Poderíamos indicar uma centena de bons textos, livros e artigos de autores e especialistas em redes sociais, pensamento complexo e visão sistêmica. Talvez seja mais fácil todos darem um pulinho na Escola de Redes que mantém uma biblioteca de primeira linha e uma ótima rede de conversações sobre o assunto.
Mas hoje aqui vamos destacar uma singela apresentação de um camarada nosso, o Dalton Martins, um ser humano vivo que pode ser encontrado aqui mesmo em São Paulo, lá na USP, e que publicou no Slideshare uma reflexão sobre o tema. Esperamos que aproveitem como nós aqui da Papagallis aproveitamos:
A necessidade faz a invenção. Hoje tivemos oportunidade de atuar m um contexto de conversação absolutamente novo para nós: a vídeoconferência!
Depois de rodarmos as principais capitais do Brasil promovendo encontros de conversação sobre sustentabilidade no projeto Multiconexão Vivo, ainda uma série de cidades desejava participar do processo e simplesmente não seria possível estarmos em todas elas. Haja pegada de carbono, hein?
Então resolvemos nos render a uma ferramenta bastante comum hoje nas empresas: a sala de vídeoconferência. Agendamos encontros em diversas cidades do Brasil ao mesmo tempo, conectamos todas em um canal de videoconferência e começamos o trabalho!
A experiência ofi fantástica e os resultados surpreendentes. Organizamos as conversações de modo que tivéssemos que interferir o mínimo, evitando interromper os grupos em seus fluxos de diálogo.
Começamos com uma atividade inicial e a partir daí seguimos apenas acompanhando as conversas de longe, quase sem interferir. As pessoas puderam interagir em suas localidades em grupos de uma dúzia de participantes, conversando sobre o tema sustentabilidade a partir de suas mais diversas dimensões.
Ao contrário de nossas preocupações que indicavam que conversar deste modo seria dificultoso e impessoal, nossa experiência demonstrou justamente o contrário, com privacidade em seus locais e baixa interferência dos organizadores, as conversas puderam surgir com intensidade e profundidade!
No final do dia quase 10 cidades haviam participado com uma média de oito a dez por cidade. Ou seja, um sucesso!
Agora sabemos que através da vídeoconferência podemos especificar dinâmicas, promover encontros e colher conversações bastante potentes. Pelo menos foi assim que aconteceu nesta série de encontros da Vivo.
Um dos projetos mais interessantes que estamos tocando aqui na rede Papagallis é o Multiconexão Vivo Sustentabilidade. A Vivo tem como um de seus valores a Sustentabilidade e vem construindo nos últimos anos uma série de ações e iniciativas positivas para se constituis como uma empresa realmente sustentável.
Neste ano, nas perspectiva de participar do ISE (Índice de Sustentabilidade das Empresas), a Vivo decidiu promover uma rede de conversações não-estruturada e não-hierárquica em todas seus sites pelo Brasil.
Então lá fomos nós viajando por mais de uma dúzia de cidades em encontros presenciais de conversação onde colaboradores da Vivo, fornecedores, parceiros e governo puderam estar durante uma tarde em reflexão sobre a sustentabilidade de suas vidas e do negócio.
Passamos por Porto Alegre, Brasília, Salvador, Rio de Janeiro, Belém, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo em um processo que durou mais de um mês e envolveu quase 500 pessoas, todas participando espontaneamente,
O resultado foi a ativação de uma rede virtual livre onde sustentabilidade na Vivo é o tema dos grupos, fóruns e blogs dos colaboradores.
Além de tudo isso, ainda neste mês de outubro, teremos um grande encontro em São Paulo reunindo 120 colaboradores Vivo de todo o Brasil, em um evento que vai fechar esta rodada inicial de con ersações e preparar a rede para um segundo momento, bem mais profundo.
Todos estes encontros estão trazendo falas, pensamento e expressões legítimas dos membros da comunidade humana Vivo. Estes materiais estão se consolidando na base das políticas de sustentabilidade da Vivo, uma empresa que, por seu alcance e força de marca, pode fazer muita diferença para a sustentabilidade da vida em nosso país.
A Cristina Yoshida Fernandes, uma das responsáveis pelo Itaú Social, conheceu a Papagallis quando estivemos organizando algumas atividades no encontro presencial da rede Vivo Educa.
Então ela nos convidou a conduzir as conversações dos encontros mensais de voluntariado da rede Itaú Social neste 2009.
A rede Itaú Social é muita extensa e bem organizada. Os funcionários das diversas agências Itaú de todo o Brasil podem se inscrever como voluntários e promover ações sociais com o apoio do Itaú!
Neste caso o evento aconteceu dia 19 de setembro e foi o Voluntários em Questão, iniciativa do Programa Voluntários Itaú Unibanco para promover a troca de experiências, opiniões e idéias dos colaboradores e seus convidados.
Isso nos atraiu bastante porque estamos falando de uma rede onde as pessoas estão inscritas por livre e espontâneo desejo, algo fundamental para a construção de uma rede livre e distribuída.
Então aceitamos o convite da Cristina participando de uma série de reuniões de planejamento e design com sua equipe e diversas lideranças voluntárias do Itaú Social. Encontramos um modelo pré-estabelecido de encontro onde sempre um convidado especial estaria presente trazendo conteúdos estimulantes para os participantes do encontro.
Para nós foi um pouco desafiador porque até então sempre atuamos exclusivamente a partir da inteligência coletiva do grupo onde ninguém teria um papel de destaque. Sempre operamos com a inteligência coletiva e nunca com as competências individuais. Temos grhande dificuldade em organizar encontros onde “especialistas” sobem ao palco e transmitem seus “conhecimentos” a um público de interessados.
Neste caso atuamos com um convidado para dar suporte à discussão. o consultor Fábio Ribas, da Prattein Educação e Desenvolvimento Social. Fábio tem muitas informações sobre o idoso no Brasil e topou participar do encontro como um conversador, e não apenas ocmo palestranate.
Reuniram-se no CEIC cerca de 40 colaboradores e convidados, que trocaram diferentes percepções sobre a relação com idoso, por meio de questões como a convivência entre gerações, respeito à diversidade, mercado de trabalho, integração/espaços de convivência e produtos e serviços disponíveis para este público.
Fábio trouxe diversas dicas e exemplos de projetos que trabalham, na prática, os questionamentos levantados, tirando também dúvidas dos participantes sobre o tema.
Trabalhamos a partir da questão: De que modo podemos seguir convivendo – crianças, jovens, adultos e idosos – para conservar um bem estar que no futuro também nos acolherá em nossa velhice?
Todos refletiram sobre de que modo estamos construindo nossa velhice a partir do espaço relacional em que vivemos em nosso momento presente!
A Papagallis é uma rede de pessoas que promove reflexões, aprendizagem e inovação através de conversações em rede.
Participamos de projetos voluntários e comerciais, de acordo com nossa disponibilidade e interesse.
Atuamos em comunidades, empresas e organizações que buscam, através do diálogo franco e aberto, a solução de conflitos, a implantação de processos de inovação ou apenas uma reflexão lúcida e compartilhada sobre algum tema ou problema de seu interesse.