Arquivo para julho, 2007

segunda-feira, 23/julho/2007

Os seis tipos de rede segundo Karen Stephenson

Segundo a antropóloga social Karen Stephenson, em qualquer organização social, seja ela uma empresa, sindicato ou associação, existem seis tipos de redes com características diversas e complementares. Estas redes representam os caminhos “invisíveis” das relações sociais e das informações que tem influência direta no sucesso ou fracasso destas organizações.

A partir de um levantamento estatístico detalhado é possível levantar o véu destas redes e obter uma visão dinâmica da sua evolução e funcionamento que pode apoiar decisões estratégicas para a sobrevivência das organizações.

“No entanto”, destaca Karen Stephenson,”é necessária uma espécie de amor obstinado para convencer as pessoas a lhe contar o que sabem sobre seus hábitos, regras e práticas de relacionamento profissional”, ao falar sobre a dificuldade na realização de uma pesquisa como essa.

Karen Stephenson é antropóloga social com formação em química quântica e artes.
Nos últimos anos tem trabalhado com professora em escolas de gestão e administradora de sua empresa de análise de redes (Netform.com).

A seguir, de forma suscinta, estão apresentadas as seis formas de rede que podem ser encontradas em uma organização segundo o método desenvolvido por ela:

1. A Rede Do Trabalho
(Com quem você troca informação como a parte de suas rotinas diárias de trabalho?)
Os contatos diários e as operações rotineiras representam “o pulso relaxado, habitual, mundano” de uma cultura. “As funções e as disfunções; as trocas de favores e as falhas tornam-se sempre evidentes aqui, “diz a professora Stephenson.

2. A Rede Social
(Com quem você faz contatos “para verificar, dentro e fora do escritório, o que esta acontecendo no trabalho?)
Esta rede é importante primeiramente como um indicador da confiança dentro de uma cultura empresarial. As organizações saudáveis são aquelas cujas redes sociais revelam “coesão social” suficiente para suportar o stress e a incerteza, mas que não exijam muito investimento em tempo e capital social de seus participantes.

3. A Rede Da Inovação
(Com quem você colabora ou contribui em torno das idéias novas?)
Há uma sinceridade e um encantamento infantil nas conversações conduzidas nesta rede, porque as pessoas falam abertamente sobre suas percepções, idéias, e experiências. Por exemplo, “porque nós usamos quatro linhas de produção separadas quando três seriam suficientes?” Ou então, “vamos experimentar e ver o que acontece!” as pessoas-chave nesta rede fazem vista grossa das tradições da empresa e podem colidir com os guardiões corporativos do “expertise” e do saber, menosprezando-os como “relíquias”.

4. A Rede Dos Especialistas
( Quem você procura para obter informação especializada (expertise) ou conselhos?)
Nas organizações existem estas redes nucleares cujos os membros-chave detêm o crítico e estabelecido, e muitas vezes tácito, conhecimento da empresa. Como a fórmula da Coca-Cola, este tipo de conhecimento é mantido freqüentemente como um segredo. As pessoas-chave nesta rede são ameaçadas frequentemente pela inovação; provavelmente entrarão em conflito com os inovadores e os considerarão “indisciplinados”.

5. A rede de orientação de carreira ou de estratégia(A quem você vai pedir conselhos sobre o futuro?)
Se as pessoas tenderem a confiar na opinião de outros, da mesma companhia, na orientação de suas carreira ou como mentores pessoais , isso indicará um nível elevado de confiança.
Esta rede frequentemente influencia diretamente a estratégia corporativa por que as decisões sobre carreiras e os movimentos estratégicos são ambos voltados para o futuro.

6. A Rede De Aprendizagem
(Com quem você trabalha para melhorar processos ou métodos existentes?)
As pessoas-chave nesta rede podem transformar-se em pontes entre as redes de especialistas e as redes de inovação, facilitando o diálogo entre a velha guarda e a vanguarda.
Como a maioria das pessoas são temerosas das mudanças genuínas, esta rede tende a ficar adormecida até que uma mudança qualquer desperte um novo sentimento de confiança.

Extrato do artigo
“Karen Stephenson’s Quantum Theory of Trust – By Art Kleiner” in Strategy Business Review

http://www.strategy-business.com/press/article/20964?pg=all

sexta-feira, 20/julho/2007

Conhecimento sem intermediários

Esta semana conheci mais de perto alguns sites que permitem que usuários troquem (e até comercializem) conhecimentos sobre temas específicos. Funcionam como uma espécie de “bolsa de sabedorias” onde especialistas se cadastram para prestar consultoria, compartilhar soluções e resolver dúvidas de uma comunidade de inscritos. Destaco três deles:

O Squidoo permite a criação de “lentes de especialização”, são seções que integram textos, links, fotos e vídeos organizados por alguém sobre um assunto específico. Na verdade funciona mais como uma espécie de agregador de conteúdos RSS, ok?

Já a plataforma Complore (acrônimo de Come Explore) tem o objetivo de agregar redes de académicos e de especialistas técnicos em diversas áreas do conhecimento.

A primeira tentativa 100% comercial está na plataforma Kasamba – aqui o utilizador pode encontrar um sem número de especialistas em diversas áreas. Coloca-se uma pergunta, espera-se uns momentos pelos «replys» de candidatos às respostas, analisam-se os seus currículos, escolhe-se um e após o pagamento de 5 dólares, recebe-se a resposta.

E tem também o iKarma que é um site especializado em gerar ratings da reputação intelectual e profissional dos utilizadores registados. Ou seja, uma espécie de «bolsa» de capital relacional: dependendo da qualidade do serviço prestado, os clientes podem enviar os seus comentários e ratings para o registo iKarma do prestador de serviços. Este envio de informação cria o rating de reputação da empresa ou do freelancer registado no iKarm, e assim por diante.

Já o Wengo é o mais bem resolvido comercialmente. Os especialistas anunciam seus produtos e vendem tempo. Horas de reunião e contato sobre os mais diversos assuntos.

Se alguém visitar e usar algum deles, por favor volte até aqui e comente, certo?

 

segunda-feira, 9/julho/2007

Comente, e vamos discutir

comet1

Originally uploaded by Frank Boisvert.

Muita gente ainda acredita que para colocar pessoas aprendendo e trabalhando juntas na internet, é preciso algum software colaborativo de última geração.

Eles se esquecem que os aspectos sociais de relacionamento e integração entre as pessoas são os verdadeiros fatores que determinam o sucesso ou fracasso de qualquer experiência de aprendizado ou trabalho à distância em grupo.

O sistema humano é muito, mas muito mais importante que o sistema tecnológico.

Ambientes competitivos geram equipes desintegradas. As pessoas não conseguem dar o melhor de si em comunidades onde só os vencedores são reconhecidos.

Todos do grupo devem ter uma atitude de compartilhamento para que um projeto colaborativo possa funcionar, presencialmente ou virtualmente, tanto faz.

Ocorre que os meio digitais são mais transparentes e refletem com clareza a capacidade de comunicação e troca dos indivíduos. Enquanto nas reuniões presenciais é possível participar sem contribuir, nos ambientes digitais isso não acontece. Aqueles que só ouvem, nunca falam, não comentam e nem contribuem, aparecem como o que realmente são: colaboradores ausentes.

O homem vem desenvolvendo técnicas de relacionamento presencial a séculos. No controle destas técnicas é possível “enrolar” nas reuniões, fazendo um teatro até um pouco eficaz. No digital, é bem mais difícil!

Claro que estas afirmações podem parecer um tanto arbitrárias e discutíveis. Pois então, o que você está esperando? Comente, e vamos discutir.

domingo, 8/julho/2007

Se inscrevendo na programação

Bento Andreato, líder metanóico e ativista cultural brasileiro, registra seu tema na grade programação da desconferência que rolou no espaço Unimaster. Eu também estive lá, claro.

domingo, 8/julho/2007

Desconferência de metanóicos da fornada 12



Discutindo estrutura orgânica!

Originally uploaded by Lalgarra.

Reunidos no espaço Unimaster, quinze metanóicos experimentam um novo formato de troca e construção de conhecimento, a desconferência. Os temas foram propostos pelos participantes, a grade de programação foi montada no início do encontro e todos se inscreveram nos debates de acordo com seus interesses. Um modelo orgânico de composição de pessoas em um fórum auto-gerido pelos próprios participantes. O resultado? Muito bom, na opinião de quem esteve lá.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.