Arquivo para agosto, 2008

sexta-feira, 22/agosto/2008

David Cooperrider e a sustentabilidade


Estivemos com David Cooperrider durante uma tarde inteira na FEBRABAN, em mais um encontro da série Café com Sustentabilidade onde empresários e convidados se reuniram para apreciar uma palestra do professor.

Ele nos falou sobre sustentabilidade na perspectiva das oportunidades de negócios que surgem a cada dificuldade social que encontramos atualmente neste planeta.

Cooperrider é um pesquisador, um ativista das conversações positivas como ferramentas de ativação do potencial humano e um propagador da Investigação Apreciativa, metodologia de construção de inovação em comunidades e empresas. Ele tem um jeito simples e acessível de se apresentar, um olhar franco e voz clara das pessoas que tem convicção daquilo que pensam, falam e fazem.

David entende que esta geração tem um desafio e uma oportunidade incomensuráveis. Vivendo uma crise de recursos planetários os líderes de negócios passam a ter de operar com conceitos de competitividade de longo prazo.

As novas lideranças deverão criar um sistema de forças que tornem as fraquezas irrelevantes, superando os obstáculos a partir das ações positivas e inovadoras.

Aqui David faz um alerta importante, explicando que as gerações anteriores vem aprendendo com erros e acertos mas, a partir de agora, não teremos mais espaço para errar. Estamos em uma situação-limite onde uma tragédia nuclear ou a extinção em massa das espécies não nos trarão nenhum aprendizado, apenas ruína!

Como estratégia para superar este impasse nos falou em aprendizado antecipado, uma capacidade de prever problemas e antecipar soluções através do uso de uma inteligência coletiva que só pode ser acessada por diálogos organizados e inspiradores, como é o caso da Investigação Apreciativa, metodologia criada e disseminada poe ele em todo o mundo.

David nos apresentou diversos casos de sucesso da aplicação da Investigação Apreciativa em empresas norte-americanas de grande porte. De embalagens descartáveis feitas com fibras naturais à produção de areia fertilizante produzida a partir de resíduos de fundição, nos apresentou uma série de inovações geradas em encontros promovidos pela Investigação Apreciativa.

Além do papel central das empresas no processo de tomada de consciência sobre a sustentabilidade do planeta, David também enxerga um protagonismo necessário das intituições de ensino que devem passar a formar desde já pessoas engajadas em conversações positivas que pautem a sustentabilidade como tema organizador das ações e conhecimento humano.

Ele também citou o Brasil como um país de enorme potencial de inovação na busca por soluções sustentáveis. David acredita que a diversidade de nossa natureza e a composição cultural variada de nosso povo, estabelecem condições ideais para que nosso país se destaque como um centro potencial de diálogos de qualidade sobre sustentabilidade.

Concluiu reforçando a importância de trabalharmos nossos pontos fortes, em nossas empresas, intituições e vida pessoal, promovendo as transformações necessárias para nossos desafios de curto, médio e longo prazo, além de destacar que as lideranças tem, mais do que nunca, uma responsabilidade fundamental nos destinos do bem-estar humano no planeta terra.

sexta-feira, 22/agosto/2008

Investigação Apreciativa na Univ. São Judas Tadeu


Nas últimas duas semanas tivemos uma oportunidade maravilhosa! Nosso amigo Wellington Cruz, Professor de Responsabilidade Social e Cidadania Corporativa da Universidade São Judas Tadeu (SP), nos convidou para promover uma Investigação Apreciativa em uma turma de pós-graduandos do Curso de Recursos Humanos na Gestão de Negócios. Estabelecemos como objetivo a construção do curso a partir do interesse e repertório de cada aluno. Um desafio e tanto!

Wellington nos deu duas aulas para a execução do projeto. Durante duas tardes de sábado estivemos reunidos com quase quarenta alunos em uma sala de aula do Bairro da Móoca, ativando-os para conversar na convergência de um projeto único porém, não necessariamente consensual!

Investimos o primeiro dia na construção do grupo. A turma se compunha se alunos graduados em diversas áreas (psicologia, jornalismo, administração, etc) e de séries diferentes. Então eles puderam se conhecer a partir de agrupamentos por série, curso e sexo. Conversaram desse modo por alguns minutos até a convivencialidade começar a surgir.

Partimos então para um trabalho onde cada um escreveu em uma folha de papel um sinônimo pessoal para a palavra sustentabilidade. As pessoas circularam pela sala percebendo as palavras umas das outras e se conectaram a outras duas palavras semelhantes à sua. Formamos grupos de seis pessoas para elaborar a devolutiva dessa experiência e o tema sustentabilidade estava naturalmente introduzido, a partir do linguajear do grupo. Enquanto isso na lousa publicamos a nuvem de palavras produzida pelo grupo. Lindo!

Em seguida os grupos responderam a pergunta: Sustentabilidade para quem?. Recolhemos as respostas e montamos um mapa coletivo no chão no sala de aula agrupando os stakeholders. Então tínhamos na lousa um mapa de palavras indicando “o que” é sustentabilidade para o grupo e no chão na sala um mapa representando “para quem”.

Consultando estas informações pedimos a cada um que repondesse em uma folha individual às perguntas: “Por que vc está fazendo esta disciplina? Como empreender em RH com sustentabilidade? Qual é o próximo passo? Como você pretende refletir sobre tudo isso? Qual a reflexão que eu você deseja fazer nesta disciplina?”. Estas respostas nos trouxeram subsídios para a formulação de um Tópico Afirmativo, ponto de partida da Investigação Apreciativa que realizamos no sábado seguinte.

Mas essa é outra história, e quem vai contar é a Maria Fernanda!

quinta-feira, 7/agosto/2008

Jay & Luiz

Jay & Luiz - Upload feito originalmente por jaycross
Quando fundei a Papagallis foi a partir de uma inspiração ao ver o Mapa da Aprendizagem Informal de Jay Cross. Eu nem conhecia o cara mas quando bati o olho naquele mapa e percebi seus conceitos de aprendizagem sem esforço, entendi que um novo caminho estava se apresentando para mim. Tudo isso está descrito nestes posts que publiquei naquela época.
Pois bem, esta semana Jay esteve em São Paulo e tive a oportunidade de estar com ele em diversas ocasiões. Almoçamos, jantamos, visitamos o Museu da Língua Portuguesa, A Pinacoteca do Estado, o Itaú Cultural e a exposição FILE 2008.
Nos divertimos muito e eu pude conversar sobre todos os meus assuntos favoritos. Aprendizagem informal, desconferência, worldcafé, novos modelos de aprendizagem. comunidades de prática, aprendizado em rede e muito mais.
E ainda por cima olha eu aí no Flickr no Jay Cross! Parece até um sonho. Depois de dois anos de convivência pela web nos encontramos como velhos amigos!
Essa é a força da rede moçada. Vale a pena experimentar…

domingo, 3/agosto/2008

Quem é a praga?


black and white [02] por myrmician.

“Todas as formigas do planeta, em conjunto, têm uma biomassa maior do que a dos seres humanos. Formigas ter sido incrivelmente produtivas durante milhões de anos, mas a sua produtividade nutre plantas, animais e solo. Nós humanos, em nossa industrialização, produzimos bem menos do que todos nós precisamos, ainda que tenhamos provocado uma diminuição em quase todos os ecossistemas do planeta. A natureza não tem um problemas em seus processos de produção. Nós é que estamos criando problemas.”

Tradução livre de Cradle to Cradle: remaking the way we make things, by William McDonough and Michael Braungart

domingo, 3/agosto/2008

Participamos de uma investigação


Loupe & lettres por Alain Bachellier.

Como muitos de vocês já sabem a Papagallis vem trabalhando processos de conversação na Rede de Academias Bio Ritmo desde o início de 2007. Com a turma da Bio já vivemos aprendizagem informal, redes sociais, dinâmicas de conversação e uma série enorme de worldcafés, sempre na perspectiva de equilíbrio entre o bem-estar da equipe, a satisfação do cliente e os resultados de caixa do negócio. Até agora tudo correu muito bem mas sentíamos que faltava alguma coisa.

Então conhecemos a Investigação Apreciativa como metodologia aplicada no Global Forum America Latina, e tivemos contato com uma rede de investigadores formados pela Case Western e pela UNINDUS. No meio desta turma toda fizemos uma amizade enorme com a Maria Fernanda que se dispôs a aplicar um processo de Investigação Apreciativa com a Papagallis no recente encontro semestral de lideranças da Bio Ritmo, em Catanduva. Olha, foi muito legal!

Estivemos reunidos por um dia e meio de intensa atividade. Começamos com uma investigação para descobrirmo juntos como a confiança foi importante na vida de cada um de nós para o êxito de nossos empreendimentos pessoais. As pessoas contaram suas histórias, expuseram-se e foram ouvidas apreciativamente em duplas. Em seguida cada um contou na roda a história do outro e uma chuva de potências, virtudes e qualidades surgiu em cada grupo. Neste fluir de boas coisas cada grupo montou um símbolo, uma brasão, uma arte que representava tudo de bom que o grupo havia compartilhado.

Com esta força seguimos para a construção do sonho que. naquele encontro, passou por um futuro melhor para todos da comunidade Bio Ritmo, colaboradores, clientes e investidores. As pessoas viajaram para um futuro próximo onde tudo na empresa funcionava de acordo com o que pode haver de melhor para todos. A representação deste sonho foi compartilhada em cenas, sketches teatrais onde pudemos espiar o futuro de uma Bio cada vez melhor.

Daí em diante ficou fácil. Entramos na terceira fase onde cada grupo indica uma série de ações que contribuem para a construção efetiva do sonho. Até o anoitecer a turma trabalhou discutindo processos, propondo alternativas e criando soluções para a trazer para a prática tudo que o sonho exigia. Terminaram com uma grande lista de ações a serem encaminhadas a partir de agora. Na manhã seguinte estas ações foram discutidas com os diretores nas mesas para sistematização da ordem de implantação de cada uma delas em um cenário atual de negócios.

Um prazer adicional foi conduzir o processo lado-a-lado num par de facilitadores Maria Fernanda/Luiz Algarra, com trilha sonora e inspiração do Alberto e suporte da Lígia e do Marcelo.

E ainda na sexta-feira tivemos uma pizzada com a turma de líderes da Bio que mandam muitíssimo bem numa festa de street-dance, axé, funk e qualquer outro desses ritmos que ele usam para malhar com a turma nas aulas de ginástica. Um show de sincronismo e amizade!

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