Arquivo para fevereiro, 2009

sábado, 21/fevereiro/2009

Porque quero querer o que quero?

Preparamos uma versão bem básica de uma linha do tempo da teoria de sistemas. A wikipedia serviu como fonte de consulta. É apenas um rascunho inicial a ser desenvolvido progressivamente.

A ajuda de todos é muito bem-vinda.

http://www.xtimeline.com/timeline/Teoria-de-Sistemas

Porque estamos estudando Teoria de Sistemas? Bem, começamos a entender qua cibernética e o pensamento complexo está, em última análise, nos fundamentos das reflexões sobre conversações humanas.

Considerando que tudo que é dito é dito de um observador a outro que pode ser ele ou ela mesmo. Ou seja, entendendo que a realidade não existe em si e nós, observadores, vivemos nos coordenando em interações para operar como operamos, então os sitemas complexos, com observações de segunda e quarta ordem. são uma excelente fonte de reflexões para quem busca responder perguntas do tipo: Porque quero querer o que quero?

E por aí vamos…

sexta-feira, 13/fevereiro/2009

Conhecendo o World Café



O World Café é uma tecnologia de convivência, um processo, uma comunidade e uma série de valores e técnicas que ajudam pessoas que desejam ser anfitriãs de conversas realmente importantes para um comunidade.

Desde 1995, conversações do café acontecem em vários lugares do planeta. Essas conversas são balizadas pelo desejo de mudança e aprendizado e partem do princípio de que é possível modelar nosso futuro e nossa vida através de conversações que realmente importam.

As conversações do café são balizadas por 7 princípios fundamentais, que estão descritos abaixo.

Princípios

  1. Defina o contexto: esclareça seu proposito: Pergunte-se “Que conversações hoje fariam diferença para nosso futuro ou para determinado assunto explorado hoje?”. Convide as pessoas certas: diversidade no grupo é importante! Visões diferentes produzem resultados criativos e ricos. A intenção do café é enxergar novas possibilidades coletivamente e compartilhar conhecimentos misturando pessoas de diferentes níveis e com diferentes perspectivas. Não há pressão para obtenção resultados imediatos, fazendo com os participantes se sintam mais capazes de compartilhar seus melhores pensamentos sobre determinada questão e gerar ações inovadoras.
  2. Crie um ambiente acolhedor e agradável: pense em maneiras para criar um ambiente acolhedor, agradável, inspirador e convidativo. Flores, comida e música ajudam!
  3. Explore questões que realmente importam: foque em perguntas que despertem a atenção do grupo que aponte os anseios para solução da mesma;
  4. Encoragem a contribuição de todos: Numa mesa com 4 ou 5 pessoas, ninguém pode se esconder. Respeite a individualidade de cada um mas convide todos a participar da conversar.
  5. Faça a polinização cruzada de idéias e as conecte.
  6. Procurem juntos padrões, insights e questões cada vez mais profundas.
  7. Colha e compartilhe idéias com o grupo: isto pode ser feito de várias maneiras, desde a escrita na toalha de mesa ou tento alguém diagramando as conversas em um grande painel na parede. Um grande círculo ou um aquário no final de cada etapa ajuda neste compartilhar de idéias.

Funcionamento

Uma descrição completa de como ser anfitrião de um café pode ser encontrada no livro The World Café de Juanita Brown e David Isaacs, criadores da metodologia.

Basicamente, as pessoas são convidadas ao evento para conversar sobre uma questão.

O anfitrião do encontro recebe e dá as boas vindas as pessoas e pede para que elas se sentem nas mesas. Geralmente 4 ou 5 pessoas por mesa é um número bom.

Mesas redondas e menores são bem interessantes para uma conversação do café

O anfitrião fala um pouco sobre o método para aqueles que ainda não conhecem. Em seguida, ele propõe a discussão da primeira questão do encontro.

A música ambiente sobe e as conversações começam. os convidados vão anotando nas toalhas coisas interessantes que eles descobrem ou que julgam importante anotar. Eles rabiscam, fazem mapas mentais e diagramas diversos nas mesas.

Depois de um certo tempo (de 15 a 30 minutos), o anfitrião pede para que as pessoas troquem de mesas. Neste momento, uma pessoa é escolhida para ficar de anfitriã em cada mesa. Essas pessoas explicam para os outros que irão chegar o que foi conversado naquela mesa até aquele momento.

As conversações voltam a acontecer e são construídas a partir do conhecimento já disseminado nas mesas.

Algumas rodadas são feitas até que o grupo decide compartilhar em um único grupo os insights pessoais e as desobertas coletivas que fizeram até o momento. Esta etapa do evento pode ser feita através de um grande círculo de conversas ou em um ou mais aquários espalhados pelo salão.

Como sugestão, uma pessoa pode ficar encarregada de fazer um relato gráfico daquilo que está sendo colocado no aquário.

Links Externos

* The World Café (o livro)
* Site oficial

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sexta-feira, 13/fevereiro/2009

O que é um fórum de Investigação Apreciativa?

Realmente, é uma reunião de planejamento atípica!

Todo o sistema participa – uma amostra de todos os envolvidos. Ou seja, mais diversidade e menos hierarquia do que normalmente se tem numa reunião de trabalho. Cada pessoa tem a chance de ser ouvida e de aprender outras maneiras de enxergar a tarefa a ser realizada.

Iniciamos com uma Abordagem para a mudança baseada em pontos fortes.
Antes de imaginarmos, juntos, as possibilidades futuras, primeiro nos re-conectamos com nossos principais fatores de sucesso – ou seja, coisas que nos permitem ser bem sucedidos quando estamos no nosso melhor.

As pessoas Auto-gerenciam seu trabalho, e usam Diálogo – e não “resolução de problemas” – como a principal ferramenta de mudança. Isso significa nos ajudarmos mutuamente, a fim de realizarmos as tarefas e assumirmos responsabilidade por nossas percepções e ações.

Pontos comuns e narrativa rica são o referencial – e não gestão de conflito ou negociação. Isto significa reconhecer nossas diferenças, ao invés de termos que reconciliá-las. Buscamos significado e direção em relatos que honrem e nos conectem à nossa “história como uma possibilidade positiva”.

Usamos a Investigação Apreciativa (IA) – apreciar significa valorizar – para entender tudo aquilo que valorizamos, que merece ser valorizado. Investigar significa estudar, fazer perguntas, buscar.
Assim, a IA é uma busca colaborativa para identificarmos e entendermos os pontos fortes da organização, seu potencial, suas maiores oportunidades e as maiores esperanças das pessoas para o futuro.

Ação inspirada em benefício do todo – Porque o sistema como um todo está representado, fica mais fácil tomar decisões mais rápidas e nos comprometermos com a ação, publicamente – abertamente, onde todos podem apoiar e ajudar a fazer acontecer. O movimento para a ação é guiado por inspiração interna, liderança compartilhada e iniciativa voluntária. As pessoas trabalham no que têm mais paixão, no que mais lhes interessa e no que acreditam que fará uma diferença positiva.

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