas?)
Há uma sinceridade e um encantamento infantil nas conversações conduzidas nesta rede, porque as pessoas falam abertamente sobre suas percepções, idéias, e experiências. Por exemplo, “porque nós usamos quatro linhas de produção separadas quando três seriam suficientes?” Ou então, “vamos experimentar e ver o que acontece!” as pessoas-chave nesta rede fazem vista grossa das tradições da empresa e podem colidir com os guardiões corporativos do “expertise” e do saber, menosprezando-os como “relíquias”.

4. A Rede Dos Especialistas
( Quem você procura para obter informação especializada (expertise) ou conselhos?)
Nas organizações existem estas redes nucleares cujos os membros-chave detêm o crítico e estabelecido, e muitas vezes tácito, conhecimento da empresa. Como a fórmula da Coca-Cola, este tipo de conhecimento é mantido freqüentemente como um segredo. As pessoas-chave nesta rede são ameaçadas frequentemente pela inovação; provavelmente entrarão em conflito com os inovadores e os considerarão “indisciplinados”.

5. A rede de orientação de carreira ou de estratégia(A quem você vai pedir conselhos sobre o futuro?)
Se as pessoas tenderem a confiar na opinião de outros, da mesma companhia, na orientação de suas carreira ou como mentores pessoais , isso indicará um nível elevado de confiança.
Esta rede frequentemente influencia diretamente a estratégia corporativa por que as decisões sobre carreiras e os movimentos estratégicos são ambos voltados para o futuro.

6. A Rede De Aprendizagem
(Com quem você trabalha para melhorar processos ou métodos existentes?)
As pessoas-chave nesta rede podem transformar-se em pontes entre as redes de especialistas e as redes de inovação, facilitando o diálogo entre a velha guarda e a vanguarda.
Como a maioria das pessoas são temerosas das mudanças genuínas, esta rede tende a ficar adormecida até que uma mudança qualquer desperte um novo sentimento de confiança.

Extrato do artigo
“Karen Stephenson’s Quantum Theory of Trust - By Art Kleiner” in Strategy Business Review

http://www.strategy-business.com/press/article/20964?pg=all

Redes sociais fácil de entender

 [youtube=http://br.youtube.com/watch?v=6a_KF7TYKVc]

O pessoal da Common Craft acabou de fazer mais um daqueles vídeos maneiros que facilitam o entendimento de algumas ferramentas tecnológicas. Depois do “Rss in Plain English“, do “Wikis in Plain English“, chegou a vez do “Social Networks in Plain English“.

O objetivo do “Common Craft Show” é que essas ferramentas façam sentido para as massas através de vídeos de no máximo 5 minutos. Eles utilizam uma técnica chamada “paperworks, não sei qual é a tradução exata, mas deve ser algo como trabalho em papél (óbvio, hã?).

Fiz uma tradução um pouco incompetente para o português mas dá pra entender. Peço ajuda de quem manja de inglês pra traduzir melhor o filme no DotSub. É super fácil! As minhas frase ficaram gigantes, acho que precisa sintetizar mais e tem alguns termos em inglês que eu sou péssimo para traduzir.

Veja a versão traduzida no dotSub

Quem ajuda?

Anatel cria marco regulatório para as redes livres nos municípios

Em março de 2007 a Anatel publicou as normas para a criação de redes sem fio de acesso público e gratuito nos 5,500 municípios brasileiros. Era uma regra que estava faltando para permitir aos municípios construirem as redes de acesso banda larga para o uso da administração pública e de seus cidadãos.

A partir da criação de uma companhia municipal destinada a este fim, a aquisição das licenças (Serviços de comunicação multimídia - SCM e Serviços Limitado privado - SLP) e a homologação da infraestrutura os municípios estarão aptos a iniciar o serviço.

Ainda não existe nenhum projeto cadastrado na Anatel mas espera-se que muitos dos mais de 4,500 pequenos municípios brasileiros venham a interessar-se pelo programa.

O  Minicom já tem um programa com  estratégias para “para três brasis”. O primeiro envolve 696 cidades com ampla oferta de banda larga, em que o ministério deve fazer apenas ações pontuais para cobrir áreas de periferias, em que o serviço não esteja disponível. No segundo grupo, estariam 2.951 municípios, onde a cobertura plena se dará por meio do acesso individual, num prazo estimado de quatro anos. E, finalmente, os 1.916 municípios que dependem de recursos públicos.

Este é um grande avanço para a democratização do acesso às redes e ampliação da inclusão digital em nosso país e por isso merece nota.