Caricatura de Humberto Maturana


Caricatura de Humberto Maturana

Upload feito originalmente por Papagallis

Azarías Muñoz produziu caricaturas em aquarela entre os anos 1993-2001, na secção Ego-Sum do diário “La Nación” do Chile.
Esta, do professor Humberto Maturana, nosso amigo, nos pareceu muito apropriada para representá-lo em sua atividade preferida: a reflexão.
A reflexão é um ato em que uma pessoa solta sua certeza

O ato da reflexão ocorre como uma mudança do espaço relacional-operacional que permite que a pessoa que reflexiona aceite ou recuse o presente em que vive e que está oculto no vivê-lo.

A mudança de espaço operacional-relacional em que vive a pessoa no ato de reflexionar ao soltar suas certezas ocorre ao vivê-lo como uma ampliação ou como uma mudança de mundo que torna-se revelador se a pessoa se pergunta se quer ou não quer o novo que agora vê.

Favicon Papagallis

Cortesia do nosso amigo Alex Anunciato (http://anunciato.com/) que desejou abrilhantar nosso site, ok? O Alex é um figura que sempre fecha a noite aqui conosco no The Hub, daí tem surgido uma amizade colaborativa baseada na mútua admiração. Valeu, Alex!

No grande encontro do Acessa Escola



Nos dias 16 e 17 a Papagallis teve o privilégio de participar da Capacitação do Acessa Escola, coordenada pelo WebLab / LIDEC / Escola do Futuro - USP, para trazer 2400 jovens monitores das salas de informática de escolas estaduais paulistas para a segunda fase do projeto.

A grande maioria dos jovens já tem alguma experiência no Acessa Escola, eles estão a quase dez meses acompanhando a instalação dos equipamentos (computadores e banda larga) nas salas de internet das escolas. Foram preparados para esta fase através de uma série de recursos educacionais inovadores, inclusive um game, que os suportou enquanto se aclimatavam no Acessa Escola.

Agora chegou a hora dessa moçada começar a falar de Web 2.0, E-Gov e navegação segura, além de irradiar os princípios de uma internet mais democrática, participativa e livre. Para esta fase os coordenadores decidiram usar metodologias de aprendizado sócio-educativas, e a Papagallis foi chamada para contribuir com nossa experiência em organizar conversações para grandes grupos. Foram mais de 1200 jovens no sábado e quase outro tanto desses no domingo.

Chegaram bem cedo, em ônibus fretados que os trouxeram de seus bairros de origem, alguns bem distantes do centro, e logo se organizaram nas salas do quinto andar do prédio da UNIBAN, parceira do encontro que disponibilizou suas instalações.

Durante o período da manhã todos conversaram sobre suas experiências nas salas nestes últimos meses. Contaram casos, compartilharam dificuldades, trocaram idéias e soluções criativas, resignificaram suas relações entre si e com o projeto Acessa Escola. De tempos em tempos uma parte da turma de cada sala era convidada a descer até a biblioteca da UNIBAN onde trezentos computadores os aguardavam para pesquisa e publicação de conteúdos e relatos sobre tudo que estavam conversando.

À tarde seguiram as conversações provocadas por materiais audiovisuais sobre Web 2.0, E-Gov e navegação segura. No fim do dia todos se encontraram no andar térreo da UNIBAN para um worldcafé de 1200 pessoas!

Em primeiro plano Dalton Martins e Mariana de Salles Oliveira arrematam o encontro com uma fala inspiradora para a turma de jovens mosqueteiros! A Papagallis participou com toda a sua rede, Lígia, Algarra, Alblum, Mafeteco e Richieri.

A experiência foi absolutamente gratificante, vamos aguardar o seguimento do projeto, certo?

Conversações como metodologia no Acessa Escola




Dalton Martins orienta o grupo

Upload feito originalmente por Papagallis

Atendendo um convite do WebLab / LIDEC / Escola do Futuro - USP, a Papagallis participou da coordenação do encontro de preparação dos capacitadores que atuarão no encontro de Capacitação do Acessa Escola (Módulo 2) com 2400 jovens monitores que operam o programa Acessa Escola nas salas de internet das escolas estaduais paulistas.

Será um grande desafio para o grupo que deverá atuar catalisando as conversações de grupo que acontecerão na UNIBAN neste final de semana. Alguns estarão em dupla, outros sózinhos, orientando turmas de 60 a 120 jovens durante o dia todo.

Neste encontro praticamos worldcafé e refletimos sobre a experiência de propor aos jovens monitores um modelo de aprendizado muito diferente daquele que eles estão acostumados a encontrar em suas salas de aula.

Em primeiro plano Dalton Martins e Mariana de Salles Oliveira arrematam o encontro com uma fala inspiradora para a turma de jovens mosqueteiros!

Ainda teremos um grande ensaio geral um dia antes do encontro para traçar rumos e projetar desejos que nos levem a um bom espaço de encontro nas atividades de sábado e domingo.

Mais notícias em breve.

VALORES EMPRESARIAIS NO MODO DE VIVER HUMANO


Banksy’s statement.

Upload feito originalmente por davidezartz

O que chamamos valores humanos, tais como honra, liberdade, justiça e verdade, são abstrações de nosso operar como seres amorosos. Considerando que os seres humanos necessitam de cuidados ao nascer, podemos dizer que nossa espécie surge em um convívio de cuidados cotidianos a partir de uma relação maternal que funda nosso espaço relacional básico.

Não existe um ser humano vivo que não tenha sido cuidado por algum outro. Este cuidado está em nós como uma predestinação biológica, onde para um adulto um outro ser vivo de sua espécie, um filhote, surge como tão válido em seu viver como ele mesmo.

Entretanto nossa estrutura social baseada na exigência e no controle, gera atos entre os adultos que não são percebidos pelo filhotes como atos de cuidado. Aos poucos nossos filhos desenvolvem critérios de distinção para identificar o que é um ato de cuidado e o que talvez não seja.

Crescemos e nos tornamos adultos conservando este critérios de distinção para poder operar em um mundo onde desejamos conservar o nosso viver enquanto seres humanos vivos. Nos adaptamos a uma estrutura social baseada no submetimento e nesta adaptação procriamos e recebemos nossos fihotes que nascem na confiança biológica de serem cuidados em um espaço relacional onde seu viver seria tão legítimo como o de qualquer um de de todos os outros.

Entretanto este espaço relacional não ocorre, nem na estrutura familiar, nem na escolar e muito menos na profissional. Toda a falta de sentido em nosso viver, toda dor existencial individual, toda violência humana em suas diversas expressões surgem na violação deste princípio humano do bom conviver na amorosidade de nossa constituição humana. Continuar lendo ‘VALORES EMPRESARIAIS NO MODO DE VIVER HUMANO’

Vídeos dos papagaios no Seminário Vivo Educação

Este é um vídeo produzido pela agência DPZ que registra as atividades em grupo realizadas durante o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação em 19 de março de 2009, na Sede da Vivo em SP. A atividade foi conduzida pelos membros da Papagallis utilizando a metodologia da Investigação Apreciativa.

Habitar Humano: leitura fundamental sobre o nosso viver

O Habitar Humano é um convite intrigante a mexer com as certezas estabelecidas, o mito da objetividade e os conceitos correntes sobre a realidade “em si”. Seu co-autor, o celebrado biólogo Humberto Maturana, é bem conhecido pelos mais de quarenta anos de pesquisa sobre a natureza biológica da cognição e do social. Juntamente com Ximena Dávila Yáñez, criadora do Conversar Liberador, ele fundou o Instituto Matríztico, em Santiago de Chile.

Os seis ensaios de Habitar Humano incitam o leitor a penetrar as diversas dimensões do viver e conviver cotidiano e, a partir de suas próprias experiências, constatar as consequências do seu entendimento a respeito de como é que somos como somos.

A obra examina a dor e o sofrimento gerados pela estrutura cultural em que estamos imersos e volta nosso olhar para a biosfera, onde os seres humanos, enquanto sistemas vivos, operam de acordo com as coerências de sua natureza orgânica e o acoplamento com o seu ambiente, sem erro, num contínuo presente em contínua mudança. Nesse domínio não há competição, mas cooperação, pois a vida não existe, coexiste.

Os aspectos éticos decorrentes dessa condição apontam na direção do respeito e da legitimação de si e do outro como parceiros na convivência.

Este livro apresenta conteúdos trabalhados no processo de certificação de Biologia Cultural que está acontecendo desde 2007 na UNINDUS e que conta com diversas pessoas da rede Papagallis como participantes. Portanto recomendamos esta leitura fortemente, e nos colocamos como interlocutores para conversações a respeito da Biologia Cultural e seus desdobramentos, ok?

Encomendas do livro com a Editora Palas Athena pelo email: claudetesiqueira@palasathena.org.br