Arquivo para julho, 2009

sábado, 25/julho/2009

Aprendizagem Informal


Esta imagem produzida pela XPlane para o livro Informal Learning de Jay Cross ilustra as pessoas vivendo seus processos de aprendizado de modo livre e espontâneo.

Foi extraída do poster da Aprendizagem Informal que traz os seguintes conceitos:

* DEFINIÇÃO
Aprendizagem informal é um modo não-instititucional,e não programado, das pessoas aprenderema trabalhar.É uma nova maneira de aprender,onde a função de nossa rede pessoalé otimizada para permitirtrocas de conhecimentoe aprendizado.Assim podemos aprender mais,uns com os outros.

* CONVERSAÇÕES
São o estado-da-arte do Aprendizado Informal.Conversando é possível criar e transmitir conhecimento. Conversas livres e frequentes geram inovação.E as pessoas adoram conversar.Conversar nos mantém ativos e estimulados!

* VISUALISANDO
As pessos entendem melhor aquilo que podem ver.Imagens comunicam muito mais que as palavras e são entendidas universalmente, transpondo barreiras culturais, faixas etárias e níveis de escolarização

* A TERRA É PLANA
Hpje a localização não é mais um fator estratégico.Organizações são pontos de conexão que se encontram no horizonte de uma rede mundial de negócios.

segunda-feira, 6/julho/2009

Fragmentos coerentes de uma conversação em curso


Five pencils

Upload feito originalmente por Rune T

Estas são as contribuições de Luiz Algarra até este momento a um debate que está acontecendo na Escola de Redes onde um grupo de entusiastas, animados por Augusto de Franco e sua percepção de que já sabemos como estabelecer redes em empresas o organizações, discute os diversos aspectos deste tema.

Não deixe de aocmpanhar toda a conversação e inscreva-se na Escola de Redes se aprecia o assunto.

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É isso mesmo, Augusto. Nós da rede Papagallis estamos exatamente neste ponto. Temos conversado assiduamente com pessoas que tem algum porder de decisão dentro de organizações hierárquicas e que já desejam propor experiências em rede para suas comunidades. O que temos vivido nos últimos meses em que mantemos estas conversações com estas pessoas é uma dificultosa caminhada no sentido de implantar uma experiência temporária (pelo menos) nas organizações que exigem saber PARA QUÊ servirá tal experiência e quais serão seus RESULTADOS PRÁTICOS E IMEDIATOS.
Como não queremos criar falsas expectativas sobre os resultados percebidos desta rede, principalmente porque não podemos conhecer qualquer resultado de uma rede, sobretudo porque a PRÓPRIA REDE É O RESULTADO, então vamos a passo de minhoca penetrando no tecido blindado das corporações.
Por outro lado esta atividade tem sido extremamente satisfatória já que está nos trazendo um aprendizado enorme sobre os pontos de resistência que preservam nas organizações o status quo da hierarquia.
Além disso, conversar com nossos visinários interlocutores que lutam para fazer avançar suas comunidades, nos traz uma experiência muito recompensadora: vê-los refletir sobre seu próprio modo de viver nestas organizações e desenvolver um pensamento sistêmico sobre os limites de sua organização e sobre o significado de viver em rede!
Bem, não vamos desistir, seguimos tentando. Não porque estamos em algum tipo de batalha ou militância xiita, nada disso. Seguimos sem esforço apenas porque já não é possível voltar atrás, ignorando que o modelo de rede será o próximo passo da humanidade em sua tresloucada aventura de preservar a si mesma.
Ou alguém aí duvida que se a hierarquia persistir por muito tempo toda a vida humana na terra poderá desaparecer? Na competição amigos, está nossa extinção, apenas isso.

Domingo, 5/julho/2009

Construindo redes como netweavers de segunda ordem


Drosting Hands

Upload feito originalmente por Josh Sommers

Emprestando um conceito da cibernética gostaria de convidar a todos a uma reflexão sobre nossos papéis como netweavers nas redes que incentivamos.

Na década de 80 houve um desenvolvimento no campo da Cibernética que resultou na passagem da Cibernética de Primeira Ordem ou dos Sistemas Observados para a Cibernética de Segunda Ordem ou dos Sistemas Observantes. Melhor explicando: O sistema deixa de ser observado de fora pelo observador que passa para uma postura de co-participação na observação do sistema em pleno funcionamento. Assim novas tendências foram incluídas à prática sistêmica pois era preciso quebrar ou evoluir dos ideais lineares para os circulares.

Bem nesta época diversos profissionais atuavam como “animadores de redes”, principalmente nos ambientes de educação à distância (EAD) visando sobretudo reduzir a taxa de desistência dos cursos online através de interações e provocações motivacionais. Projetos de gestão do conhecimento contratavam monitores, tutores e animadores de rede para ambientes onde deveriam ocorrer o compartilhamento de conhecimento, produção e troca de informações entre os usuários (assim eram chamados) destes ambientes virtuais.

Estes animadores de rede assumiam uma posição de poder neutro, mediando debates, cobrando presença, mensurando resultados e organizando as interações entre os membros do ambiente virtual referido. Obviamente estas estratégias resultavam em alterações do comportamento das pessoas conectadas mas não apresentavam resultados satisfatórios, pelo contrário, a maioria se sentia incomodada e invadida quando tocada por este tipo de recurso.

A principal diferença entre este “animadores de rede” e os netweavers, a partir da evolução da Cibernética de Primeira Ordem para a Cibernética de Segunda Ordem, diz respeito à compreensão do lugar que ocupamos na rede, saido de uma condição de detentores do poder, como mediadores, para uma posição mais igualitária de co-responsabilidade e co-inspiração junto ao integrantes da rede.

Para isso é preciso, antes de mais nada, que cada um de nós se assuma como um ser humano que traz em si a dinâmica de uma história individual repleta de critérios próprios. Cada um de nós, netweavers, trazemos introjetados em nossos valores, uma família e cultura que usamos como parâmetros para nos orientarmos dentro da realidade que distinguimos como válida e na qual acreditamos estarmos inseridos.

Aceitando então que não somos neutros nem imparciais, e nos observando enquanto alguém que vê e ouve tudo de um lugar íntimo pessoal intransferível, não estaremos mais nos mitificado como experts, especialistas em fazer redes ou orientá-las de algum modo, (como se isso fosse possível).

Poderemos então assumir conscientemente a característica de facilitadores do diálogo, utilizando cada um de nós, de seu mundo interno na co-construção de uma realidade co-ordenada entre os membros da rede.

O conceito de auto-reflexividade passa a ocupar uma posição central, significando “um diálogo interno do indivíduo consigo mesmo e a tomada de consciência dos próprios preconceitos e teorias através das quais se vê e compreende o outro e o ambiente circundante” (Boscolo & Bertrando, 1996). Esta é uma importante mudança epistemológica, pois amplia e aprofunda os efeitos da abertura da “caixa preta”, favorecendo a passagem de uma visão reducionista, baseada na descoberta de padrões comportamentais, para uma visão de maior complexidade e abertura, inclusive em direção ao mundo interno do indivíduo, suas histórias, seus significados e suas emoções.

Essa mudança epistemológica permite uma nova compreensão sobre a circularidade, que passa de uma “categoria de observação” para uma “postura de interação”, demandando do netweaver uma sensibilidade em perceber os comportamentos verbais e não-verbais dos membros da rede, assim como as nuanças de suas próprias respostas nesse contexto interacional. É importante que o netweaver esteja atento a todos os recursos disponíveis. Quanto mais astuta ou perspicaz for a observação, mais as perguntas poderão estar refinadas para perceber as respostas da rede, e mais próximos e implicados estaremos do grupo.

É nesse contexto que todos se tornam responsáveis, numa atividade de construção conjunta, pela emergência de hipóteses, questionamentos e novos significados, num encontro que agrupa não só as crenças e relações entre os membros, mas os pressupostos e construções advindos de nossa própria experiência e dos valores sustentados em nossas interações com outros relacionamentos familiares, sociais e culturais. Esta arquitetura lingüística permite a construção de uma ética característica deste um encontro quase mágico entre o netweaver e rede. Ou melhor dizendo, um encontro humano, com tudo de simples e extraordinário que isto evoca em nosso cotidiano neste planeta.

* Este artigo foi originariamente escrito por Luiz Algarra para a Escola de Redes na inspiração do Simpósio em Campos do Jordão entra as conversações dos papagaios (Mafeteco, Alblum, Richieri, Lígia e Munduruca) sobre a terapia familiar sistêmica da Escola de Milão.