Jay e mais alguns peso-pesados da Aprendizagem Informal participaram de um debate na Oxford Union. Afinal, a Aprendizagem Informal tem mais estilo do que consistência? Esta foi a questão desafiadora a ser debatida. Infelizmente não está legendado e não sei se terei tempo para encaminhar esta tradução, mas eles falam pausadamente e ativando o recurso CC de transcrição de áudio em inglês do You Tube dá para ler, ouvir e acompanhar o fluxo. Adorei este vídeo porque o debate acontece dentro da arena acadêmica de uma grande instituição de conhecimento, meus amigos do Informal Learning foram metralhados mas devolveram na mesma moeda. Aos poucos a noção de que o ser humano aprende por si mesmo desde que tenha oportunidade e meios abundantes para interação, começa a fazer sentido para um número cada vez maior de pessoas.
Um projeto para construir a Escola dos Sonhos
Esta é uma tradução livre de um artigo de John Moravec: Project Dream School
http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649
O projeto Escola dos Sonhos começa com uma pergunta simples:
Se você pudesse criar uma escola de sonho, o que você faria?
Além disso: Como seria o edifício? E os métodos? Os professores? A tecnologia? A missão? … Preciso para ser uma escola, ou deve ser uma plataforma de lançamento para um futuro projeto … para a vida … para o trabalho ideal?
Quinta-feira passada, muitas grandes mentes se reuniram para discutir exatamente isso … e como fazer isso acontecer . Sir Ken Robinson , Jeff Jarvis e John Moravec se juntaram numa discussão através do Skype com Pedro de Visser, Marcel Kampman, Ellen Mashhaupt , Bianca Geerts , Fons van den Berg , Rob van der Ploeg , Bram Verhave, Pedro de Visser , Ton Dohle , Bjorn Eerkes , Maurice Mikkers , Lex Hupe , Arjan Dingsté , Hartger Meihuizen, Roel Fleurke, Koene Kisjes, Christian Paauwe, Bart Hoekstra), Albert Jan Westenbrink e Annette Stekelenburg .
O projeto terá um site em inglês criado e funcionando em breve no projectdreamschool.org, e também em holandês no: projectdroomschool.org. . Certifiquem-se a seguir os sites do projeto para a sua aceitação sobre a reunião e as suas próximas ações como eles trabalham para transformar seus sonhos em realidade.
Fiquem ligados … em breve!
Postscript : Aqui um relato do sonho de John Moravec (como compartilhado na quinta-feira):
- A organização abandona a palavra “escola” – reinventa a educação, torna-se um bootcamp para o projeto com jovens e membros da comunidade colaborando para aplicar sua criatividade em ações inovadoras.
- A sala de aula tradicional é abandonada em favor de espaço que favorece a colaboração multidirecional. Além disso, o prédio que abriga a organização é projetado para ser mais do que apenas uma caixa. Pelo contrário, é projetado para ser facilmente reconfigurado e transformado, tão rapidamente quanto as nossas ideias sobre o ensino e aprendizagem evoluirem e transformarem.
- Uma infra-estrutura criada para apoiar as tecnologias, mas as tecnologias em si não são profundamente arraigadas (porque provavelmente vão mudar no momento em que seguinte, quando forem institucionalizadas). Os alunos são responsáveis por trazer e apoiar a sua própria tecnologia, talvez, proporcionando-lhes uma bolsa/orçamento de tecnologia.
- A escola não é apenas uma ferramenta para a juventude, mas é um recurso para toda a comunidade que serve: Fornece trabalho colaborativo e recursos de incubadora para as pessoas com ideias nas quais queremos envolver a juventude. Facilitando a inovação não-formal, informal e “invisível”.
- Uma nova geração de professores/facilitadores são treinados e recrutados para acabar com a pedagogia de cima para baixo, passando sim servir como curadores de idéias e facilitadores da criatividade e inovação.
Esse é o meu sonho … que é mais fácil dizer do que fazer. Mas, é aquilo que é: Um sonho.
Podemos chamar de aprendizagem aquilo que encontramos no Google?
Muita gente diria: “Bem, se depois você se lembrar do que você Googlou, então você aprendeu!”
Jay Cross entende isto de uma outra forma e diz:
“Se você levanta o olhar para o alto e se lembra, recuperando da sua memória aquilo que viu no Google, minha opinião sobre se a aprednizagem ocorreu neste caso é: Tanto faz!
Mudança de comportamento é a principal medida de aprendizagem. Se você não melhorou algo em sua vida a partir do que aprendeu, então o aprendizado é irrelevante.”
Como avaliar os resultados das iniciativas de aprendizagem?

Foto de jaycross
Tradução livre de Luiz Algarra de um post do Jay Cross Learnstream (Insights para refletir e impulsionar a inteligência colaborativa)
Como você avalia se sua aprendizagem informal, aprendizagem social, aprendizagem contínua e iniciativas de apoio ao desempenho tiveram o impacto desejado ou atingiram os resultados esperados?
Bam, antes de mais nada, porque avaliar apenas a aprednizagem informal? Precisamos de melhores abordagens para avaliar todas as iniciativas de aprendizagem. Pessoas que pensam que o velho 1-2-3 é adequado para avaliar a aprendizagem formal estão se enganando e às vêzes enganando outras pessoas.
O objetivo da aprendizagem é a mudança de comportamento. Antes de mais nada temos de definir quais são comportamento que estamos tentando mudar, porquê e quais serão os indicadores que podem demonstram com credibilidade que um novo comportamento está ocorrendo. Sabendo que algo não foi suficiente, as pessoas podem fazer algo para corrigir. A mudança de comportamento tem que ser expressa nos termos do negócio.
É preciso esperar um pouco antes de fazer a avaliação. Planilhas positivas e resultados simulados não provam nada, porque geralmente eles são capturados e produzidos antes da curva de esquecimento da turma; A razão pela qual apenas 10% ou 15% do que é aprendido aparece no trabalho é que a maioria do que você aprende rapidamente desaparece, a menos que seja reforçada pela reflexão e prática. É por isso que é uma boa idéia de esperar de três a seis meses – para ver o que fica.
Depois deste período, existem várias abordagens para a avaliação. Para coemçar podemos usar os critérios anteriormente aplicados. Isso será muitas vezes insuficiente, porque as iniciativas de aprendizagem nunca são atos isolados. Claro, tivemos o treinamento de vendas do novo produto, mas também tivemos uma campanha publicitária, o produto foi melhor do que o da concorrência, e todos estavam entusiasmados. Como podemos isolar o impacto da aprendizagem? Às vezes não conseguimos, porque a aprendizagem foi realmente um componente de uma solução multifacetada.
No entanto, você pode descobrir muita coisa em uma série de entrevistas com a uma amostragem de muitas pessoas. Pergunte-lhes o que tiveram de aprender para ter sucesso e como eles aprenderam.
Alguém vai dizer que ista não é científico, que você teria que entrevistar todos, mesmo que ninguém nunca tenha tempo para isso. É um falso argumento. Eu costumava trabalhar em pesquisas de opinião pública. É possível generalizar os resultados para o grupo inteiro entrevistando uma pequena amostra de pessoas. Uma fórmula simples pode determinar o que é significativo estatisticamente.
Além disso, perguntando em aberto trazem mais significados do que a informação obtida em caixas de seleção e escalas de avaliação. Perguntas abertas rendem histórias e anedotas que são mais convincentes do que as percentagens.
Seria delicioso se você pudesse clicar em um botão de seu sistema de e-learning e obter uma avaliação imediata. Isso é um sonho. O e-learning mede atividades, interações, e não os resultados.
Além disso, como disse anteriormente, os resultados estão no olhar do cliente. Por isso, nenhum departamento de treinamento pode jamais alegar ter alcançado o nível 4, por exemplo, pois eles ainda não possuem um parâmetro testado pelo qual se mede o Nível 4.
ITAUTEC conversando para 2011
A ITAUTEC começou o ano com um grande encontro de lideranças do Brasil e do mundo, reunidos em uma série de atividades de confraternização, planejamento e metas. Uma destas atividades coube à Papagallis a condução, em um modelo de conversação polinizada que fez emergir novas possibilidades de conhecimento, entendimento e ação para o grupo.
Foi bacana acompanhar a turma da ITAUTEC em seus fluxos de conversação na construção de novos mapas para novos territórios de um saber coletivo. A experiência de cada um surgiu enriquecendo a experiência do grupo, todas as vozes foram ouvidas e o saldo foi uma grande potência de resultados para 2011. Boa sorte, amigos da ITAUTEC, e contem conosco nessa caminhada.



