Arquivo de Junho 2008

Fazendo amigos na Vflow

Logo Vflow

Conhecemos a equipe da Vflow no Global Forum America Latina, eles são os responsáveis pela implantação de um sistema de rede social com suporte a vídeo. A solução nos pareceu bem robusta e bem interessante, até pelo fato de conhecermos o Drupal e seu potencial na construção de ambientes como este.

Conversei bastante com o Loïc Jeannin, um dos principais responsáveis pela Vflow e percebi uma visão bem lúcida sobre a importância do vídeo na formação de redes sociais. Loïc ficou muito interessado nos trabalhos de ativação de redes sociais que a Papagallis oferece e talvez até possamos apoiá-los na consolidação de algumas redes implantadas pela Vflow.

A ativação das redes a partir de encontros presenciais da comunidade é uma estratégia de ação que faz todo o sentido e a parceira de empresas de soluções de software com a Papagallis é natural nesse sentido.

Vflow Web Vídeo é uma empresa focada na indexação e difusão de conteúdo em vídeo digital, e vem desenvolvendo projetos para empresas como: MTV, TV Cultura, SENAI, PUC-PR e FIEP, entre outras.

Visite o site da Vflow, especificamente a área de Blog Vídeo onde tem uns cases bem bacanas como o Maria Bonita, Hip-Hop TV e MTV(A fila anda).

Bem, vamos ver o que rola, mas de qualquer modo foi muito legal conhecer essa turma.

Observações sobre o GFAL 2008



Em primeira mão publicamos aqui o resultado do trabalho do Observadores Informais do Global Forum America Latina 2008 que terminou ontem em Curitiba. Quase toda a equipe da Papagallis (Algarra, Alberto, Lígia e Ronaldo) fez parte do grupo.

Acompanhe aqui os relatos produzidos por um grupo de vinte Observadores Informais sobre as dinâmica relacionais que surgiram nas interações entre os participantes no fluxo dos processos de conversação do GFAL 2008. Acompanhe as postagens e mergulhe na observação do que aconteceu no GFAL 2008 pelo olhar dos Observadores Informais.

Entrevista para o Comunique-se

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Upload feito originalmente por luc legay

Respondi algumas perguntas por email para a jornalista Izabela Vasconcelos do Comunique-se e compartilho aqui com todos:

1) Como surgiu a idéia de criar uma empresa neste segmento?
A Papagallis não surgiu a partir de uma percepção de mercado, nasceu pela espontaniedade de alguns de nós que buscavam coerência entre nossa vida pessoal e atuação profissional. Criamos a Papagallis como um espaço de experimentação onde poderíamos aprender, vivendo e trabalhando, a partir de nossos serviços para a comunidade de seres humanos que habita este planeta. Então nossas experiências pessoais anteriores se combinaram, tecnologia, redes sociais, ativação de grupos e comunicação democrática se encontraram num espaço de ação a que chamamos Papagallis, e assim nasceu.

2) A Papagallis tem alguma concorrente?
A Papagallis não é uma empresa, é uma rede de pessoas. Somos únicos porque nossa rede é formada por pessoas únicas que atendem de modo único outras redes de pessoas que também são únicas. O vier humano acontece a partir de uma cultura de interações em redes, então existem pessoas formando ou reativando redes a todo momento. Seria ótimo se mais pessoas fizessem o que fazemos, facilitando estes processos para o maior número possível de indivíduos. Quando encontramos um grupo de pessoas que faz isto não vemos um concorrente, tentamos nos acoplar pois sabemos que ali há uma riqueza, a riqueza do conhecimento humano em ação dinâmica.

3) Como foi o trabalho de divulgação da empresa?
Mercados são conversações. Não investimos um centavo em mídia de massa. Propagamos a Papagallis a partir de nós mesmos conversando em redes. Falamos nos encontros presenciais e no ambiente da Internet. Apenas conversamos e tudo acontece a partir daí.

4) Como você vê as comunidades virtuais hoje?
Percebo uma expectativa exagerada em relação às redes sociais. As pessoas não estão refletindo, de modo geral, sobre a qualidade e frequência de suas conversações na vida cotidiana. Somos o que operamos entre nós. Pais que não falam com seus filhos não são pais, amigos que nunca se conversam não podem ser amigos, grupos de pessoas que não se falam, ou que apenas repetem um repertório de jargões profissional impessoal o tempo todo

5) Alguns jornalistas afirmam que as comunidades virtuais não são realmente “comunidades” e sim agrupamentos eletrônicos. Você também vê desta forma ou acredita que há interatividade nas comunidades virtuais?
A sensação de pertencimento de cada pessoa em relação a uma comunidade é uma experiência íntima e profunda. Não pode ser medida ou avaliada por um observador externo. Então um grupo de pessoas pode se identificar entre si como uma comunidade e ninguém pode avaliar a extensão deste relacionamento. Antes esta identificação era geográfica, os agrupamentos humanos eram distiguidos como tribos, etnias ou nacionalidades. Agora a Internet traz um dimensão atemporal e não-localizada no conversar cotidiano de grupos de pessoas. Gente espalhada pelo mundo se encontra, trocam uma fala, compartilham um código e se reconhecem em diálogos não-organizados. Será isto uma comunidade? Depende de quais critérios são usados para avaliar isto. O que está em jogo nesta discussão são os critérios de validação do que distinguimos como comunidade, e não a legitimidade desta ou daquele grupo em se perceber enquanto comunidade. Então podemos refletir sobre nossos critérios e não apenas invalidar algo que está acontecendo e que independe de nossa vontade.

Curso básico para estrangeiros em Biologia Cultural

Abertas inscrições para curso de Maturana/Ximena em agosto. O curso vai acontecer em Santiago do Chile, de 18 a 22 agosto de 2008, das 10:00 a 18:00h. As inscrições podem ser feitas diretamente com a Alejandra Perez, assistente executiva do Instituto Matriztico. Maiores informações aqui pelos telefones do Instituto Matriztico: 56-2-2056121 e 56-2-2059634. Baixe aqui o material original sobre o curso.