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Observações sobre o GFAL 2008



Em primeira mão publicamos aqui o resultado do trabalho do Observadores Informais do Global Forum America Latina 2008 que terminou ontem em Curitiba. Quase toda a equipe da Papagallis (Algarra, Alberto, Lígia e Ronaldo) fez parte do grupo.

Acompanhe aqui os relatos produzidos por um grupo de vinte Observadores Informais sobre as dinâmica relacionais que surgiram nas interações entre os participantes no fluxo dos processos de conversação do GFAL 2008. Acompanhe as postagens e mergulhe na observação do que aconteceu no GFAL 2008 pelo olhar dos Observadores Informais.

Entrevista para o Comunique-se

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Upload feito originalmente por luc legay

Respondi algumas perguntas por email para a jornalista Izabela Vasconcelos do Comunique-se e compartilho aqui com todos:

1) Como surgiu a idéia de criar uma empresa neste segmento?
A Papagallis não surgiu a partir de uma percepção de mercado, nasceu pela espontaniedade de alguns de nós que buscavam coerência entre nossa vida pessoal e atuação profissional. Criamos a Papagallis como um espaço de experimentação onde poderíamos aprender, vivendo e trabalhando, a partir de nossos serviços para a comunidade de seres humanos que habita este planeta. Então nossas experiências pessoais anteriores se combinaram, tecnologia, redes sociais, ativação de grupos e comunicação democrática se encontraram num espaço de ação a que chamamos Papagallis, e assim nasceu.

2) A Papagallis tem alguma concorrente?
A Papagallis não é uma empresa, é uma rede de pessoas. Somos únicos porque nossa rede é formada por pessoas únicas que atendem de modo único outras redes de pessoas que também são únicas. O vier humano acontece a partir de uma cultura de interações em redes, então existem pessoas formando ou reativando redes a todo momento. Seria ótimo se mais pessoas fizessem o que fazemos, facilitando estes processos para o maior número possível de indivíduos. Quando encontramos um grupo de pessoas que faz isto não vemos um concorrente, tentamos nos acoplar pois sabemos que ali há uma riqueza, a riqueza do conhecimento humano em ação dinâmica.

3) Como foi o trabalho de divulgação da empresa?
Mercados são conversações. Não investimos um centavo em mídia de massa. Propagamos a Papagallis a partir de nós mesmos conversando em redes. Falamos nos encontros presenciais e no ambiente da Internet. Apenas conversamos e tudo acontece a partir daí.

4) Como você vê as comunidades virtuais hoje?
Percebo uma expectativa exagerada em relação às redes sociais. As pessoas não estão refletindo, de modo geral, sobre a qualidade e frequência de suas conversações na vida cotidiana. Somos o que operamos entre nós. Pais que não falam com seus filhos não são pais, amigos que nunca se conversam não podem ser amigos, grupos de pessoas que não se falam, ou que apenas repetem um repertório de jargões profissional impessoal o tempo todo

5) Alguns jornalistas afirmam que as comunidades virtuais não são realmente “comunidades” e sim agrupamentos eletrônicos. Você também vê desta forma ou acredita que há interatividade nas comunidades virtuais?
A sensação de pertencimento de cada pessoa em relação a uma comunidade é uma experiência íntima e profunda. Não pode ser medida ou avaliada por um observador externo. Então um grupo de pessoas pode se identificar entre si como uma comunidade e ninguém pode avaliar a extensão deste relacionamento. Antes esta identificação era geográfica, os agrupamentos humanos eram distiguidos como tribos, etnias ou nacionalidades. Agora a Internet traz um dimensão atemporal e não-localizada no conversar cotidiano de grupos de pessoas. Gente espalhada pelo mundo se encontra, trocam uma fala, compartilham um código e se reconhecem em diálogos não-organizados. Será isto uma comunidade? Depende de quais critérios são usados para avaliar isto. O que está em jogo nesta discussão são os critérios de validação do que distinguimos como comunidade, e não a legitimidade desta ou daquele grupo em se perceber enquanto comunidade. Então podemos refletir sobre nossos critérios e não apenas invalidar algo que está acontecendo e que independe de nossa vontade.

Observadores Informais do Global Forum América Latina

Estamos nos preparando para participar da organização do grupo de observadores informais do Global Forum América Latina.

O Global Forum América Latina, a ser realizado entre 18 e 20 de junho, em Curitiba, visa à articulação para a ação cooperativa e formação de alianças estratégicas entre os quatro principais atores implicados na educação para a sustentabilidade: empresas, academia, governo e sociedade civil.

Visa também detectar e debater as necessidades de empresas que buscam o desenvolvimento sustentável, particularmente no que tange à capacitação dos egressos das escolas de ensino superior e à formação de líderes inovadores, preparados e conscientes de suas responsabilidades perante as demandas de um mundo globalizado.

O Global Forum América Latina terá sua abertura oficial no dia 18/06, às 19h.

Neste mesmo dia, das 14h às 18h, na UNINDUS - Universidade Corporativa da Indústria -, acontecerá a apresentação simultânea de resumos científicos e relatos empresariais previamente avaliados e selecionados na modalidade blind review por um quadro de pesquisadores doutores de alto nível.

Será no Pavilhão de Exposições Horácio Coimbra (Av. Comendador Franco, 1341 - Jardim) Curitiba – Paraná – Brasil

Compasso de espera

Time  -Upload feito originalmente por leur1977

Com o anúncio do Governo de apresentar proposta de alteração da Lei Rouanet em 15 dias, o Instituto Pensarte resolveu adiar a Desconferência Geral, marcada inicialmente para o próximo dia 19 de maio.

Assim, será possível promover a discussão com base no documento apresentado pelo Ministério.

A nova data ainda não está fechada. Manteremos todos informados, ok?

Nosso escritório em construção

hub no começo - Upload feito originalmente por spyer

A Papagallis existe a quase dois anos e temos trabalhado esse tempo todo “on site”, ou seja, juntos com nossos clientes, em suas instalações. Além da redução de custos conceitualmente isto nos manteve integrados ao viver cotidiano das comunidades onde atuamos.
Mas desde outubro do ano passado estamos participando do The Hub, um espaço de trabalho co-working onde diversas empresas de inovação e profissionais liberais deverão compartilhar um espaço único no cotidiano da execução de suas tarefas.
A experiência é inovadora no Brasil (já existe em diversos países) e estamos muito entusiasmados em participar da construção deste projeto. Acreditamos que cada vez mais o trabalho compartilhado vai se disseminar como alternativa racional à ocupação de espaços urbanos.
O The Hub está em fase final de preparação e talvez no próximo mês estejamos todos instalados por lá. Enquanto isso não acontece as pessoas que se sentem à vontade em trabalhar nas instalações precárias do espaço já estão ocupando suas posições.
Aí nesta foto temos o Pablo (de boné), um dos responsáveis pelo The Hub, e os papagaios Lígia, Marcelo e Ronaldo, em plena atividade.
O Juliano Spyer publicou em seu Flickr esta foto e resolvi, por pura emoção, publicar este momento de concentração e energia do nascedouro do The Hub São Paulo.
Em breve teremos mais notícias.

Nossos colegas de escritório

todos menos eu - Upload feito originalmente por spyer

Pois é pessoal, parece que os papagaios vão se instalar em breve.
Até agora trabalhamos sem sede, onsite diretamente nos clientes. Mas o projeto do The Hub nos encantou e desde o ano passado estamos envolvidos na construção de um dos primeiros espaços de co-working de São Paulo.
Não vou entrar em detalhes porque o Juliano Spyer, do Não-Zero estava lá e fez um post detalhado sobre o primeiro encontro da equipe de fundadores do The Hub.
Em breve teremos mais novidades sobre nossa instalação por lá, ok?

E aí está o mestre!


maturana_web

Upload feito originalmente por Papagallis

Para quem não conhece o trabalho do professor, aqui está uma referência inicial:

Biólogo chileno, crítico do Realismo Matemático e criador da autopoiese, Humberto Maturana faz parte dos propositores do pensamento sistêmico

“Dizem que nós, seres humanos, somos animais racionais. Nossa crença nessa afirmação, nos leva a menosprezar as emoções e a enaltecer a racionalidade, a ponto de querermos atribuir pensamento racional a animais não-humanos, sempre que observamos neles comportamentos complexos. Nesse processo, fizemos com que a noção de realidade objetiva, se tornasse referência a algo que supomos ser universal e independente do que fazemos, e que usamos como argumento visando a convencer alguém, quando não queremos usar a força bruta.” (extraído do livro “A Ontologia da Realidade” de Humberto Maturana - Ed. UFMG, 1997)