Arquivo da Categoria 'Gestão do Conhecimento'

Tradução do capítulo World Café no livro Collective Inteligence

Pra quem se interessa pelo World Café e em entender seu funcionamento, recomendo uma boa leitura do capítulo sobre o assunto no livro Collective Inteligence de Robert Steele.

Como já disse no post anterior, o capítulo foi escrito pelos co-idealizadores do World Café, Juanita Brown e David Isascs, apoiados por outras pessoas da comunidade do Café.

Por ser um material muito precioso, resolvi fazer uma tradução e disponibilizá-lo na wiki da Papagallis. Como está na wiki, qualquer pessoa pode se sentir a vontade e melhorar a tradução ok?

Os links estão abaixo:

Collective Inteligence - World Café - Original (PDF em inglês)

Tradução do texto para o Português - na wiki Papagallis

Áquario, uma ferramenta presencial para ouvir grandes grupos

Você tem uma equipe incrível e precisa resolver um problema ou construir uma nova coisa. Você sabe que sua equipe é rica e o conhecimento pessoal de cada ser humano é valiosíssimo. Você convida então algumas pessoas para uma reunião para tratar este assunto e, inesperadamente aparecem 25 pessoas ou 35 pessoas. Vocês têm duas horas. Você quer ouvir todos… todos aqueles que quiserem falar algo sobre o assunto.

Normalmente o que se faz é uma grande roda. Começa então uma reunião longa e, quase sempre, monopolizada por duas ou três pessoas. Os introvertidos preferem não intervir e se colocar… e assim se acabaria mais uma reunião ou encontro que só valorizou a opinião de alguns.

Mas eis que algum gênio teve uma brilhante idéia. Inventou uma tecnologia chamada Aquário (Fishbowl). O funcionamento é muito simples:

  • Abre-se um círculo de cadeiras;
  • Dentro deste círculo, abre-se mais um pequeno círculo com 4 ou 5 cadeiras;
  • Convida-se então algumas pessoas para ocupar as cadeiras do centro. Uma das cadeiras deverá ficar vazia! Pode-se começar com as pessoas que propuseram o tema ou com voluntários que queiram começar a discussão;
  • Começa então uma discussão (conversa) dentro do círculo menor (o Aquário). Quem está de fora pode apenas escutar a conversa que rola dentro do aquário;
  • Se alguém de fora do Aquário quer dizer algo sobre o assunto, esta deverá então ocupar a cadeira que está vazia;
  • Alguém que está dentro do aquário então se levanta e “sai da água” deixando novamente uma cadeira livre para que outra pessoa possa se manifestar. Isto é meio orgânico… a pessoa percepe que está há mais tempo ou que tem pouco pra colaborar após já ter falado. (Não é necessário sair no mesmo segundo que alguém saiu);
  • Quem quiser pode voltar pra dentro do aquário após algum tempo.

Veja a foto de um aquário que fizemos em São Paulo com 22 pessoas. Destaque para a cadeira vazia:

É uma ótima maneira de garimpar conhecimento tácito. Destaco as seguintes vantagens desta ferramenta:

  • Melhor aproveitamento do tempo;
  • Valorização de quem fala;
  • Valorização de quem escuta;
  • Quem monopoliza fica evidênciado ao grupo;
  • Quem não fala se percebe e cresce;
  • Agilidade para se tratar o assunto, já que há poucos interrupmentos inoportunos.

Termino dizendo que traduzi um artigo da Wikipedia sobre o assunto. Vale uma olhada ok? O artigo está bem detalhado e mais completo. Este modelo de aquário que apresentei é aberto. Existe o modelo fechado que também está detalhado no artigo. Se você gosta de sua equipe e a valoriza, experimente, o resultado é impressionante!

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“Marcadores” Sociais para iniciantes

A Common Craft Show lançou mais um daqueles filmes legais que nos ajudam a entender as ferramentas da web2.0. Agora foi a vez dos marcadores sociais, como o del.icio.us.

Erros na enciclopédia Britânica são corrigidos na Wikipedia.

Vi um post do Siemens, comentando sobre uma série de erros da Britânica que foram corrigidos na Wikipedia. Assim como ele, não pude resistir em levar essa informação adiante:

Ver todos os erros corrigidos

Embora a maioria dos erros sejam de números, fórmulas, etc. como por exemplo a data de nascimento de algum personagem histórico, ou a data de fundação de algum templo, ou mesmo a nacionalidade de Manuel Castells (que é a espanhol e não americano), há também os erros de interpretação, de significados e culturais.

O que particularmente achei mais interessante, foi o caso do Hip-Hop e do RAP.

Segundo a Britânica, o Hip-Hop é a música do Rap ou o fundo musical do RAP, quando na verdade, o Hip-Hop é, também, uma cultura em si, composta pela música, pelo grafite e pela dança (breakdancing).

Há outros exemplos além desse, onde a Britânica tenta “fechar” um significado de determinado conhecimento, tentando “totalizá-lo”. A questão é que conhecimento cultural é cada vez mais passível de vários significados. Qualquer totalização ou fechamento do conhecimento de algo pode se tornar ambíguo, principalmente devido ao dilúvio de informações e percepções que inunda o ciberespaço.

Precisamos lidar com o conhecimento de uma nova maneira, hã?

5 maneiras de usar uma wiki no trabalho

Traduzido e adaptado do texto original “5 Uses for a Wiki at Work” de “Michele Martin” disponível em http://michelemartin.typepad.com/thebambooprojectblog/2007/06/5_uses_for_a_wi.html por Ronaldo Richieri

Se na semana passada o vídeo Wikis in Plain English video deu uma boa idéia do funcionamento de uma wiki, este arquivo do site lifehack dá mais 5 idéias de como utilizar a wiki no ambiente corporativo.

  • Como um Guia de operações ou como Manual de Procedimentos e/ou Políticas que podem ser facilmente atualizados de acordo e disponibilizados para a equipe. Esqueça as pastas com documentação desatualiazada em cima de sua mesa. Além de que com os recursos de tagueamento (folksonomia), os documentos podem ser encontrados de uma maneira muito mais eficaz. (Veja este artigo em inglês para entender melhor: wiki tagging)
  • Como um Painel de projetos que concentra tudo o que sua equipe precisa gerenciar do projeto em um único lugar, incluindo deadlines, documentos, lista de tarefas (to-do), etc.
  • Como um quadro de avisos ou painel virtual para manter suas equipes conectadas umas com as outras, especialmente se essas equipes estão distribuidas de forma geográfica e/ou sua empresa é muita grande.
  • Como um FAQ (perguntas frequentes) muito útil para dúvidas frequentes tanto de clientes como de colaboradores.
  • Como uma ferramenta de brainstorm, também conhecido como Toró de idéias :) , coletando uma “penca” de idéias, organizando e planejando-as. Eu descobri que quando as pessoas escrevem suas idéias, você tem mais chances de receber uma resposta de pessoas que em uma reunião presencial não falariam. Isto é ótimo para os introvertidos de sua equipe. Novamente, eu estive utilizando wikis desta forma em alguns de meus projetos atuais e tem sido ótimo para coletar idéias de forma asincrona ao trabalhar com professores que trabalham muito e tem dificuldades de estar presencialmente reunidos por conta do tempo.

    Relacionado a isto, eu criei minha própria wiki somente para brainstorm pessoal de projetos e para colecionar links, videos, etc. relacionados a idéias que eu gostaria de explorar. Isto se tornou uma “peça chave” do meu ambiente pessoal de aprendizado, separado do meu blog, por que com esta ferramenta (a wiki) eu posso ser mais desorganizada e me utilizar de uma forma mais livre de criação.

Traduzido e adaptado do texto original “5 Uses for a Wiki at Work” de “Michele Martin” disponível em http://michelemartin.typepad.com/thebambooprojectblog/2007/06/5_uses_for_a_wi.html por Ronaldo Richieri

Gestão do Conhecimento Pessoal

por Gerome Martim (tradução livre de Fabiano Caruso)

1. Passe tempo com pessoas criativas

As novas idéias, a informação e o conhecimento vêm principalmente das nossas redes. Passe tempo com pessoas produtivas e inovadoras. Bisbilhote desavergonhadamente com o melhores e o mais brilhantes. Peça-lhes conselhos. Compre-os bebidas. Envie-lhes o seu currículo.

2. Vá a conferências com temas fascinantes e aparentemente irrelevantes

Não vá a mais outra conferência maçante. Encontre algo novo procurando pelas fronteiras, algo anunciado por empreendimentos emergentes, ou por sua revista favorita. Encontre-se com pessoas grandiosas (ver o pensamento n. 1).

3. Aprenda sobre uma nova área

Se você é um cientista, faça um curso na pintura de paisagens. Junte-se a sociedade astronômica local. Tome lições de violão. Encontre-se com pessoas grandiosas (ver o item acima).

4. Viaje sempre que possível

Vá para algum lugar novo e excitante. Tenho ouvido tantas pessoas dizerem que gostariam de ir ao sul da França mas elas nunca vão, embora tenham tempo e dinheiro para ir. Nada é tão valioso como uma viagem. Encontre-se… (você já conhece…).

5. Leia vorazmente

Leia o que é novo e o que é velho. Não se limite aos livros da área na qual você trabalha. Leia ficção, não-ficção e ficção científica.

6. Use a nova tecnologia

Deixe-me contar-lhe sobre o meu Palm Pilot. É o meu maior instrumento de gerência do conhecimento com exceção do meu computador. Utilizo-o para armazenar as listas das minhas atividades, os contatos dos meus amigos, minhas tarefas e projetos. Utilize qualquer sistema de gerenciamento que funcione para você, mas pelo menos tente experimentar os últimos brinquedos tecnológicos para isso.

7. Crie algum recurso de informação web privada para o seu conhecimento pessoal

Considere a criação das suas próprias páginas da web privadas que residirão em seu computador e em nenhuma outra parte. Você pode usar essas páginas para fazer notas, resumir o seu conhecimento em determinadas áreas,
inclusive hiperligações para sites chave, áudio e vídeo. Por exemplo, em vez fazer um resumo textual sobre a sua viagem de negócios ao Japão, utilize algum sistema de processamento de texto que utilize recursos web, incluíndo hiperlinks para as páginas das empresas que visitou, revistas eletrônicas apropriadas e jornais […]

8. Conte a sua história

A gestão de conhecimento inclui a criação, a organização, e armazenamento de conhecimento. Mas o conhecimento também deve ser compartilhado se é para ser utilizado. Compartilhamo-lo através de publicações, apresentações, conversações e histórias. O que é especial sobre o seu conhecimento pessoal? Como pode-o usar aquele conhecimento efetivamente na sua vida profissional e pessoal? Como podemos alcançar os nosso objetivos compartilhando conhecimento? Aprendemos através de histórias, histórias sobre êxito, fracasso, escolhas e pessoas. A narração de histórias é provavelmente a forma de arte mais velha, e é eficaz hoje como em qualquer tempo da história. Nós pensamos por metáforas e aprendemos por histórias. A narração de histórias corporativas é uma nova aplicação de uma velha arte. Os políticos, os romancistas, os dramaturgos e os produtores de Hollywood são os nossos contadores de histórias modernos. As pessoas de negócios e os profissionais estão percebendo agora o poder das metáforas e das histórias.

Tradução livre do original disponível em Personal Knowledge Management, retirado do livro Managing Knowledge: Case Studies in Innovation.

Gestão Pessoal do Aprendizado

Cada vez mais estamos percebendo que nosso desempenho profissional está ligado à nossa capacidade de administrar informações. Talvez por isso essa seja a chamada Era do Conhecimento.

Em meio a um turbilhão de mudanças sociais e desafiados por um mercado que se transforma instantaneamente, só nos resta a rendição ao novo paradigma que se apresenta.

Cada vez mais nossa capacidade de adaptação vai determinar nosso sucesso nestes novos cenários.

Adaptar-se significa aprender, interagir com pessoas, informações e situações que nos transformam em pessoas melhores.

E é claro que este aprendizado não vai acontecer nas salas de aula. O modelo de aprendizado professor-alunos que serviu durante a Era Industrial agora é limitado e inviável.

Aprender na Era do Conhecimento significa interagir, relacionar-se com pessoas construindo conhecimentos específicos para nossos desafios de curto, médio e longo prazo.

Para dar conta dessa demanda estamos vendo surgir um nova especialização: o auto-aprendizado em rede.

Estamos falando de pessoas determinadas a  ampliar seus conhecimentos, que precisam de conexões e incentivo para vivenciar seu aprendizado, despertando para o que há de melhor.

Podemos denominá-los “auto-aprendentes”. São trabalhadores da era do conhecimento, aprendizes de prática, hackers da vida que se empenham em investigar com determinação seu contexto presente para, desse modo, influenciar diretamente em seu próprio futuro e de sua comunidade.

Auto-aprendentes são compartilhadores, inquisitivos, organizados, informados, críticos/reflexivos, criativos e sociáveis (em definição de Fabiano Caruso).

Para isso utilizam ferramentas de interação social como conversações, encontros de aprendizado, desconferências.

Usam a internet não apenas para entretenimento ou comunicação, mas sim como um grande ambiente de aprendizado onde blogs, grupos de discussão e wikis se integram em uma base única e dinâmica de informação e relacionamento.

Auto-aprendentes não tem medo em compartilhar seus conhecimentos, pelo contrário, compartilham seus processos de aprendizado publicando reflexões, pré-conclusões, percepções e análises parciais para interação e crescimento com sua comunidade de amigos e profissionais.

Este processo pode ser chamado de Gestão Pessoal do Aprendizado, e é exatamente isso que a Papagallis disemina nas empresas através de encontros, reuniões e ações de difusão.

Se você estiver interessado, faça contato, e vamos conversar, ok?